Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-04-04T13:52:01-03:00
Estadão Conteúdo
Passo para trás

PMI industrial do Brasil cai a 50,9 pontos em setembro, diz IHS Markit

Indicador cedeu no mês passado após ter atingido seu nível mais elevado em quatro meses em agosto

1 de outubro de 2018
14:28 - atualizado às 13:52
indústria-brasileira
Indústria viu suas condições operacionais melhorarem após uma alta mais forte de novos pedidos em cinco meses - Imagem: José Cruz/Agência Brasil

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil cedeu a 50,9 pontos em setembro, após 51,1 pontos em agosto, revertendo a melhora verificada no mês anterior, mostram dados da IHS Markit. O indicador cedeu em setembro, após ter atingido nível mais elevado em quatro meses em agosto, mas permaneceu acima do patamar de 50 pontos, o que indica condições ainda favoráveis, conforme a consultoria.

Os dados de setembro, aponta a IHS Markit, mostram uma melhora das condições operacionais, sustentadas pela alta mais forte de novos pedidos em cinco meses. Por outro lado, o ritmo de crescimento do volume de produção foi o menor desde junho.

Já as exportações tiveram a queda mais significativa desde o início de 2017, prejudicadas pelas dificuldades em mercados emergentes, especialmente na Argentina, que é um grande importador de produtos brasileiros.

Para o diretor de Economia da IHS Markit, Paul Smith, a pesquisa de setembro foi positiva por mostrar um crescimento adicional da produção industrial brasileira, mas também oferece algumas preocupações. "Ao mesmo tempo em que houve uma melhoria no crescimento do volume de novos pedidos, a exposição a condições desafiadoras nos mercados emergentes, especialmente na vizinha Argentina, resultou numa queda considerável nas vendas para exportação", disse em nota.

"Houve também um indício de excesso de capacidade no setor, como foi evidenciado por um declínio dos pedidos em atrasos e outro pequeno corte de empregos. Mas o que mais chamou a atenção foi o aumento mais recente nos preços, já que o fortalecimento do dólar americano continua a exercer uma pressão desconfortável sobre os custos dos fabricantes", explicou Smith. "Segundo os dados mais recentes, os preços dos insumos cresceram pela taxa mais forte na história da pesquisa, deixando as empresas sem outra opção a não ser repassar esses aumentos aos clientes", complementou.

A IHS Markit constatou que a valorização do dólar ante o real pressionou os custos de insumos, que tiveram o maior aumento líquido de preços desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006. " A inflação foi irrefutavelmente vinculada ao fortalecimento do dólar americano e ao resultante movimento cambial desfavorável em relação ao real", apontou o relatório. "Como resposta, as empresas aumentaram seus preços a um grau bem elevado. Os preços dos produtos aumentaram pela segunda taxa mais alta na história da pesquisa (excedida apenas pela de fevereiro de 2016)", ressaltou o documento.

Sobre o futuro, a pesquisa verificou que o grau de otimismo melhorou em setembro, atingindo o patamar mais alto desde março deste ano. "Entre os 71% de entrevistados que antecipam um crescimento, vários esperam se beneficiar de uma demanda mais sólida e de vendas mais elevadas", explicou a consultoria.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Analistas respondem

Ações da Vale aprofundam queda no ano com sinais ruins do relatório de produção e vendas no 3º trimestre. Hora de comprar VALE3?

Analistas apontam que, enquanto a produção foi sólida, a venda de minério de ferro veio abaixo do esperado até pelas estimativas mais conservadoras

Puxando os ETFS

Chove bitcoin, molha ETF: fundos de índice brasileiros sobem até 19% em dia de recorde do BTC

Enquanto o primeiro ETF de criptomoeda dos Estados Unidos avança tímidos 3%, na B3, o avanço é de até 19,78%

Cabo de guerra

Sem explicar origem da verba, Bolsonaro confirma Auxílio Brasil em R$ 400 e promete respeitar teto de gastos

Apesar da promessa do presidente, o governo flerta com a flexibilização do teto para conseguir arcar com o valor do benefício

Prévia da estatal

Petrobras (PETR4) anuncia produção do terceiro trimestre hoje, mas os dados da ANP já antecipam o que vem por aí; confira

Os dados chegam ao mercado em um momento de fortes críticas à política de preços da companhia e ameaças de desabastecimento

Exile on Wall Street

Quem não tem teto de vidro? As implicações das ameaças ao teto de gastos sobre seus investimentos

Ameaça ao teto fiscal exige atenção redobrada sobre a necessidade de diversificação e algumas proteções para a carteira – e há possíveis bons hedges para o momento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies