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Esquenta dos mercados

Mercados: preço do petróleo preocupa

Com o preço do barril caindo e dólar subindo, Petrobras é prejudicada e companhias exportadoras se beneficiam

14 de novembro de 2018
7:17 - atualizado às 8:21
Selo esquenta mercados
Brent já recuou 25% desde que tocou sua máxima em quatro anos (US$ 85,8) no início de outubro - Imagem: Seu Dinheiro

Bom dia, investidor!! Véspera de feriado da Proclamação da República!

E a preocupação do dia é preço do petróleo.

O valor do petróleo despencou ontem, terça -feira (13), prejudicando ações como a Petrobras e empresas relacionadas ao setor. O dólar subiu, elevando o valor de companhias exportadoras,como Vale e Suzano. Isso pode se repetir hoje.

O tipo Brent, negociado em Londres, caiu 6,6%, para US$ 65,47 (R$ 251) por barril, depois de divulgação dos os relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e Agência Internacional de Energia (AIE) dando conta de um desequilíbrio: o consumo está caindo e a demanda, subindo. Isso, basicamente por conta da decisão dos EUA de amolecer as sanções ao Irã, poupando oito países.

O Brent já recuou 25% desde que tocou sua máxima em quatro anos (US$ 85,8) no início de outubro. Agora, registra o menor valor desde março. Esse movimento de queda também acende sinal de alerta para estados e municípios dependentes da receita petrolífera.

Em Brasília, dois encontros importantes do presidente eleito Jair Bolsonaro, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), pela manhã, quando tentará recompor a relação com o Congresso e evitar novas pautas‐bomba. O futuro presidente também se encontra e com governadores eleitos, que vão expor a crise dos Estados. Novos ministros podem ser anunciados.

Os fundamentos apontam preços ainda mais baixos, disse a Capital Economics, que vê chance de o Brent tocar US$ 60 so de fim de 2019. E ainda tem o presidente americano Donald Trump, com seus tuítes, cobrando da Opep para não cortar a oferta.

Neste cenário, o estrago foi grande, com quedas das bolsas, corrida aos Treasuries e dólar em alta frente aos mercados emergentes, enquanto as ações de Petrobras sucumbiram, com perdas de mais de 4%.

À queda do petróleo somam‐se o fluxo de saída de investimentos estrangeiros, operações de hedge cambial e as indefinições sobre a reforma da Previdência entre os motivos para explicar a pressão do dólar, que na máxima bateu R$ 3,83.

Novos Ministros

Podem sair hoje os nomes para o Meio Ambiente e Relações Exteriores. Luís Fernando de Andrade Serra, embaixador do Brasil na Coreia do Sul até a metade do ano, promete ser o novo chanceler. Ele visitou ontem o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição.

Sobre o Meio Ambiente, Bolsonaro disse estar entre dois nomes, "mas poderia haver um terceiro". Esta semana, circularam especulações na imprensa de que a atriz Maitê Proença poderia ser convidada para assumir a pasta.

Citado por Bolsonaro como possível nome para a Saúde, Luiz Henrique Mandetta foi acusado de autorizar pagamentos indevidos por serviços não executados por empresas de mídia e tecnologia. “Mas está cotado sim.”

Ainda não se sabe qual ministério será ocupado por Gustavo Bebianno, presidente do PSL durante a campanha.

O suspense sobre o BC se mantém. Paulo Guedes se reuniu ontem com o diretor do Santander Roberto Campos Neto, sondado para a vaga. Mas ainda não se descarta Ilan Goldfajn, atual presidente do Banco Central do Brasil. A autonomia do BC é decisiva para ficar no cargo.

Na Petrobras, o general Mourão teria afirmado, em conversa com investidores no exterior que Ivan Monteiro continuaria na presidência. Mas chegaram a ser ventilados boatos no mercado de que ele assumiria o Banco do Brasil.

Mourão

Vice de Bolsonaro já faz sucesso entre os investidores, porque sabe dizer o que o mercado quer ouvir. Em teleconferência, ontem, promovida pelo Bradesco BBI em NY, defendeu as reformas da Previdência e tributária, o mercado livre, as privatizações e a disciplina na administração de recursos públicos. “Temos 150 estatais e posso dizer que 140 serão privatizadas”, e puxou a ação da BR Distribuidora ao afirmar que esta poderá ser umas das primeiras a entrar na dança. O papel chegou a subir quase 8%; fechou com +5%.

Agenda

Em mais um sinal de inflação ancorada, mesmo que o IGP‐10 de novembro (8h30) venha no teto das apostas de pesquisa Broadcast (+0,01%), ainda exibirá forte desaceleração contra a alta de 1,43% em outubro. O piso é negativo (‐0,28%) e a mediana das expectativas aponta para uma queda de 0,14%.

Ainda hoje, saem a pesquisa mensal do IBGE do setor de serviços em setembro (9h), com mediana positiva em 1% (intervalo das projeções varia de ‐3,10% a +2,30%), além dos dados semanais do fluxo cambial (12h30).

À tarde (14h), Lula presta depoimento à Justiça sobre processo do sítio de A
baia (SP).

Efeito combinado

A derrubada em série do petróleo, caindo há 12 dias, para os recordes de baixa, sabotou a Petrobras, induziu a Bolsa a perder os 85 mil pontos e disparou o dólar a R$ 3,82. Mas o barril não foi o único vilão.

Por trás do gatilho de pessimismo, que já leva o Ibovespa a acumular perda de quase 6% contra o pico histórico da semana passada e projeta o dólar ao nível pré‐eleição, o que também está pegando é o novo governo.

O “coração mole” de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência, que quer olhar “o social e não os números de uma forma fria”, aciona o sinal de alerta, de que o texto poderá passar muito longe do que sonha o investidor.

Análises gráficas indicam os pontos de risco. O Itaú BBA vê a manutenção de níveis entre 84 mil e 83.800 mil como fator importante para manter a tendência de alta. Abaixo disso, tem suporte em 82.600 mil e 81.800 mil.

No Valor, players mais otimistas dizem que, apesar de ter se distanciado dos 90 mil pontos, o Ibovespa subiu muito rapidamente, as quedas não assustam e tampouco anulam tudo o que a bolsa ainda pode andar.

O tombo de ontem teria sido pior, não fosse a Vale (ON, +2,59%, a R$ 56,27) para segurar a onda. Por ser exportadora, a companhia faturou a firme valorização do dólar. Já a Petrobras serviu de porta de saída.

 *Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
O link é: https://www.bomdiamercado.com.br/

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