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Investidor também tem motivos para se entusiasmar com os novos nomes anunciados para a equipe econômica, sobretudo, no Banco do Brasil
Bom dia, investidor! Wall Street pode subir hoje, como costuma subir no Black Friday em 70% das vezes, mas será mais um dia de liquidez fraca, porque os pregões fecham mais cedo. De qualquer modo, as pressões externas, incluindo os riscos da economia global, recomendam cautela até que Nova York volte com tudo na segunda-feira. A boa notícia é que o investidor tem motivos para se animar com os novos nomes anunciados para a equipe econômica, sobretudo, no Banco do Brasil.
Confirmado pelo futuro ministro da economia, Paulo Guedes, para comandar o Banco do Brasil, Rubem Novaes já saiu falando em “enxugar e privatizar o que for possível”, embora tenha descartado uma privatização do banco como um todo.
O plano seria vender em etapas e por meio do mercado de capitais. “Não necessariamente serão privatizações totais, mas IPOs (oferta inicial de ações) primeiro e, numa segunda etapa, partir para privatização”.
Chicago boy, ex‐BNDES, ex‐Sebrae e professor da FGV, Rubem Novaes integra a equipe de transição e foi muito bem recebido pelo mercado, com BB ON atingindo 1,84%.
Analistas do Credit Suisse elogiaram a indicação, dizendo que sua gestão focará em eficiência e rentabilidade. Para o banco, as ações do BB são a primeira escolha na América Latina, seguida pelos papéis do Bradesco.
Com mais de 20 anos no mercado de capitais e em reestruturações societárias, Pedro Guimarães (Brasil Plural) no comando da Caixa Econômica federal foi igualmente comemorado, sinalizando para mais corte de gastos e venda de ativos.
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Segundo apurou o Broadcast, no BB estaria no radar a venda de participações no banco argentino Patagônia, parte da BBDTVM, e ainda participações em empresas, como na Kepler Weber e na Neoenergia.
Já na Caixa, o foco de desinvestimento incluiria o balcão de seguros e loterias. Pode ainda capitalizar recursos com os segmentos de cartões, administração de fundos de investimento e transporte de valores.
No Estadão, o empresário Salim Mattar, sócio e presidente do conselho da Localiza, é cotado para comandar a Secretaria de Privatizações, com a responsabilidade de tocar a área considerada mais estratégica por Guedes.
Outros nomes para a Economia seriam do economista Marcos Cintra, na Secretaria da Arrecadação (Receita e Secretaria da Previdência) e do advogado Paulo Uebel, na Secretaria de Gestão e Modernização. O economista Marcos Troyjo pode ficar com a Secretaria responsável pelo Comércio Exterior. Paulo Guedes tem resistido a pressões de setores industriais pela manutenção do Ministério da Indústria e Comércio. Atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago está quase confirmado na equipe econômica para o cargo de secretário‐executivo do superministério da economia, para ajudar a “tocar a máquina”.
Entre as estatais, Paulo Guedes indicou a permanência de Wilson Ferreira Jr, na Eletrobras, que assumiu cargo com a missão de preparar a empresa para a privatização. O futuro ministro da Economia aprova seu trabalho. Mas o presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não bateu o martelo.
Guedes também avalia Ferreira ao Ministério das Minas e Energia, diante da resistência da “velha guarda” do MDB, que sempre dominou o Ministério, às indicações de Paulo Pedrosa e Adriano Pires.
Os nomes da equipe econômica de Paulo Guedes, todos muito afinados com a economia liberal e talentos reconhecidos, formam uma espécie de “dream team” para o mercado. Mesmo assim, investidores e executivos têm se permitido, no máximo, um otimismo cauteloso, visto que os limites da economia são dados pela política, e aí é que os bons projetos podem não prosperar.
O maior receio é de que Bolsonaro esteja arrumando mais problemas do que construindo uma base aliada. A insistência em isolar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já criou a primeira confusão, que ainda pode dar muita dor de cabeça.
Está difícil de as ações da Petrobras deslancharem com a cessão onerosa, porque cada dia é uma surpresa, nas articulações políticas complicadas, que dificultam a projeção de cenário pelo investidor.
Em entrevista ontem, Maia mostrou má vontade em colaborar com o acordo fechado entre Guedes, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e os governadores para votar a cessão onerosa no Senado, na próxima semana.
Maia disse não está sabendo de “nenhum acordo” para aprovar o PL 209, que regulamenta o Fundo Social do pré‐sal, que a matéria não está na pauta da Câmara, que com ele ninguém falou nada sobre a urgência. O projeto em questão garante o compromisso de partilha assumido por Paulo Guedes com os Estados, abrindo caminho para o Senado votar a cessão onerosa, sem emendas, na terça-feira ou quarta-feira, e encerrar essa novela. Se Maia não puser para votar, mela o acordo.
Encerrando a polêmica, Bolsonaro anunciou, ontem à noite, o filósofo colombiano Ricardo Velez Rodriguez para a pasta da Educação. Ele é amigo de Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro, e segue a mesma linha ideológica.
Fecham mais cedo as bolsas em NY (16h) e Treasuries (17h). Entre os indicadores, sai a leitura preliminar de novembro do Índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) composto dos EUA (previsão: 54,3) .
Sem NY, a baixa liquidez pode ter potencializado a alta do dólar, Mas tem muito mais por trás da persistência da moeda norte‐americano no patamar de R$ 3,80. Além de estar acompanhando o petróleo como indicador de instabilidade, a divisa antecipa os riscos da desaceleração global.
No caso particular do Brasil, ainda tem que colocar na conta do câmbio o fim da lua de mel com Bolsonaro. "Aos poucos, o mercado doméstico vai voltando ao país real, de déficit primário gigantesco e de dificuldades de negociação com o Congresso", observou ao Broadcast o diretor da Correpar, Ricardo Gomes da Silva.
O petróleo não deu trégua no feriado de Ação de Graças e retomou as quedas, voltando a
despertar o desconforto entre o investidor sobre os efeitos colaterais de uma desaceleração econômica global. O barril tipo Brent caiu 1,38% ontem.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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