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2018-10-08T08:36:08-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Mercados devem comemorar onda Bolsonaro e antipetismo nesta segunda

8 de outubro de 2018
7:33 - atualizado às 8:36
bolsonaro-haddad
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad - Imagem: Montagem: Victor Matheus

Bom dia, investidor! Os resultados do primeiro turno das Eleições 2018 devem levar a uma euforia nos mercados nesta segunda-feira (08). A expectativa é de dólar e juros em queda, mas, sobretudo, bolsa em alta, principalmente as ações de estatais. O Seu Dinheiro ouviu alguns feras do mercado neste fim de semana e, bem, é o que eles acham.

Além de Bolsonaro ter tido uma votação expressiva - 46% dos votos contra apenas 29% de Haddad -, garantindo um bom cenário para o segundo turno, a renovação do Congresso foi amplamente favorável a um eventual governo seu.

Este fato pode resolver um dos grandes temores dos investidores em relação ao candidato do PSL: a governabilidade. Com um Congresso a seu lado, as negociações com parlamentares podem ser mais suaves.

A verdade é que uma onda Bolsonaro, conservadora, varreu o país, e diversas lideranças ficaram de fora do Congresso. O capitão reformado do Exército por pouco não levou no primeiro turno, e seu nanico PSL ainda elegeu 51 deputados, tornando-se a segunda maior bancada, atrás dos 57 do PT.

No Centrão, o PP domina, com a terceira bancada (37 deputados), mas os maiores derrotados foram o MDB (33) e o PSDB (20), superado até mesmo por PR, PSD e PSB.

No Senado, Jucá, Eunício, Edison Lobão, Sarney Filho, Juthay Magalhães Filho, Beto Richa, Requião, Cássio Cunha Lima, Magno Malta, Ricardo Ferraço, Jorge Viana, Lindbergh e Grazion morreram na praia. Só oito senadores se reelegeram.

O PSL de Bolsonaro, que não tinha nenhum senador, agora tem quatro: Major Olímpio, Selma Arruda, Soraya Thronicke e Flávio Bolsonaro.

No domingo à noite, o ETF (fundo de índice) de ações brasileiras negociado na bolsa de Singapura subia mais de 4%, antecipando o otimismo local para hoje.

Na semana passada, o mercado teve dois dias de euforia na terça e na quarta com resultados favoráveis a Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto recém-divulgadas, mas ficou mais cauteloso na quinta e na sexta, à espera do primeiro turno das eleições.

Na sexta, o Ibovespa caiu 0,76%, fechando aos 82.321 pontos. Mas o dólar à vista também fechou em queda, de 0,70%, a R$ 3,8560. Os juros futuros fecharam em alta, após quatro sessões seguidas de queda.

Mesmo assim, o Ibovespa teve alta de 3,75% na semana, puxado pela valorização das estatais. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 21,36%; Eletrobrás (ELET6) subiu 21,43%; e Petrobras (PETR4) avançou 13,61%. Já o dólar recuou 4,81%, saindo do patamar dos R$ 4.

Feriado nos EUA

Hoje é feriado nos EUA (Dia de Colombo). No Brasil, às 8h, teremos a divulgação do IGP-DI de setembro, que deve acelerar de 0,98% em agosto para 1,65%, na mediana do Broadcast, do "Estadão".

Durante a semana, teremos IGP-M de outubro (quarta), vendas no varejo em agosto e relatório Prisma fiscal (quinta) e feriado na sexta (Nossa Senhora Aparecida).

Nos EUA, vão falar os dirigentes do Fed John Williams (terça), Raphael Bosc (quarta) e Charles Evans (sexta). Na terça sai o PPI (Producer Price Index, índice de preços ao produtor) e, na quarta, o CPI (Consumer Price Index, índice de preços ao consumidor), índice oficial de inflação americano.

Três gigantes do setor financeiro divulgam balanços do segundo trimestre na sexta: Citigroup, JPMorgan e Wells Fargo.

Na zona do euro, tem a ata do Banco Central Europeu na quinta, quando também começa reunião do G-20. Na sexta são divulgados os dados da produção industrial de agosto.

Na quinta-feira, a China divulga sua balança comercial de setembro. Neste domingo, a perda de ritmo na economia levou o banco central chinês a reduzir os depósitos compulsórios em 1,0 ponto percentual. A bolsa de Xangai voltou do feriado em queda de quase 3%.

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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