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Autonomia do Federal Reserve voltou a ser testada durante o Natal, quando o presidente americano, Donald Trump, criticou a instituição
Bom dia, investidor! Ponto de honra nos Estados Unidos, a autonomia do Federal Reserve voltou a ser testada durante o Natal, quando o presidente americano, Donald Trump lançou seu terceiro ataque em 72h ao banco central do país, repetindo ontem a repórteres que o juro está subindo “muito rápido”, mas que acredita que o Fed “vai se endireitar”. Os comentários pioram rumores de que Trump cogita demitir o presidente da instituição financeira, Jerome Powell e pegam o mercado em momento de alta sensibilidade com o “shutdown” e temor de recessão.
Há dias, Trump não troca o disco: no sábado, qualificou de "terrível" a política monetária e, na segunda-feira, chamou o Fed de "o único problema da nossa economia", na tentativa de evitar as duas altas do juro contratadas para 2019.
As queixas insistentes, além de criarem um ambiente de insegurança sobre a independência formal do BC americano, deixam a sensação de que a economia americana possa estar à beira de um período recessivo.
Relatos de que o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversou no fim de semana com representantes dos seis maiores bancos americanos para garantir liquidez aos mercados também levantaram suspeitas negativas.
Anteontem, quando Nova York funcionou, as bolsas tiveram a pior véspera de Natal da história, na tensão potencializada ainda pela paralisação parcial do governo federal desde sábado, diante do impasse entre Trump e os democratas.
O presidente exige US$ 5 bilhões no Orçamento para defesa de fronteira, que incluiria a construção do muro. Mas a oposição se recusa e quer manter os valores nos níveis atuais, em US$ 1,3 bilhão, sem erguer o muro.
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A expectativa de um possível desfecho se transfere para amanhã, quando o Senado tem sessão agendada. Mas alguns membros do governo americano não descartam que a falta de solução estenda essa crise para 2019.
É possível que a máquina pública fique parada até 3 de janeiro, quando os democratas assumem o controle da Câmara.
Os atritos no Congresso, que já custaram o shutdown, combinados à espada da recessão e à relação conturbada entre e o Fed e a Casa Branca, voltaram a trazer um cenário de turbulência aos negócios. Na segunda, o S&P 500 furou suportes e se uniu ao Nasdaq no "bear market", encerrando o mais longo ciclo bull de todos os tempos. O Dow pode ser o próximo da fila, com queda acumulada de 18,77% desde os picos de outubro. O índice da Nyse apresentou a maior queda diária em uma sessão de véspera de Natal desde 1918. Caiu forte (‐2,91%), a 21.792,20 pontos. O S&P 500 recuou 2,71%, a 2.351,10 pontos, e o Nasdaq, ‐2,21%, a 6.192,92 pontos. As bolsas caminham para o pior desempenho para um mês de dezembro desde a Grande Depressão, em 1931.
Na corrida pela proteção dos Treasuries, o juro da Note de dez anos caiu para 2,736%, de 2,801%. A espiral de vendas do petróleo, deflagrada pelo pavor da recessão, ajudou a pesar, com o WTI abaixo dos US$ 45. No pior nível em mais de 17 meses, desabou 6,71%, a US$ 42,53. O Brent despencou 6,22%, para US$ 50,47.
No câmbio, o "shutdown" derrubou o dólar contra o iene (110,33/US$) e o euro, que avançou a US$ 1,1420.
Com os investidores vendendo tudo em Wall Street, o Ibovespa reabre hoje devendo um ajuste negativo a NY. Nos palpites de mercado, há quem arrisque “gap” de baixa de 1,5% para a bolsa na abertura, seguido de ondas de volatilidade. Apostas isoladas falam em compras de oportunidade, que desafiem os riscos e ensaiem um rali.
Mas no pregão de anteontem, em NY, foram mal os ADRs brasileiros: Petrobras, ‐2,2%, Vale, ‐2,3%, Itaú, ‐1,4%, e Bradesco, ‐1,6%.
A bolsa doméstica não opera desde sexta, quando surpreendeu, descolando do “crash” em NY. Embora tenha fechado abaixo dos 86 mil pontos (85.697), subiu 0,50%, enquanto o mundo caía nos EUA (quedas entre 2% e 3%). Petrobras fechou próxima da estabilidade: PN, +0,28% (R$ 21,55), e ON, +0,08% (R$ 24,18). Vale subiu forte (ON, +2,11%, a R$ 50,86) e os bancos caíram: Bradesco PN, ‐0,76% (R$ 37,71), e Itaú Unibanco PN, ‐0,46% (R$ 34,48).
Coincidindo com os focos de tensão externa, o BC já chamou para hoje, no retorno do Natal, mais dois leilões de linha para prover liquidez, no total de US$ 2 bilhões, o dobro do volume ofertado na sexta. As ofertas serão às 12h15 (com recompra em 4/5/19) e às 12h35 (recompra em 6/3/19) e podem garantir algum alívio imediato, depois de o dólar ter antecipado o shutdown nos EUA e se aproximado da faixa dos R$ 3,90. Subiu 1,09% no último pregão, para R$ 3,8982, sem que as atuações do BC tivessem dado conta do recado.
Com a ameaça de recessão nos EUA no topo das preocupações, os indicadores teem especial atenção. Teremos índice de atividade industrial nacional do Instituto para Gestão do Fornecimento (amanhã) e o de Chicago (sexta). Hoje (13h), o Fed de Richmond divulga o índice regional de atividade de outubro.
Na zona do euro, é destaque na sexta a leitura preliminar de dezembro da inflação ao consumidor (CPI). As principais bolsas europeias (Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa) seguem fechadas hoje para o feriado de Natal.
Aqui, sai hoje (12h30) o fluxo cambial semanal. Na sexta, é a vez do IGP‐M e desemprego do IBGE de dezembro.
A bolsa de Tóquio subia quase 1% nas primeiras horas da madrugada, corrigindo o tombo de 5% do pregão anterior, quando o temor de desaceleração econômica mundial assustou feio o sentimento do investidor.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou na noite de sexta a liminar que suspendia as negociações entre a Boeing e Embraer.
Na Eletrobras, o Plano de Negócios para o período 2019‐2023 projeta investimentos totais de R$ 30,175 bilhões.
Na EDP Energias do Brasil , o conselho aprovou pagamento de JCP próprio de R$ 439 milhões. A companhia informou que foi concluída a venda da EDP PCH e da Santa Fé Energia.
A Eletropaulo celebrou instrumento particular de mútuo financeiro de R$ 420 milhões com Enel Finance.
Na Copel, a Unidade Geradora 1 da Usina Hidrelétrica de Colíder foi liberada pela Aneel para operação em teste. A companhia informou que expirou o acordo de acionistas entre o Estado do Paraná e o BNDES Participações.
A Renova Energia recebeu proposta vinculante da Farallon para equacionamento financeiro de Alto Sertão III.
A Taesa obteve licenças para iniciar a construção das linhas de transmissão de Mariana (MG).
Na Bradespar, a diretoria propõe pagamento de JCP de R$ 0,5855 por ação ON e de R$ 0,6440 por ação PN.
O BB informou a renúncia dos diretores de Suprimentos e Infraestrutura e de Gestão de pessoas.
No Pão de Açúcar, o conselho aprovou a venda de parcela da participação acionária detida na Via Varejo. A Via Varejo reconduziu Peter Paul Lorenço Estermann como Diretor Presidente.
A BRF não participou do aumento de capital da Minerva e acordo de acionistas foi rescindido.
A Multiplan pagará juros sobre o capital próprio de R$ 0,1177 por ação.
Na Cia. Hering, o conselho de administração aprovou pagamento de JCP de R$ 0,2478 por ação ON.
Na Ecorodovias, o conselho de administração aprovou a 4a emissão de debêntures de R$ 300 milhões.
Na Locamérica, o conselho de administração aprovou o pagamento de JCP de R$ 0,1966 por ação.
Na Sulamérica, o conselho de administração aprovou o pagamento de JCP de R$ 0,4135 por unit.
Na Totvs, o conselho aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,08 por ação.
SABESP fará aumento de capital de R$ 5 bilhões, mediante capitalização de parte das reservas de lucros.
Na Cosan, afiliados do CVC Fund VII farão aumento de capital primário de até R$ 562 milhões na Cosan Lubes.
A JSL aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JSL) no valor bruto de R$ 0,1549 por ação ON.
Na Fibria, o Conselho aprovou a destituição de Marcelo Strufaldi Castelli após combinação com Suzano.
A Viver nomeou Ricardo do Santos para Diretor Presidente e Rogério do Valhe para vice Presidente Financeiro.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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