Menu
2018-12-14T17:29:53-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Cash is king

Mais de US$ 115 bilhões deixaram os mercados globais de ações e dívida em uma semana

Dados da EPFR Global evidenciam a postura cautelosa dos investidores. Na contramão, fundos voltados ao Brasil captaram US$ 100 milhões

14 de dezembro de 2018
16:38 - atualizado às 17:29
dólar cotação
Imagem: Shutterstock

Tem uma expressão de mercado que diz “cash is king” ou “o dinheiro é rei”, que serve para diversas situações, entre elas momentos de incerteza, como o atual. Essa expressão casa bem com os dados da EPFR Global, que mostraram uma acentuada saída de recursos dos mercados de ações e títulos e uma captação recorde de mais de US$ 115 bilhões pelos “Money Market Funds”, fundos de curto prazo e baixo risco vistos como "porto seguro", na semana encerrada dia 12 de dezembro.

Segundo a consultoria, que acompanha mais de 100 mil fundos ao redor do mundo, com cerca de US$ 34 trilhões em ativos, os investidores saíram dos demais ativos, como ações e dívida soberana e corporativa, antes dos feriados de fim de ano.

Ainda de acordo com EPFR Global, motivos não faltam para essa postura mais defensiva. Os mercados continuam oscilando entre otimismo e pessimismo sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que vai começar a reduzir seu programa de compra de ativos, e no dia 19, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, deve confirmar mais um aperto de 25 ponto-base na taxa de juros dos EUA.

No cômputo geral do período, todos os fundos de ações acompanhados tiveram um saque líquido de US$ 38,9 bilhões e outros US$ 13 bilhões saíram dos fundos de dívida.

Mercados Emergentes

Entre os emergentes, a China continuou como destaque na categoria Fundos de Ações de Mercados Emergentes. Mas na avaliação da consultoria, os investidores estão cortando agressivamente a sua exposição aos mercados onde enxergam maiores riscos políticos e políticas econômicas inconsistentes.

Mesmo assim, a crença nas agendas reformistas segue atraindo dinheiro para os fundos de ações do Brasil e do México. Os fundos que investem em ações do Brasil captaram US$ 100 milhões no período, quarto resultado positivo das últimas sete semanas.

O gráfico abaixo mostra o fluxo para os fundos dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mais Coreia do Sul de 2008 até hoje. Destaque para a Índia que segue com resultado positivo, mesmo depois do forte saque visto na semana, depois que o presidente do Banco Central deixou o cargo de forma inesperada.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Bolsa

Sem Petrobras, Vale, bancos e frigoríficos, Ibovespa é índice mais caro do mundo, diz SPX

Small caps também são vistas com ressalvas por gestores de fundos, que falaram sobre as oportunidades que (ainda) veem na bolsa após a forte alta dos últimos anos

MUDANÇA DE CARGO

Marinho anuncia que secretário Leonardo Rolim será novo presidente do INSS

Atualmente, 1,3 milhão de solicitações de benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para que o INSS dê uma resposta

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

O que fazer diante do coronavírus

Caro leitor, A essa altura, você talvez já saiba que o coronavírus causa infecções do trato respiratório superior, cujos sintomas principais são coriza, dor de garganta e febre. A doença pode chegar ao trato respiratório inferior, o que é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou idosos. Você também já […]

De volta aos 116 mil pontos

Dia de correção: Ibovespa se recupera e fecha em alta de mais de 1,5%; dólar cai a R$ 4,19

Após amargar perdas de mais de 3% na segunda-feira, o Ibovespa teve um dia de alívio e encerrou com ganhos firmes, acompanhando o tom de maior calmaria no exterior. O coronavírus, no entanto, segue trazendo cautela às negociações

VEM, CHINESES

Doria diz que continua estimulando chineses a comprar instalações da Ford

No ano passado, Doria tentou ajudar o grupo brasileiro Caoa a comprar a planta da Ford e chegou a convocar uma coletiva de imprensa para anunciar um acerto entre as duas empresas. No entanto, as negociações não prosperam

DÍVIDA

Dívida pública federal sobe 1,03% em dezembro, e fecha 2019 em R$ 4,248 trilhões

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,22% em dezembro fechou o ano em R$ 4,033 trilhões

DE OLHO NOS GASTOS

Gasto de estrangeiro fica estagnado

Apesar do aumento no volume de pessoas de países com isenção de visto que vieram ao Brasil, isso não se refletiu no montante total de gastos dos turistas de fora

AVALIAÇÃO NEGATIVA

Após aumento de custos e queda nos lucros, Credit Suisse corta preço-alvo para ações da Cielo

Entre os pontos de atenção citados pelos analistas no relatório está a queda de margens, que alcançaram os menores níveis já vistos

as queridinhas dos jovens

Apple, Amazon e Tesla estão entre as ações preferidas dos millennials; confira ranking

Empresa diz ter analisado 734 mil contas de investimento de americanos com idade média de 31 anos

Azul, JBS, Cielo e Petrobras: os destaques do Ibovespa nesta terça-feira

O mercado reagiu positivamente às novidades anunciadas pela Azul em sua gestão de frota — e, como resultado, as ações da companhia aérea dispararam. Já a Cielo teve um dia intenso na bolsa, em meio à divulgação do balanço trimestral da companhia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements