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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Mercados

Cardápio dos mercados serve (de novo) pesquisa eleitoral e tensão EUA-China

Pesquisa mostra Haddad consolidado em segundo lugar e Bolsonaro na frente. Lá fora, segue a tensão comercial entre EUA e China

24 de setembro de 2018
7:53 - atualizado às 8:01
cardápio
No menu de hoje, pesquisa FSB/BTG traz subida de HaddadImagem: Shutterstock.com

A semana do investidor começa com um cardápio requentado - o mesmo que tem provocado indigestão nas últimas semanas. Os mercados devem reagir à divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e ao avanço das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

O levantamento do Instituto FSB encomendado pelo BTG Pactual consolidou o petista Fernando Haddad na segunda colocação da corrida presidencial, com 23% das intenções de voto, alta de sete pontos percentuais em relação ao levantamento da semana passada. Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança com 33%, mas parou de crescer e ficou com o mesmo percentual da pesquisa anterior.

Ciro Gomes (PDT), que estava empatado tecnicamente com Haddad, caiu de 14% para 10%.  O candidato agora está empatado tecnicamente com Geraldo Alckmin (PSDB), que subiu dois pontos, de 6% para 8%.

O avanço de Haddad pode provocar certa tensão, mas nos últimos dias os investidores parecem ter se conformado com o cenário de polarização nas eleições. Na semana passada, o Ibovespa, principal índice da B3, teve alta de 5,32%, enquanto que o dólar recuou 2,75% e fechou a R$ 4,05 na sexta-feira.

Resta saber se o cenário internacional vai colaborar. Entra em vigor hoje a nova rodada de tarifas comerciais entre Estados Unidos e China. As novas tarifas dos EUA entram em vigor nesta segunda-feira, contra US$ 200 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, começa a vigorar a retaliação chinesa contra US$ 60 bilhões em produtos dos EUA.

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