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2018-09-22T16:30:55-03:00
Reformas econômicas

PT ensaia discurso “Haddad paz e amor” na economia

Economista da campanha petista deixou no ar a possibilidade (ou não) de revogar as reformas de Temer

17 de setembro de 2018
16:11 - atualizado às 16:30
Fernando Haddad
Economista da campanha petista disse que um governo Haddad não será de choques - Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

O economista Márcio Pochmann, responsável pelo programa econômico do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (17) que uma eventual administração petista não será de um governo que produza choques.

Ao se referir aos termos "revogação" e "revisão" de políticas econômicas implementadas pelo governo Temer, Pochmann disse que essas medidas vão depender dos resultados das urnas, da composição do Congresso que sair no dia 7 de outubro.

O petista participou do debate entre os economistas dos candidatos à Presidência da República, organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista na manhã desta segunda-feira.

Márcio Pochmann defendeu que os investimentos sejam separados das metas fiscais. Já as despesas de custeio, de acordo com o economista, deverão continuar submetidas às metas fiscais. Pochmann disse também entender que as condições para governar hoje são melhores que as encontradas no início dos mandatos petistas anteriores. Segundo ele, à época, a inflação era elevada, a taxa de juros não era tão baixa e o Brasil não tinha as reservas internacionais que tem hoje.

"Por isso levamos mais de três anos para colocar a casa em dia para depois implementar as medidas de crescimento", lembrou o economista. "A despeito da crítica que fazemos ao atual governo, temos que reconhecer que a inflação está controlada e que as reservas foram mantidas. Então teremos melhores condições de governar do que nos mandatos anteriores", disse.

O programa econômico petista, de acordo com Pochmann, tem uma das suas metas buscar a competitividade porque a falta dela é que levou mais de 80 mil empresas a terem que fechar as portas só no ano passado. "Por isso entendemos que temos de eliminar a política de curto prazo no Brasil", afirmou.

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