Menu
2018-10-09T12:44:15-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Eleições 2018

Reformas e governabilidade são as principais dúvidas do mercado, diz Arko Advice

Consultoria realizou call com mais de 400 investidores e empresário na manhã desta terça-feira. Moderação de discurso de Haddad não convence

9 de outubro de 2018
12:44
haddad-bolsonaro
Fernando Haddad e Jair Bolsonaro - Imagem: Flickr/Fotos Públicas

As principais dúvidas do mercado financeiro, nacional e internacional, envolvem o compromisso do próximo presidente com as reformas, especialmente Previdência, e com sua governabilidade.

“Todas as perguntas giram em torno desses dois aspectos”, diz o cientista político da Arko Advice, Cristiano Noronha, que participou de teleconferência com representantes do mercado e do empresariado na manhã desta terça-feira.

Reformas e, principalmente, governabilidade, são pontos que o governante constrói ao longo do tempo. Mas Noronha afirmou que os candidatos costumam dar sinalizações nessa direção.

Jair Bolsonaro, diz o especialista, tem falado sobre reforma da Previdência e seu plano toca no tema de forma mais explicita. Já Fernando Haddad deixa um pouco mais de dúvida com relação ao assunto.

Com relação à governabilidade, Noronha explica que os investidores perguntam sobre a capacidade de Bolsonaro de construir uma maioria no Congresso.

Já a percepção com relação a Haddad é de que ele teria mais facilidade em montar essa base de apoio, pois o PT já foi governo com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Além disso, o partido mantém a maior bancada do Congresso.

"São pontos que os candidatos podem ir sinalizando ao longo do tempo", diz.

Ainda de acordo com Noronha, para o mercado é muito mais interessante ter uma agenda mais liberal na economia, que não impõe restrições ao setor privado e de menor intervenção da economia.

Nesse ponto, diz Noronha, a agenda do Bolsonaro, ao menos no papel, é melhor que a do Haddad, que tem um discurso mais intervencionista e de influência política em estatais, como Petrobras.

Sobre a moderação de discurso de Haddad, algo que começou no primeiro turno e se intensificou agora, com uma desautorização expressa a José Dirceu, Noronha diz que as pessoas começam a desconfiar.

“Mas será que o candidato vai fazer mesmo? Será que o PT deixa? Será que a militância do partido vai deixar? Como o programa de governo do candidato diz uma coisa e, agora, ele está dizendo outra, isso é recebido pelo mercado como oportunismo. O mercado acaba tendo dúvida quanto à execução”, explica.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Presidente falou hoje

Bolsonaro atribui imagem ruim à ‘imprensa mundial de esquerda’

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira, 25, a uma apoiadora que o recomendou usar a Secretaria Especial de Comunicação para fazer propaganda positiva

otimismo apesar de covid-19

Vamos arrebentar na venda de aeroportos, vamos conseguir vender todos, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, demonstrou nesta segunda-feira, 25, otimismo com os próximos leilões de aeroportos, mesmo diante da pandemia, que afeta bruscamente a aviação civil

Dados de hoje

Déficit da balança brasileira na 3ª semana de maio foi de US$ 701 milhões

A balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 701 milhões na terceira semana de maio (de 18 a 24), de acordo com dados divulgados hoje

Bom cenário para a commodity

XP eleva preços-alvo de Suzano e Klabin com boa perspectiva para celulose

Preços-alvo de Suzano e Klabin foram elevados de R$ 43 para R$ 47 e de R$ 18,50 para R$ 22, respectivamente; XP espera valorização de preço da celulose

repercussão internacional

Bolsonaro está levando Brasil ao desastre, diz artigo no Financial Times

Texto compara Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, mas diz que o mandatário brasileiro é “muito mais estúpido”

DATA MARCADA

Assinatura de renovação de Malha Paulista será no dia 27, diz ministro

De acordo com o ministro, o assunto será deliberado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta terça-feira, 26.

NÃO SE CONCRETIZOU

Promessa feita por Bolsonaro de cortar 30% dos cargos fica no papel

O enxugamento da máquina foi prometido por Bolsonaro várias vezes, ao longo da disputa de 2018.

decisão pós-ataque

Aneel abre tomada de subsídios sobre possível regulação em segurança cibernética

Estudo elaborado em 2018 pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) já apontava que um potencial ataque cibernético no setor elétrico do País poderia gerar um impacto econômico de até R$ 303,8 milhões

pegou mal

Postura frente à pandemia piora imagem do país no exterior e afasta investidores

Se o Brasil já foi reconhecido como um líder em matéria de saúde pública global e um defensor do desenvolvimento sustentável nos principais fóruns mundiais, a forma como o País é retratado na imprensa tem exaltado pouco dessas qualidades

o ajuste final

Presidente do BC repete que Copom considera último ajuste da Selic em junho

No início de maio, o BC cortou a Selic em 0,75 ponto porcentual, de 3,75% para 3,00% ao ano. O próximo encontro do Copom está marcado para junho

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements