Menu
2018-09-22T12:06:23-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Nevoeiro econômico

A Mercedes-Benz não está nada confortável com as eleições

Líderes nas pesquisas não apresentam agenda econômica clara e dificultam os planos das montadoras para os próximos anos

18 de setembro de 2018
16:45 - atualizado às 12:06
mercedes-benz
Montadora está com planos congelados até a definição das eleiçõesImagem: AMR Studio/Shutterstock

O presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer, é mais um na lista dos que estão apreensivos com o resultado das eleições de outubro. Para ele, os candidatos que lideram as intenções de voto têm falado pouco sobre como pretendem adotar uma política econômica "consistente", enquanto aqueles que se mostram menos competitivos são mais claros em relação a isso.

"A Mercedes-Benz está há 61 anos e já viu muita coisa, como um regime militar e dois impeachments. O importante é que o próximo presidente traga estabilidade e uma política econômica consistente". Essa foi a declaração de Schiemer em conversa com jornalistas durante o Salão de Hanôver, a maior feira de veículos comerciais do mundo.

Qual o próximo passo?

Com a incerteza em torno da eleição, a Mercedes-Benz, que no Brasil é uma das líderes em produção e venda de caminhões, tem pouca clareza sobre como o mercado deve se comportar no ano que vem.

E essa apreensão toda vem do câmbio. Schiemer afirmou que, a depender da política econômica do próximo presidente, o real pode se desvalorizar ainda mais, provocando inflação e juros mais altos, que pressionam o custo de produção e deixa a demanda por caminhões em queda livre.

Na visão do presidente da montadora, se o próximo governo não tirar as reformais fiscais do papel, o Brasil perderá importância e credibilidade no cenário internacional, se tornando menos atrativo para investidores. "Os líderes das pesquisas são candidatos que estão nos extremos. No fundo, isso não é bom, porque dificulta a pacificação", disse.

Apesar dos pesares, o presidente da montadora é otimista com relação ao Brasil ao dizer que, se não estivéssemos passando por uma disputa presidencial, certamente teríamos um crescimento sustentável no ano que vem. "Os juros estão baixos e a frota está envelhecida, precisando de uma renovação", disse o executivo, que disse ter aprendido no Brasil que "a esperança é a última que morre".

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

retomada econômica

Sem Petrobras e Vale, lucro das empresas deve crescer 14% em 2021

Análise foi feita pelo BTG e compara as perspectivas sobre os resultados de 2019; expectativa melhorou em relação ao relatório anterior

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

INSISTÊNCIA

Repaginada, CPMF volta ao debate na reforma tributária

Pelo acordo em construção, novo imposto seria incluído na proposta de reforma tributária que tramita na Câmara dos Deputado

Cenário desfavorável

Caixa Seguridade interrompe análise de oferta de ações pela segunda vez

Depois deinterromper a análise em março, o processo havia sido retomado em julho

mercado agora

Ibovespa sobe em busca de recuperação e aproveita melhora em Wall Street

Aversão ao risco no exterior tende a limitar amplamente a tentativa de recuperação do Ibovespa; dólar segue em alta, buscando os R$ 5,60

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements