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Ainda que os efeitos das pesquisas eleitorais sobre a Bolsa sejam imediatistas, as sacudidas são testemunhas do entranhamento que há entre economia e política
Para iniciar esta coluna inaugural, vou tomar emprestada e talvez deformar a fala de uma grande figura, com o já adiantado pedido de desculpas: Antônio Cândido, que podemos chamar de pai da teoria literária brasileira, dizia que a literatura serve para confirmar a humanidade do homem. Eu gosto de traduzir essa ideia dizendo que ela nos lembra de que, no fundo, estamos todos no mesmo barco. Mas creio que dá para ir além: a leitura, de modo geral, tem essa capacidade – não apenas a ficção.
A crise que o Brasil enfrentou nos últimos anos, mesmo com o acirramento ideológico (se não por conta dele), no mínimo, escancarou discussões antes muito restritas à classe política e até acadêmica. Orçamentos das diferentes esferas de governos, teto dos gastos, dívida pública, Previdência, reformas. Se não sabemos todos ao certo a definição técnica e os detalhes de cada um desses termos, passamos a ouvi-los nos almoços de domingo em família. A figura do ministro da Fazenda é uma das mais importantes variáveis da atual disputa eleitoral.
Thomas Piketty ficou mundialmente famoso com o livro Capital – No século XXI. Discorde-se ou não das teses defendidas em sua obra, o autor deu uma declaração que reflete bem a razão de existir deste Seu Dinheiro e o que se pretende nesta coluna e que eu parafraseio agora: ao falar de economia, estamos tratando da vida das pessoas, dos salários delas, das suas aposentadorias.
E podemos sempre fazer isso com bons livros.
Ainda que os efeitos das pesquisas eleitorais sobre a Bolsa sejam imediatistas, as sacudidas são testemunhas do entranhamento que há entre economia e política, que também aparece nesta coluna. Isso não é uma particularidade brasileira, é claro. Mas temos muitas outras. Começamos, então, com uma lista de livros que podem ajudar a entender o Brasil de hoje.
Para dar nome à lista, tomo emprestada expressão usada pelos próprios autores indicados. O que temos aqui não é uma repetição das mesmas ideias de maneira diferentes, são interpretações, que podem convergir e divergir em diferentes pontos. “Certas ideias de Brasil”:
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O pior emprego do mundo - Thomas Traumann

"O Brasil das últimas décadas lembra uma das Cidades invisíveis, de Italo Calvino"
Se você acha que o pior emprego do mundo é o seu, talvez seja a hora de ter uma conversa com Traumann, que já foi porta-voz da presidência e ministro da Secretaria de Comunicação Social. Ele está disposto a afirmar que o ocupante da pasta da Fazenda é que ganha, na verdade, a disputa. O livro conta com prefácio de Delfim Netto e, em um momento em que o chefe da economia brasileira está tão em destaque, a obra é esclarecedora. Além de enxergar claramente o impacto das decisões dos ministros sobre o seu dinheiro, se chegar ao final, você terá uma grata leitura sobre "como se escolhe um ministro da Fazenda".
Crise e reinvenção da política no Brasil - Fernando Henrique Cardoso

"É uma situação insustentável, não há dúvida. A questão é como enfrentá-la"
Ao falar de política, o ex-presidente jamais poderia deixar de fora aspectos essencialmente econômicos (e não deixou mesmo). Discute a Constituição de 1988 e suas implicações tanto para partidos quanto para o orçamento do Estado. Aceitando que os dois temas não podem ser tratados sozinhos, dado que na vida real política e economia andam de mãos dadas, é possível fazer discussões mais pragmáticas sobre os caminhos do Brasil.
O elogio do vira-lata - Eduardo Giannetti

"O texto semeia, a leitura insemina. O leitor lê o livro, mas há livros que leem o leitor"
Em uma reunião de 25 textos produzidos entre 1989 e 2018, talvez seja possível dizer que Giannetti faz um mergulho nas raízes de nosso conhecido complexo de vira-lata em busca do que há de elogioso no nosso Brasil. Seu livro extrapola a cartilha de economia para tratar de temas culturais e até filosóficos. Dentre as abordagens, há a história do pensamento econômico e discussões que ajudam a entender a postura de "inferioridade" que mantemos diante das "nações ricas".
Uma certa ideia de Brasil - Pedro Malan

"Verdadeiro, falso e fictício"
Cito aqui o título de um dos textos escritos ao longo de 15 anos por Pedro Malan em coluna no jornal O Estado de S. Paulo e que agora foram reunidos em livro. Como ele mesmo faz questão de apontar no prefácio, a obra dá conta de cinco mandatos presidenciais interpretados, ouso dizer que, "em tempo real". Como historiadora, não resisti e um apanhado de leituras sobre a economia brasileira feitas "agora" sendo lidas "depois". Passa diante dos olhos do leitor um projeto de Brasil (ou projetos) que prosperou e ruiu.
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