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Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
Diretora de conteúdo do grupo Empiricus e responsável pelos sites Seu Dinheiro e Money Times. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi CEO e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo.
PAPAI NOEL NÃO VEIO

Em vez de rali, Wall Street vive pesadelo de Natal

Os índices Dow Jones teve sua maior quedas já registrada na véspera do Natal, de 2,9%, nos seus 122 anos de história

Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
24 de dezembro de 2018
18:59 - atualizado às 15:20
Natal  NYSE wall street
Decoração de Natal em frente à bolsa de Nova York em dezembro de 2018 - Imagem: Shutterstock

A crise política envolvendo o governo de Donald Trump levou Wall Street a um dia de pesadelos na véspera do Natal. Nessa época do ano, muitos investidores esperam um "rali de fim de ano", puxados por boas notícias do varejo. Desta vez, os sinais negativos de Trump ao mercado derrubaram as bolsas de valores e derrubaram os rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano.

Os índices Dow Jones teve sua maior quedas já registrada na véspera do Natal, de 2,9%, nos seus 122 anos de história. Já o S&P 500 perdeu 2,7%, o pior desempenho na véspera de Natal desde 1933, de acordo com o site Market Watch. Já a bolsa eletrônica Nasdaq caiu 2,2% nesta segunda-feira, em dia de pregão com horário reduzido.

Sinais negativos

Uma sequência de notícias ruins tomou conta do noticiário no meio do feriado e deixou os investidores apavorados.

Trump X Fed

Donald Trump voltou a criticar abertamente a atuação do Federal Reserve (Fed), quebrando um protocolo entre os presidentes americanos de respeitar a autonomia do banco central do país.

Governo paralisado

O impasse envolvendo a liberação da verba para construção de um muro na fronteira com o México adiou a votação do orçamento dos EUA. Isso provocou uma paralisação parcial das atividades do governo federal desde sábado. Neste domingo, assessores de Trump admitiram que o problema pode se estender até janeiro.

Está tudo bem... só que não

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, tentou dar um alento aos mercados, mas o tiro saiu pela culatra. Ele afirmou no Twittter que esteve em contato com autoridades de grandes bancos americanos para assegurar o funcionamento normal dos mercados. Em vez de tranquilizar os investidores, a afirmação deixou o mercado ainda mais desesperado.

Crise impactou Treasuries

O caos nos mercados chegou também nos rendimentos do Treasuries, os títulos do Tesouro americano. O rendimento do T-note de dois anos caiu para 2,569%, enquanto o título de dez anos cedeu para 2,736%. Já o yield do T-bond de 30 anos recuava para 2,995%.

Bolsas da Europa sentiram

As bolsas europeias também sofreram com a crise nos Estados Unidos e fecharam em queda. O estrago só não foi maior porque os mercados europeus fecharam antes de Trump dar sua alfinetada no Fed pelo Twitter.

No Brasil, a bolsa de valores estava fechada nesta segunda-feira e só retoma as atividades na quarta-feira (26).

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