🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Dados fracos da China ditam rumo dos mercados

Forte desaceleração na indústria e no varejo chinês realça o impacto da guerra comercial na atividade e o interesse do país em retomar as negociações com os EUA

Olivia Bulla
Olivia Bulla
14 de agosto de 2019
5:38 - atualizado às 9:43
No Brasil, Câmara aprova texto principal da liberdade econômica

Dados fracos de atividade na China realçam o interesse do país em retomar as negociações comerciais com os Estados Unidos. Mas enquanto ontem o alívio na guerra comercial abriu espaço para uma recuperação do mercado financeiro, hoje, os números da segunda maior economia do mundo podem resgatar a aversão aos ativos de risco, aguçando a volatilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A produção industrial chinesa desacelerou a 4,8% em julho, em base anual, após crescer 6,3% em junho. Trata-se da menor alta da indústria no país desde 2002. O resultado ficou bem abaixo da previsão de +5,9%. Já as vendas no varejo avançaram 7,6% no mês passado, na mesma base de comparação, desacelerando-se da alta de 9,8% em junho.

A previsão era de aumento de 8,5% no comércio varejista. Além disso, os investimentos em ativos fixos acumulam alta de 5,7% de janeiro a julho, também abaixo da estimativa (+5,8%) e perdendo tração em relação ao acumulado no primeiro semestre deste ano (+5,8%). Em conjunto, os números mostram o impacto das tensões comerciais na atividade do país.

Os dados atenuaram o desempenho das bolsas na Ásia, que, ainda assim, fecharam em alta, reagindo à notícia da véspera de que os EUA resolveram adiar a implantação da tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em bens chineses. Tóquio liderou os ganhos, com quase 1%, Xangai subiu um pouco (+0,4%), enquanto Hong Kong ficou de lado.

Os mercados na região também reagiram à notícia de que as autoridades chinesas seguem firme no plano de visitar Washington em setembro para tratar pessoalmente da questão comercial com os EUA. A decisão mostra que as negociações seguem caminhando, apesar da recente ameaça tarifária feita pelo presidente Donald Trump no início deste mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no Ocidente, as bolsas europeias e os índice futuros das bolsas de Nova York estão no vermelho, reagindo aos novos sinais de desaceleração da economia global. Além dos números fracos na China, que derrubaram Wall Street, o dólar e o petróleo, a queda do PIB alemão no segundo trimestre deste ano, em -0,1%, também impacta o velho continente.

Leia Também

Jogo de cartas

Esse vaivém do mercado financeiro, oscilando ao sabor do noticiário em torno da guerra comercial, mostra que os investidores estão sensíveis. A magnitude da reação à ameaça tarifária de Trump, no início do mês, indica que o sentimento foi exagerado para o lado negativo, abrindo, então, espaço para uma recomposição de preços.

Trump resolveu “trucar” a disputa comercial com a China em agosto, anunciando a implantação de uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses, sobretaxando, assim, todas as importações do país asiático aos EUA. Foi o suficiente para abalar o mercado financeiro, elevando o temor quanto à desaceleração econômica global.

Mas o que fez o mercado piorar, depois fez subir. Bastou os EUA adiarem até meados de dezembro a nova tarifa para os investidores resgatarem o apetite por ativos de risco, que ficaram mais amassados também por causa dos protestos pró-democracia em Hong Kong e da crise na Argentina às vésperas das eleições presidenciais no país vizinho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Da mesma forma que a ameaça de Trump aconteceu menos de 24 horas depois de o Federal Reserve frustrar as expectativas e não indicar um ciclo de corte de juros, o recuo do presidente ocorreu no mesmo dia em que o núcleo da inflação ao consumidor dos EUA (CPI), que exclui itens voláteis como alimentos, atingiu o maior nível em seis meses.

Tal comportamento sugere que as pressões inflacionárias nos EUA não são tão moderadas quanto se supõe. E isso pode limitar cortes adicionais pelo Fed, embora o mercado alimente apostas de uma nova queda nos juros norte-americanos em setembro. O problema é que a tentativa de Trump em controlar a política do Fed representa um perigo ao mercado.

Mas ao conceder um período de carência a produtos chineses elencados em muitas listas de presentes de Natal - como smartphones, laptops e brinquedos - Trump não só evita um aumento de preços aos consumidores em plena época de fim de ano como também deixa notória sua estratégia de jogador. Afinal, não passava de mais um blefe.

E essa vulnerabilidade do presidente norte-americano é um dos principais receios dos chineses para chegar a um acordo comercial com Washington. Pequim teme que Trump simplesmente mude de ideia em relação aos termos que forem alcançados. Atualmente, cerca de US$ 250 bilhões em produtos chineses são afetados por sobretaxa de 25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem, além do adiamento da nova rodada de tarifas, também animou o mercado financeiro o anúncio oficial de que o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversou por telefone com o representante do comércio, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Uma nova teleconferência está planejada para daqui a duas semanas.

Agenda fraca só aqui

A agenda econômica no Brasil segue mais fraca nesta quarta-feira, trazendo apenas os dados do Banco Central sobre a entrada e saída de dólares do país até o início deste mês. Os números serão divulgados em novo horário, às 14h30, e podem lançar luz sobre o fluxo de capital estrangeiro no mercado financeiro, em meio às retiradas na Bolsa brasileira.

No noticiário político, chama atenção a aprovação na Câmara do texto principal da medida provisória (MP) da Liberdade Econômica, que reduz a burocracia e limita o poder de regulação do Estado. A MP também muda regras trabalhistas, reduzindo o repouso semanal remunerado aos domingo para um a cada quatro semanas, passando a ser regra trabalhar aos domingos.

Já no exterior, destaque para a leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro no segundo trimestre deste ano, logo cedo, juntamente com os números da produção industrial em junho. Os dados devem reforçar os sinais de desaceleração na região, diante dos efeitos da guerra comercial, com a atividade perdendo tração na virada do semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, os preços de importação e de exportação em julho (9h30) adicionam ingredientes à disputa comercial do país com a China. Ainda no calendário norte-americano, saem os estoques semanais de petróleo bruto e derivados nos EUA (11h30).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar