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Segundo gestor da SPX, cenário externo está mudando e desempenho positivo para ativos brasileiros está condicionado à agenda de reformas do novo governo
"Estamos diante de um tsunami vindo em nossa direção. A água já recuou. Agora nós temos de sair correndo, mas muito rápido, para ir para o ponto mais alto da montanha e tentar rezar para que essa água toda não nos pegue."
Esse é um bom resumo da palestra do fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, durante Fórum de Gestores organizado pelo Itaú.
O tsunami vem do mercado externo, onde a mudança na política monetária dos países desenvolvidos, notadamente nos EUA, vai promover uma realocação global de ativos, e os emergentes, Brasil incluso, serão afetados.
“Para emergentes e Brasil, quanto melhor a gente for, menos a gente vai sofrer. Não vamos nos beneficiar de cenário externo adverso, mas se a gente fizer o dever de casa, como Coreia do Sul e Colômbia, sofreremos menos. Mas que vamos sofrer não há dúvida”, disse.
Segundo Xavier, uma alta na taxa de juros do Federal Reserve (Fed), banco central americano, para algo próximo a 4% não é um risco, mas sim o cenário base. Isso será uma resposta ao superaquecimento da economia, que vai se traduzir em mais inflação à frente. Junto disso há uma redução do balanço de ativos do Fed, que aumenta a necessidade de financiamento dos EUA, que já roda déficits fiscais elevados em função da política expansionista de Donald Trump.
“Não consigo ver nenhum vetor, mas nenhum vetor que não vá pressionar a inflação à frente. Então, estamos com todas as condições para vermos níveis inflacionários bastante elevados”, disse.
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Esse aumento de juro e da necessidade de financiamento dos déficits vai deslocar recursos de emergentes para desenvolvidos. O quadro é de reversão dos fluxos vistos desde a crise de 2008 e isso vai se aprofundar em 2019.
Para o especialista, mesmo com uma desaceleração, os EUA vão continuar puxando o resto do mundo, pois não há sinal de recessão por lá. Entre os emergentes, a desaceleração é puxada pela China, onde Xavier enxerga o risco de uma recessão, conforme as medidas oficiais de estímulo ao crédito e ao investimento deixam de funcionar.
Logo no começo de sua exposição, Xavier fez uma provocação, falando que mesmo em economias onde as eleições foram favoráveis, a taxa de câmbio converge para a cesta de moedas emergentes. Por isso, a recomendação dele é para “não se animarem muito com essa expectativa positiva que se criou nos mercados com relação à agenda liberal do novo governo”.
Xavier apresentou um quadro com cinco países onde as eleições foram bem vistas pelo mercado em um primeiro momento. Argentina, México, África do Sul, Turquia e Índia. Em todos os casos foi vista uma apreciação da moeda, mas uma invariável convergência posterior à media da cesta de moedas.
“O que quero dizer é o seguinte. O brasil não é uma ilha, assim como os outros não são. A gente não consegue se descolar porque no final, quando fazemos uma alocação do real contra o dólar, tem esse componente importante que é o próprio dólar. Então, não depende só de nós. Depende de nós e dos EUA e não adianta ficara olhando só que a gente faz para o bem e para o mal”, explicou.
Sobre o mercado local, Xavier disse estar “relativamente otimista” com a agenda que está sendo proposta pelo novo governo, mas tem grande dúvida sobre sua implementação e execução.
A agenda de cunho liberal agrada muito e caso se consiga avançar nas ideias, o país pode passar por um processo de transformação. Isso deixaria a “corrida para cima da montanha” mais rápida, tirando um lastro gigantesco das nossas costas.
“É uma agenda transformadora, se aprovar metade dela já será grande a transformação”, disse.
Para Xavier, as ideias de Jair Bolsonaro e sua equipe liderada por Paulo Guedes, considerado um belíssimo economista, são boas, mas não temos a profundidade necessária sobre as propostas. Como exemplo, ele citou a falta de clareza com relação ao desenho de uma reforma da Previdência.
No lado político, o gestor avalia que a composição do Congresso continua favorável à aprovação de medidas. Ele apresentou um trabalho feito pela SPX para captar a postura dos parlamentares e chegou a 180 deputados favoráveis às reformas, 155 contrários e 178 neutros ou que ainda não se declararam. Para aprovar mudanças constitucionais será necessário abocanhar 70% desse grupo neutro. “O que não acho impossível.”
A dúvida é sobre como será a negociação com o Congresso. Bem ou mal tinha uma negociação que funcionava, até por compra de deputado (algo que depois deixou de funcionar), mas agora não se sabe como será essa nova maneira de fazer política, sem o “toma lá, dá cá” dos últimos anos.
“O ambiente é favorável, mas não sei a execução dessas medidas”, disse.
O que é fato, é o senso de urgência na aprovação das reformas, notadamente a da Previdência, que caso não seja feita, coloca o país no caminho da insolvência. É necessário correr com as reformas, pois “o cenário externo está vindo de maneira intensa”.
Ainda sobre o mercado local, Xavier enxerga a situação de curto prazo mais favorável, pois a economia está crescendo após a tragédia de 2015 e 2016 que nos relegou “PIBs de guerra”. Além disso, há espaço para a economia crescer sem gerar pressão nos preços, não há problemas nas contas externas e a inflação segue orbitando as metas.
No lado fiscal, Xavier acredita que a aprovação do projeto de cessão onerosa da Petrobras pode resultar em um superávit primário (receitas menos despesas do governo sem considerar gastos com juros) em 2019. Também se prevê um aumento de receitas do governo e recursos provenientes de privatizações e devolução dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). São medidas que não pedem quórum qualificado do Congresso, assim como revisão da desoneração da folha de pagamentos e de outros benefícios.
O desafio é o médio prazo, é lidar com um déficit primário estrutural “caótico” de cerca de 2% do PIB. Pelas contas de Xavier, apenas para estabilizar a trajetória explosiva da dívida bruta com relação ao PIB é preciso transformar esse déficit em superávit de 2% do PIB.
Agora, se o objetivo é estabilizar e depois colocar a dívida bruta, que ronda os 80% do PIB, em trajetória de queda, o esforço fiscal necessário é da ordem de 6 pontos do PIB, ou seja, sair de um déficit de 2% para um superávit de 4%.
O componente mais importante dessa discussão é justamente a reforma da Previdência.
“É muito importante que a reforma seja enfrentada logo no começo do governo. Não temos tempo”, disse.
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O receio de Xavier é que caso o déficit de 2019 vire superávit em função da cessão onerosa, a classe política se acomode, perdendo a noção de urgência com relação ao tema.
A SPX mantém, faz um bom tempo, apenas uma pequena alocação dos seus R$ 38,5 bilhões sob gestão em ativos brasileiros. Xavier falou do processo de internacionalização da gestora e da busca por oportunidades globais, mas que nem sempre estão acessíveis aos investidores pessoas físicas. Exemplo é o posicionamento para esse movimento de alta de juros pelo Fed e por outros países, como o visto no leste europeu.
Por aqui, melhora de preço em juros longos e bolsa apenas se Bolsonaro aprovar uma reforma da Previdência e conceder autonomia formal ao Banco Central.
“Mas tudo dependendo de o Congresso entregar. Dentro desses contexto, bolsa é um ativo interessante, por conta desse cenário de agenda positiva.”
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