Menu
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial

O que dirá Paulo Guedes em Davos?

Ideia é atualizar as perspectivas com relação ao futuro do Brasil, transmitindo a imagem de uma democracia vibrante e que funciona bem

17 de janeiro de 2019
16:51
Ideia principal é mostrar que o novo governo vai diminuir a importância e o peso relativo do Estado na economia brasileira - Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai tratar de três temas nas suas reuniões no Fórum Econômico Mundial: reforma da Previdência, privatizações e reforma administrativa.

Segundo uma fonte do Ministério da Economia, que também viaja para o encontro em Davos (Suíça), entre os dias 22 a 25, a ideia principal é mostrar que o novo governo vai diminuir a importância e o peso relativo do Estado na economia brasileira. Ou, de forma mais coloquial, “tirar o Estado do cangote do empreendedor brasileiro”.

Essa agenda, centrada em três pontos, é vista como a “terraplenagem” do sistema macroeconômico, algo necessário para tornar o ambiente propício ao crescimento da economia.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Também será apresentada uma agenda de “construção do futuro” ou uma “conexão de alta velocidade entre o Brasil e seu futuro”.

Dentro dessa parte, está a meta de dobrar o investimento em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo dos próximos quatro anos. Para dar uma base de comparação, Coreia do Sul tem investimentos de 4,5% a 5% do PIB.

A avaliação é que esse aumento será possível pela diminuição do papel relativo do Estado, principalmente via a redução da carga tributária. Hoje, os impostos representam de 36% a 37% do PIB. A ideia do governo é reduzir em cerca de 10 pontos percentuais, liberando um “estoque de recursos para os empreendedores fazerem seus investimentos”. A possibilidade de redução de impostos advém, justamente, da agenda de "terraplenagem".

Outra “agenda de futuro” é ampliar a fatia do comércio internacional em proporção do PIB, com meta de elevar a corrente de comércio de 20% a 25% do PIB, atualmente, para 30% até o fim do governo. Os motes são: facilitação de comércio, convergência regulatória, modernização da estrutura tarifária e inserção competitiva coordenada.

Guedes também externará a intenção do governo de ampliar os acordos internacionais e ecoar a mensagem do presidente Jair Bolsonaro quanto à disposição de fazer negócios sem viés ideológico.

Antes de falar sobre todos esses temas, Guedes vai explicar as razões que levaram o país a cair na “armadilha do baixo crescimento” e o “filme tenebroso dos anos 1980”, com crise de endividamento e hiperinflação. Aqui entram as boas frases do ministro contra o capitalismo de compadrio, o dirigismo econômico, os piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político. Seu discurso de posse servirá de base.

Além do evento aberto sobre o momento atual e futuro do Brasil, junto com Bolsonaro e Sergio Moro (Ministro da Justiça), Guedes terá uma série de encontros com organismos internacionais, como FMI, Banco Mundial e OMC. Também há agendas bilaterais com ministros de outros países, com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, fundos soberanos, fundos de investimento e líderes empresarias dos setores de infraestrutura e tecnologia.

Comentários
Leia também
Resultados Contundentes

Sem reforma da Previdência você estará R$ 5,8 mil mais pobre em 2023

Além de perder renda, estaremos assombrados por uma taxa de desemprego de mais de 15% e com Selic de 18,5% ao ano. As simulações são do Ministério da Economia

Olha o leão aí gente...

Receita começa a receber declarações do imposto de renda em 7 de março

Já os programas para o preenchimento das declarações estarão disponíveis para os contribuintes já no dia 25 de fevereiro às 8 horas

Captação de US$ 15 milhões

Dos tijolos aos bytes, BTG Pactual lança criptoativo com lastro em imóveis

A ideia do banco é proporcionar aos investidores do ReitBZ retorno com a recuperação dos ativos e a venda por um valor superior ao preço de aquisição. Lançamento envolve parceria com os gêmeos Winklevoss, que atuaram na criação do Facebook

Nova crise?

Flávio Bolsonaro diz que revista faz “ilação irresponsável” ao vinculá-lo à milícia

Reportagem obteve dois cheques de Flávio assinados por Valdeci: um de R$ 3,5 mil e outro no valor de R$ 5 mil; em nota, Flávio afirma que Val Meliga é tesoureira geral do PSL

Com pressão do mercado

Se reforma vier da Câmara em abril, entra no recesso aprovada, diz Alcolumbre

Para presidente do Senado Federal, proposta de reforma da Previdência pode estar aprovada até junho, caso o texto seja aprovado pela Câmara dos Deputados em abril

Clima otimista no governo

Expectativa é que aprovação da reforma ocorra no primeiro semestre, diz Guedes

Ministro da Economia demonstrou confiança com a articulação política no congresso e disse estar “sentindo ventos de otimismo” com a tramitação da proposta

Exile on Wall Street

Uma boa hora para comprar ativos geradores de renda

“Se uma empresa nunca teve meme, posts no Reclame Aqui e erros no meio do caminho, só há uma possibilidade: nunca teve cliente também.”

Imóveis

Qual o tamanho do mercado imobiliário no Brasil?

Parceria entre governo, registradores de imóveis e Fipe começa a responder essa questão de forma objetiva, melhorando a nota do país no ranking de facilidade de negócios do Banco Mundial

Mudanças na Previdência

Deputados querem segurar tramitação da reforma até proposta para militares sair

Para líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), o governo deve ser rápido para não aparentar tratamento diferenciado

Exclusivo

O que pensa o deputado cotado para presidir a comissão especial da reforma da Previdência?

Deputado Mauro Benevides Filho defende alterações no regime de capitalização, aposentaria de professoras e BPC

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu