Menu
2019-05-08T23:02:11+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
A política como ela é

Não teve Tchutchuca nem Tigrão, mas teve algo melhor: aceno de voto

Audiência de Paulo Guedes na Comissão Especial da reforma da Previdência mostra maior coesão dos partidos favoráveis à reforma

8 de maio de 2019
21:21 - atualizado às 23:02
Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência na Comissão Especial da reforma da Previdência - Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Não teve Tchutchuca, nem Tigrão para deleite da plateia. Apenas alguns naturais entreveros aconteceram na audiência do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão Especial da reforma da Previdência. O ponto a ser destacado é menos aparente, uma maior coesão dos partidos de centro em torno da proposta. Isso é o que importa, pois é aí que estão os votos necessários à aprovação da reforma.

Isso é resultado da mudança na postura do governo, já costurada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e aprofundada nas últimas semanas, até mesmo com aval para a recriação de Ministérios.

É a política sendo feita, com seus instrumentos de negociação, barganha e “toma lá, dá cá”, que podem ser moralmente condenáveis, mas é assim que as coisas são. A lógica da política, o poder, é incontornável. A questão é o grau de utilização desses instrumentos e o objetivo que o governo de plantão busca com eles.

Ao longo do mês teremos dezenas de novas audiências públicas, onde os diferentes grupos de interesse vão defender “o seu”. Como já argumentamos em outras ocasiões, quanto mais tempo essas discussões tomarem, menor é o número de votos que o governo tem para levar a matéria ao plenário. O mesmo vale para a desidratação da reforma, ou quanto vai sobrar da ideia inicial de economizar R$ 1,2 trilhão em dez anos.

A audiência

O presidente Marcelo Ramos (PR-AM) adotou uma postura firme, contendo os ânimos tanto dos parlamentares, quanto de Guedes, quando as provocações escapavam para o lado pessoal. Outro ponto interessante, e que funcionou, foi intercalar falas favoráveis e contrárias. Além disso, ocorreram votações nominais na Câmara, o que reduziu o número de deputados presentes ao longo da sessão.

Em termos de conteúdo, depois da fala de Guedes, o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, fez uma detalhada explanação dos dados que vinham sendo cobrados. Mas não adiantou muito, pois as discussões não são técnicas, mas sempre políticas.

Assim, vimos, novamente, a oposição atacando a proposta, falando que ela prejudica os mais pobres, quer dar dinheiro aos banqueiros e afins. No outro lado, elogios à proposta e até algumas manifestações de “cortar na carne”, como a dada por um deputado que é policial (regime especial).

Os pontos mais criticados foram as mudanças na aposentadoria rural, BPC e aposentadoria das mulheres. São pontos que parecem já estar na “conta” de que serão modificados. No entanto, parece haver algum consenso para tornar o recebimento antecipado do BPC em ponto facultativo.

Guedes insistiu no seu R$ 1 trilhão de economia, sem o qual não consegue lançar o regime de capitalização. Esse ponto também é muito pouco compreendido pelos parlamentares, já que o governo tão tem um desenho do regime de capitalização, mas sim está pedindo uma autorização para, se tudo correr bem, começar a discutir essa nova modalidade.

Esse parece ser um ponto que vai exigir muita negociação para seguir na reforma. De acordo com o ministro, se a reforma for de R$ 700 bilhões, não teremos capitalização.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

o novo sempre vem

Novo Mercado, nível 1 ou 2: Diga-me a governança da ação e eu te digo quais são os direitos do investidor

Segmento da B3 estabeleceu maior nível de governança entre as empresas e amenizou conflitos entre minoritários e controladores; são hoje 142 empresas no Novo Mercado

De olhos bem abertos

Dez bancos serão investigados por supostos abusos na oferta de consignado a idoso

As empresas têm dez dias para apresentar defesa e, posteriormente, se confirmados os indícios de infração, poderão ser multadas em até R$ 9,7 milhões. As notificações estão formalizadas no Diário Oficial da União (DOU) em despachos do DPDC, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Seu Dinheiro na sua noite

E o Oscar vai para…

As histórias que mexeram com seus investimentos hoje

OUÇA O QUE BOMBOU NA SEMANA

Podcast Touros e Ursos: O FGTS no centro das discussões, os planos da Oi e os balanços dos bancos

Seu Dinheiro traz o cenário esperado para bolsa, renda fixa, imóveis, fundos imobiliários, criptomoedas e câmbio

De olho na Ásia

AB Inbev, de Jorge Paulo Lemann, vende filial australiana e quer retomar IPO na Ásia

Depois de desistir de vender uma participação de 15% em suas operações na Ásia e Austrália na semana passada, a companhia pode fazer uma nova tentativa de oferta inicial de seus negócios asiáticos para reduzir o seu endividamento

Novo negócio

BTG Pactual reforça atuação no varejo com compra de 80% da plataforma de investimento da Ourinvest

Banco manterá a Ourinvest como empresa independente do BTG Pactual digital, plataforma de investimentos voltada para o público de varejo

Balanço surpreendente

Sabe quem é a bola da vez no mercado americano? A boa e velha Microsoft

A Microsoft reportou resultados trimestrais fortes e, com isso, suas ações atingiram uma nova máxima histórica. E analistas veem mais espaço para as ações da empresa fundada por Bill Gates continuarem subindo

Com pouco apetite para consumir

Intenção de consumo das famílias recua 1,7% em julho, na 5ª queda consecutiva

“O consumidor segue cauteloso, condicionado pelo nível de endividamento e pelo mercado de trabalho, em que o desemprego vai se mostrando persistente”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros em nota

Vish!

Decisão de Toffoli pode travar 6 mil inquéritos e ações contra facções e tráfico

Entre janeiro de 2014 e junho de 2019, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, braço do Ministério da Economia, produziu 1.586 Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) sobre organizações, inclusive as que controlam presídios

promessa

Usando tecnologia e patriotismo, vamos prestar serviços para o Estado, diz novo presidente do BNDES

Segundo Gustava Montezano, a ideia é assessorar governos a fazerem privatizações, concessões ao setor privado e reestruturações financeiras. 

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements