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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Emergentes receberam US$ 33,9 bilhões em ingressos de portfólio em novembro

Dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF) mostram que esse foi o melhor resultado mensal desde janeiro. Fluxos ficaram concentrados em dívida e mercado de ações da China. Para o Brasil, nada de muito relevante

5 de dezembro de 2018
16:13
Imagem: Shutterstock

Segundo levantamento do Instituto Internacional de Finanças (IIF), o mês de novembro foi o melhor em termos de ingresso para portfólio de mercados emergentes desde janeiro. Foram US$ 33,9 bilhões, sendo US$ 12 bilhões para o mercado de ações e quase US$ 22 bilhões para o mercado de dívida.

O IIF reúne mais de 450 bancos de 70 países e avalia que o movimento do mês foi alinhado com o comportamento das moedas e dos ativos de países emergentes visto no período.

O mercado da China concentrou o grosso da movimentação, com US$ 8,5 bilhões captados via mercado de ações. A América Latina ficou com US$ 3,3 bilhões em ações e dívida.

No acumulado do ano, o fluxo estimado pela instituição é de US$ 195 bilhões, cifra quase US$ 160 bilhões menor que a observada em igual período do ano passado.

Em outubro, a IIF tinha captado uma saída bruta de US$ 17,1 bilhões dos portfólios de ações emergentes, maior saque de recursos desde agosto de 2013, quando o Federal Reserve (Fed), banco central americano, acenou que começaria a subir sua taxa de juros e retirar outros estímulos monetários.

Fluxo total de capitais

Já a medida mais ampla de fluxo de capitais, que também considera investimento direto e captações bancárias, fechou negativo em US$ 27 bilhões em outubro (há uma defasagem nesse indicador).

Segundo a IIF, a saída foi mais moderada que a registrada em setembro, quando o valor foi de US$ 54 bilhões. O resultado capta um desempenho melhor dos emergentes sem considerar a China. Em outubro a saída foi de apenas US$ 600 milhões, contra uma perda recorde de US$ 44 bilhões em setembro.

Argentina e Turquia tiveram ingressos líquidos de capitais de US$ 5,4 bilhões e US$ 2 bilhões respectivamente em outubro. O Brasil teve desempenho pouco notável, com resultado positivo de US$ 100 milhões no período.

Enquanto isso, a China teve uma saída de US$ 26 bilhões considerando essa medida mais ampla de fluxo, contra US$ 10 bilhões em setembro. Esses US$ 26 bilhões representam a maior saída líquida de capitais da China desde dezembro de 2016.

Nas estimativas do IIF, o Banco Central da China efetuou vendas de US$ 8 bilhões em reservas cambiais para defender o yuan no mês de outubro, depois de atuações estimadas em US$ 17 bilhões em setembro.

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