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Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Juros

Cautela, serenidade e perseverança ao quadrado na ata do Copom

Banco Central afirma que estímulo está adequado e que crescimento depende da redução de incertezas, que passa pela aprovação de reformas

Eduardo Campos
Eduardo Campos
26 de março de 2019
9:05 - atualizado às 13:59
Copom
Diretores do Banco Central (BC) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - Imagem: Banco Central do Brasil

A ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou cautela, serenidade e perseverança na condução da taxa básica de juros, reforçando que a Selic permanece estável em 6,5% ao ano por um bom período de tempo.

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Juro baixo e estável é boa notícia para os ativos de risco, como bolsa de valores e também estimula a queda dos juros de longo prazo. No entanto, a manutenção desse cenário depende da aprovação das reformas, notadamente as de natureza fiscal. Assim como você, eu e o restante do mercado, o BC precisa saber que reforma da Previdência saíra do Congresso e quando isso acontecerá.

Essa foi a primeira reunião do Copom comanda por Roberto Campos Neto, que já tinha indicado que manteria o desenho de política feito por seu antecessor, Ilan Goldfajn.

O BC deixou de dedicar um parágrafo para comentar eventual aceno sobre os passos futuros, optando por reafirmar, pela segunda no comunicado, “cautela, serenidade e perseverança”.

Até então, o BC afirmava que a atual conjuntura recomendava maior flexibilidade para a condução da política monetária, o que implicava em abster-se de indicar os próximos passos.

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Para o BC, a política monetária está estimulativa, ou seja, o juro real está baixo da taxa neutra, e “que uma aceleração do ritmo de retomada da economia para patamares mais robustos dependerá da diminuição das incertezas”, o que passa pela aprovação das reformas.

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Aquém do esperado

O BC aprofunda um pouco a discussão sobre o crescimento, que tem decepcionado e estimulado um debate de que a Selic poderia ter caído e deveria cair ainda mais como forma de estimular a retomada, sem ameaçar o cumprimento das metas de inflação.

O colegiado confirma um crescimento aquém do esperado no fim de 2018, fala do impacto disso sobre o “carregamento estatístico”, que se reflete na redução das projeções de 2019 e que esses prognósticos também parecem refletir indicadores preliminares disponíveis para os primeiros meses do trimestre corrente.

Ainda assim, o BC reforça que a dinâmica é consistente com seu cenário básico de recuperação em ritmo gradual. O BC mantém projeção de alta do PIB de 2,4%, que poderá ser revista ainda nesta semana.

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Para o BC, mesmo com as revisões das projeções do mercado da linha de 2,5% para cerca de 2%, os prognósticos para o crescimento do PIB na margem, ou seja, do primeiro ou segundo trimestres em diante, em relação aos trimestres anteriores, "não sofreram alterações relevantes".

Segundo o BC, a economia sofreu diversos choques adversos em 2018, como greve dos caminhoneiros, crise de emergentes e incerteza eleitoral. “Esses fatores produziram impactos sobre a economia e aperto relevante das condições financeiras, cujos efeitos sobre a atividade econômica persistem mesmo após cessados seus impactos diretos”, diz o Copom.

Ainda de acordo com o BC, esses choques devem ter reduzido sensivelmente o crescimento que a economia brasileira teria vivenciado na sua ausência.

Aqui fica uma dúvida, se o BC está apenas relatando o passado, ou sugerindo que tivemos uma perda de PIB potencial, ou seja, a capacidade de a economia crescer sem gerar inflação estaria menor.

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Essas explicações ajudam a fundamentar a preferência por “observar o comportamento da economia brasileira longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado”.

“O Comitê considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo.”

Inflação

Segundo o BC, a inflação e sua tendência (núcleos) estão em níveis apropriados ou confortáveis (senha para ao redor das metas) e as projeções indicam convergência da inflação em direção às metas ao longo de 2019 (4,25%) e 2020 (4%), que ganha cada vez mais relevância no horizonte de política monetária.

Na quinta-feira, dia 28, o BC apresenta o Relatório de Inflação, detalhando as projeções até 2021, mas na ata, o BC já antecipa elevação da inflação nos próximos meses, que deverá levar a inflação acumulada em doze meses a atingir um pico em torno de abril ou maio próximos.

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Em seguida, explica o BC, a inflação acumulada em doze meses deve recuar e encerrar o ano em torno dos níveis projetados de 4%. Mas faz uma ponderação: “a consolidação desse cenário favorável no médio e longo prazos depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira”.

Agora pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março, que surpreendeu para cima ao marcar 0,54%, maior desde 2015, ante 0,34% em fevereiro. O resultado ficou acima da mediana do mercado de 0,5%, da “Projeções Broadcast”. Em 12 meses, a variação é de 4,18%.

Os núcleos, no entanto, mostram redução na margem, mas têm breve aceleração na medição em 12 meses, segundo os cálculos da CM Capital Markets. O grupo alimentação respondeu por 0,32 pontos da inflação.

De volta à ata, os riscos de alta e de baixa da inflação estão equilibrados. Por um lado, a atividade fraca pode manter o IPCA abaixo da meta. De outro lado, uma frustração com as reformas pode colocar os preços para cima, risco que se intensifica em caso de piora externa.

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Cenário externo desafiador

O Copom mantém a avaliação de um quadro internacional desafiador e discutiu diferentes trajetórias para a economia americana.

O primeiro cenário é de desaceleração relevante da atividade econômica. O segundo cenário é de continuidade do vigor exibido nos últimos anos.

Segundo o BC, esses dois cenários têm implicações opostas para o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que passou a emitir sinais de que pretende aguardar a resolução dessa incerteza ao longo do tempo.

O Fed também esteve reunido na quarta-feira da semana passada e reiterou paciência na condução da política monetária por lá, deixou de projetar alta de juros em 2019 e redesenhou o programa que lida com os ativos do seu balanço.

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Além disso, os membros do Copom avaliaram que os riscos associados a uma desaceleração da economia global se intensificaram, pois a Europa dá sinais de desaceleração econômica relevante e “fatores indutores de incerteza” podem contribuir para um crescimento global ainda menor.

Dentro desse contexto, o BC voltou a destacar a capacidade que a economia brasileira apresenta de absorver revés no cenário internacional, devido ao seu balanço de pagamentos robusto, à ancoragem das expectativas de inflação e à perspectiva de recuperação econômica.

Toda essa discussão sobre cenário externo guarda relação com a cotação da moeda americana, que tem influência não desprezível sobre o comportamento da inflação. Para dar um parâmetro, entre a reunião de fevereiro e a da semana passada, o dólar considerado no modelo de projeção subiu de R$ 3,70 para R$ 3,85, com o IPCA estimado avançando de 3,9% para 4,1% em 2019.

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