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Buscando eficiência

Bradesco segue concorrência e adquire 65% de empresa de recuperação de crédito

Bradesco era o único grande banco que não tinha o seu próprio braço especializado em recuperação de crédito

2 de outubro de 2018
10:38 - atualizado às 14:25
Bradesco na tela do celular
Seguindo concorrentes do setor, banco quer agregar eficiência ao seu processo de recuperação de empréstimos - Imagem: shutterstock

O Bradesco anunciou nesta terça-feira, 2, a aquisição de 65% da RCB Investimentos, controladora da PRA Group Brazil Investimentos e especializada na recuperação de créditos vencidos e inadimplentes.

A investida faz parte da estratégia do banco em agregar eficiência ao seu processo de recuperação de empréstimos dentro de casa e ainda participar ativamente do setor. O valor da transação não foi revelado.

Em comunicado ao mercado, o banco informa que as pessoas físicas fundadoras da RCB permanecerão como sócias e se manterão à frente da administração da empresa, juntamente com o Bradesco.

'Braço especializado'

Em paralelo ao anúncio da aquisição, a instituição anunciou ainda a constituição de dois Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDICs) para aquisição de carteiras de créditos não-performados, cabendo à RCB a administração da recuperação desses créditos.

"Os FIDCs serão detidos majoritariamente pela PRA Group e pelos fundadores, com participação minoritária do Bradesco", acrescenta o banco, no comunicado.

O Bradesco era o único grande banco que não tinha o seu próprio braço especializado em recuperação de crédito vencido e inadimplente (NPL, na sigla em inglês).

Além do Banco do Brasil, que já atuava com a sua própria gestora, a Ativos, a venda da Recovery, antes do BTG Pactual, para o Itaú Unibanco, em 2015, estimulou o interesse das grandes instituições financeiras pelo segmento. No ano passado, o Santander Brasil comprou 70% da gestora Ipanema, que foi rebatizada e passou a se chamar Return, para investir no segmento de crédito podre no Brasil.

A operação entre o Bradesco e a RCB está sujeita à aprovação das autoridades competentes e demais condições contratuais usuais para este tipo de operação.

*Com Estadão Conteúdo

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Comentários
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