Menu
2019-08-21T15:38:15+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Meio de ciclo

Ata do Fed reforça que não há caminho predeterminado para corte de juro

Documento também mostra maior discussão dentro do colegiado, com dois membros defendendo corte de meio de ponto

21 de agosto de 2019
15:36 - atualizado às 15:38
Jerome Powell, presidente do Fed
Imagem: Federal Reserve

Os membros do Federal Reserve (Fed), banco central americano, encararam o corte de juro de 0,25 ponto anunciado no mês passado como uma recalibragem da política monetária ou um “ajuste de meio de ciclo” e não discutiram abertamente qual seriam os próximos passos. A preferência é por manter graus de liberdade para tomada de decisão.

A avaliação está na ata do encontro, divulgada nesta quarta-feira, que também nos mostrou que dois membros mostram preferência por corte de meio ponto. O documento, no entanto, tem parte de sua importância eclipsada pela expectativa com a fala do presidente Jerome Powell, na sexta-feira, no simpósio de Jackson Hole. Desde a reunião de 31 de julho, as tensões entre EUA e China se acentuaram, como também os ataques de Donald Trump à instituição.

A reação dos mercados foi brevemente positiva. Até a divulgação do documento, o Dow Jones subia cerca de 1%, e o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,8%, cada, percentuais que pouco se alteraram até o momento.

Na parte do documento que traz as discussões sobre a condução da política monetária, a avaliação que prevaleceu no colegiado foi a de que seria necessário passar uma mensagem de que a atuação será guiada pelos dados e suas implicações para o futuro da economia, evitando a percepção de que o Fed tem um caminho já desenhado.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Divergências de avaliação

Os dois participantes que cogitaram um corte de meio ponto, defenderam uma ação mais firme para lidar com a inflação, que segue consistentemente abaixo da meta de 2%. Para eles, a economia real teria de ficar ainda mais aquecida para acelerar a convergência da inflação à meta.

O resultado da reunião, foi corte de 0,25 ponto, para 2% a 2,25% ao ano, com dois diretores votando abertamente pela manutenção (Esther George e Eric Rosengren).

Quem defendeu estabilidade, apontou que a economia segue em um “bom lugar”, impulsionada pela confiança e mercado de trabalho forte. Além disso, o comportamento dos preços seria condizente com inflação de 2%.

Por fim, “alguns” participantes expressaram preocupação com o fato de que um maior afrouxamento monetário poderia elevar os riscos à estabilidade financeira em alguns setores da economia. Eles também argumentaram que o um corte poderia passar uma mensagem errada sobre o real estado da economia americana.

A redução do juro foi vista como algo que melhor posicionaria a economia americana para lidar com os efeitos do menor crescimento global e das incertezas trazidas pela guerra comercial. Pontos que já tinha sido bem enfatizados por Powell na entrevista concedida após a decisão de julho.

Agora é aguardar os próximos tuítes de Trump.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Diplomacia

Bolsonaro e líderes tentam vender o peixe dos Brics a empresários

Presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul contam a empresários o que têm feito para melhorar o ambiente de negócios

Na ponta do lápis

Natura, brMalls, Qualicorp… os balanços que movimentam os mercados nesta quinta-feira

Resultados das companhias vieram mistos, com dados positivos e negativos para todos os lados. Confira cada um deles

Seu Dinheiro na sua noite

A quarta-feira 13 da Via Varejo

Assim como no cinema, as histórias das empresas com ações na bolsa podem ser divididas em vários gêneros, para todos os gostos. Existem as comédias, estreladas por aquelas companhias que vivem arrancando sorrisos de seus acionistas com crescimento das operações e do lucro. Temos também os faroestes, de empresas em setores que enfrentam forte competição. […]

Corrupção em SP

Lava Jato fecha acordo de leniência de R$ 214 milhões com Andrade Gutierrez

Documento refere-se a ilícitos cometidos pela companhia em obras do Metrô de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, CPTM, DERSA, EMTU e CODESP nos governos do PSDB

Medidas do governo

Pesquisa mostra que 57% dos brasileiros reprovam congelamento de salários de servidores

Levantamento da XP mostra também que o conhecimento sobre o pacote de reformas estruturais apresentado no início deste mês é limitado

O Disney Plus vem aí

Te cuida, Netflix: o novo serviço de streaming da Disney já tem 10 milhões de usuários

As ações da Disney dispararam com a informação de que, em apenas um dia, o novo serviço de streaming da companhia já conta com 10 milhões de usuários. E agora, Netflix?

Próximos passos

Banco dos BRICS quer trabalhar com mais empréstimos em moedas locais

NDB tem como foco o financiamento de projetos no Brasil, na Rússia, na Índia, na China e na África do Sul

Trato feito

Grupo Prumo e Siemens AG assinam acordo de cooperação em projetos de energia

Assinatura ocorreu durante a reunião do BRICs, em cerimônia que contou com a presença dos principais executivos das companhias envolvidas

Ficou difícil

Negociação EUA-China trava por questão de compras agrícolas, dizem fontes

Impasse sobre agricultura cria outro obstáculo no caso, conforme Pequim e Washington tentam fechar a fase 1 do acordo

Mantendo relações

Bolsonaro confirma viagem à Índia em janeiro de 2020

Mais cedo, presidente teve reunião com o presidente da China, Xi Jinping, para a assinatura de acordos bilaterais

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements