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Encorpados e complexos, estes rótulos provam que o vinho branco vai além de um ideal único de frescor – e caem bem mesmo em temperaturas mais baixas
Demorou um pouco, mas o frio parece finalmente estar chegando ao Brasil. Enquanto o sol forte ainda leva calor e ar seco a outras regiões, algumas cidades do Sul enfrentam suas primeiras quedas bruscas de temperatura – um mês após o início formal do outono brasileiro. E aí entram blusas, caldos e vinhos… brancos?
Pois é. Naturalmente associados a altas temperaturas, os vinhos brancos vêm ganhando campo o ano todo, inclusive em estações frias.
O movimento acompanha um mudança no comportamento do consumidor. Entre 2017 e 2024, os vinhos brancos ampliaram sua participação no mercado brasileiro de cerca de 20% para 26%, segundo dados de IdealBI e IBRAVIN.
A projeção aponta para um crescimento acumulado de até 76% até 2028 — um ritmo que supera o avanço de outras categorias e indica uma mudança estrutural, e não apenas sazonal. A evolução pode ser percebida também com os chillable reds, os vinhos tintos perfeitos para serem servidos resfriados.
“Estamos assistindo a uma inversão silenciosa: o vinho branco deixou de ser uma escolha de ocasião para se tornar uma escolha de repertório. Quem entende mais de vinho hoje bebe mais branco — inclusive no frio”, afirma Paulo Alkimin de Oliveira, sócio da Wine Trader.
Gustavo Giacchero, sommelier da Wine Trader, concorda: "Sou do tipo de sommelier que acredita que o vinho branco funciona muito bem o ano todo".
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Mais que uma adequação técnica a uma estação, a associação entre estrutura e temperatura parte de um fator comportamental ou cultural do consumidor, de acordo com Pietro Sampaulo, embaixador de Viña Amelia.

Se a alta no consumo abre espaço a uma reinterpretação subjetiva da bebida, o aumento da temperatura tem impacto para lá de objetivo no serviço. Quem explica a leitura é a sommelière da Wine, Thamirys Schneider:
"Vale entender que a temperatura de serviço molda completamente a sua experiência com o vinho. Ao dizerem 'vinho se serve em temperatura ambiente', eu devolvo a pergunta 'qual ambiente é esse, um calor acima de 30 °C, ou um frio próximo de 0 °C?'"
Para Thamirys, aliás, tanto o calor extremo quanto o frio extremo prejudicam a degustação. Se o frio encobre a complexidade dos aromas e aumenta a sensação de adstringência dos vinhos, o calor extremo desequilibra a bebida, aumentando portanto a percepção de doçura e amargor e reduzindo seu frescor.
Com isso, a temperatura seria o indicativo de padrões de serviço, com alguns brancos de consumo indicado entre 6 °C e 13 °C, tintos estruturados idealmente servidos entre 16 °C e 18 °C e assim por diante.
A virada estaria justamente com os brancos mais estruturados e complexos, com temperatura de consumo indicada entre 10 °C e 13 °C, por exemplo.
Muito associados à maior acidez de variedades leves como Sauvignon Blanc e Alvarinho, os brancos também possuem rótulos encorpados e com sabores complexos. "Buscam‑se vinhos de maior estrutura, teor alcoólico pouco mais elevado e maior complexidade aromática, incluindo notas como frutos maduros e claro, a madeira mais evidente", reflete Sampaulo.
Em comum, alguns deles são produzidos a partir de colheita tardia ou de uvas com baixa acidez. Outros possuem envelhecimento sur lie ou a técnica de bâttonage, que aumenta o contato da bebida com as leveduras mortas após a fermentação, por exemplo. Há ainda os que lançam mão do envelhecimento em barris de carvalho neutro, que acrescenta textura e aromas como baunilha à bebida.

O ponto de virada, de acordo com Giacchero, está na adaptação da experiência. “Nos dias frios, o ideal é aumentar a temperatura de serviço. Sair dos 7 a 9 graus e trabalhar entre 12 e 14 graus permite que o vinho revele mais textura, aromas e estrutura”, explica.
Nessa busca por mais corpo na bebida, saem à frente brancos concentrados, como Rieslings alemães e Chenin Blanc sul-africanos, por exemplo.
“Vale pensar, portanto, em vinhos mais untuosos, com maior estrutura, que dialogam melhor com o clima mais ameno”, diz Giacchero.

Produzido com uvas locais de Rioja, na Espanha, como Viura e Garnacha Blanca, este branco traduz o estilo ibérico mais estruturado. Sua maturação longa em barricas de carvalho inclui bâtonnage regular sobre borras finas. A partir de R$ 289.

Sem abrir mão da acidez vibrante, esse branco da região de Rheinhessen amadurece por cerca de 8 meses em barricas de carvalho francês. Assim, ganha complexidade e versatilidade, com excelente adaptação a diferentes temperaturas de serviço. A partir de R$ 127,90.

Como outros exemplares do Valle de Limarí, esse exemplar ostenta uma mineralidade elegante, que propõe uma leitura contemporânea do Chardonnay. Sua passagem por barricas de carvalho ajuda a conferir textura cremosa em boca, sem deixar o frescor de lado. A partir de R$ 308,90.

Produzido com vinhas velhas de Paarl e Swartland, esse rótulo é conhecido por corpo mais denso e gastronômico, com textura e complexidade. É um exemplar da boa adaptação da Chenin Blanc ao solo su-africano. Chama atenção a graduação alcoólica de aproximadamente 14,34% vol. A partir de R$ 329,90.

Expressivo e intenso, esse exemplar do Alentejo reflete o avanço qualitativo dos brancos portugueses. Produzido com uvas Antão Vaz e Roupeiro, possui aroma de fruta branca madura, mineral e com leves notas vegetais. A partir de R$ 349,90.

O exemplar Inconsciente D.O.Ca Rioja Tempranillo Blanco 2024 é elaborado pela vinícola Bodegas D. Mateos, localizada em Rioja, na Espanha. Produzido com a uva Tempranillo Blanco, uma mutação da mesma variedade tinta típica, ele amadurece por seis meses em sur lie sobre as borras em tanques de aço inox com remontagens semanais, conferindo-lhe, assim, cremosidade e volume em boca. A partir de R$ 104,66.

Este Chardonnay brasileiro, produzido na Serra Gaúcha, tem corpo médio e estrutura. Envelhecido em barrica por cerca de seis meses, ele tem notas de baunilha e fruta madura, evidenciadas quando servido entre 10 °C e 12 °C. A partir de R$ 88.

Branco vibrante, este rótulo conquistou em 2023 o título de “Melhor Vinho Branco do Ano” no Chile Wine Report 2025. Amadurecido por 12 meses em barricas de carvalho francês, ele reúne cremosidade e estrutura, mantendo a acidez e a mineralidade típicas do Limarí. A partir de R$ 371,91.

Um vinho que presta uma homenagem ao fundador Don Melchor Concha y Toro e à histórica Casa Concha. Este vinho conta com notas de peras e figos maduros com um final longo e vibrante, revelando uma mineralidade sutil. A partir de R$ 199.

Celebrando a tradição da uva Chardonnay, o Diablo Golden surge com a filosofia de vincular tradição e autenticidade. No paladar é possível sentir notas de frutas como abacaxi e pêssego, mas com toques de baunilha, acidez equilibrada e final cremoso. A partir de R$ 56,90.
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