Assalto ao Museu Renoir: ladrões levam obras de arte avaliadas em R$ 53,6 milhões, mas não fogem com tudo
Dois assaltantes roubaram quatro obras de museu dedicado a Pierre-Auguste Renoir na Riviera Francesa, mas deixaram um trabalho do mestre impressionista francês para trás durante a fuga

A recente série de roubos de obras de arte ao redor do mundo ganhou um novo capítulo na manhã desta terça-feira (8). Dois ladrões invadiram um museu dedicado ao mestre impressionista francês Pierre-Auguste Renoir e roubaram pinturas avaliadas em 9 de milhões de euros (R$ 53,6 milhões).
“Esta manhã, dois indivíduos invadiram o Museu Renoir e roubaram quatro obras de arte”, afirmou Bryan Masson, prefeito de Cagnes-sur-Mer, cidade da Riviera Francesa situada no caminho entre Cannes e Nice.
Ainda de acordo com o prefeito, as autoridades chegaram ao museu apenas cinco minutos depois do acionamento de um alarme, às 5h48 locais. No entanto, os suspeitos conseguiram fugir inicialmente com cinco quadros. Na fuga, eles deixaram uma pintura para trás.
Masson disse que os quadros roubados hoje são avaliados em cerca de 9 milhões de euros, mas não especificou quais obras foram alvo dos assaltantes.
O Museu Renoir foi inaugurado em 1960. A instituição ocupa a última residência do artista antes de sua morte, em 1919. O acervo inclui objetos e móveis que pertenceram a Renoir, como um cavalete e uma cadeira de rodas, além de retratos, paisagens e nus pintados pelo mestre impressionista.
O assalto ao Museu Renoir está sendo investigado pela unidade da polícia francesa especializada no combate ao crime organizado.
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'Temporada' de assaltos a museus
O assalto ao Museu Renoir é o mais recente de uma série de roubos de obras de arte ao redor do mundo.
No fim de agosto, ladrões levaram a maior parte do Tesouro de Vilhena, uma das mais impressionantes coleções de artefatos preciosos produzidos durante a Idade do Bronze na Europa.
No início do mês passado, autoridades italianas anunciaram a recuperação de três pinturas de Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse. Elas foram roubadas em março.
Logo em seguida, porém, ladrões levaram quatro obras do mestre renascentista Antonello da Messina de um museu na Sicília.
No mesmo período, autoridades informaram que 210 miniestátuas de Mozart desapareceram de uma instalação pública em Salzburgo. Elas estavam expostas para homenagear o compositor em seu 270º aniversário de nascimento.
Em julho, joias e obras de arte avaliadas em aproximadamente US$ 5 milhões foram roubadas do Museu Lalique, na França.
Vale lembrar que o país ainda se recupera do histórico assalto ao Museu do Louvre ocorrido no ano passado. Na ocasião, ladrões levaram joias da coroa avaliadas em mais de US$ 100 milhões em plena luz do dia. Quatro suspeitos foram presos, mas os itens não foram recuperados.

Brasil no roteiro dos roubos de obras de arte
Em dezembro do ano passado, dois homens armados renderam vigilantes e visitantes da Biblioteca Mario de Andrade, no centro de São Paulo, e levaram oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari.
Os trabalhos de Matisse foram recuperados pela polícia em agosto. As gravuras de Portinari seguem desaparecidas.
Em documento recente, a Europol alertou que ladrões de obras de arte estão cometendo roubos cada vez mais violentos.
Segundo a polícia europeia, quadrilhas especializadas estão sendo substituídas por grupos oportunistas, formados de maneira improvisada, muitas vezes recrutados por meio das redes sociais.
*Com informações de agências de notícias internacionais.
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