🔴 AS CRIPTOMOEDAS CERTAS PODEM TRANSFORMAR R$ 1 MIL EM ATÉ R$ 214 MIL – ENTENDA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

ADEUS, CLT

Ele largou a multinacional com R$ 1.500 na conta para viajar o mundo — e hoje, ensina como fazer o mesmo

Lucas Estevam, conhecido como Estevam pelo Mundo, construiu uma carreira fora do padrão — e revela o que funciona (e o que não) para quem deseja seguir um caminho parecido

Lucas Estevam em um dos 30 países que viaja por ano, em média - Imagem: Reprodução/Instagram
Lucas Estevam, influenciador digital do canal "Estevam pelo Mundo" e especialista em milhas aéreas - Imagem: Reprodução/Instagram -

Pedir demissão de uma multinacional aos 22 anos e com apenas R$ 1.500 na conta parece uma decisão que todo pai diria para evitar. Mas foi exatamente isso que fez Lucas Estevam, conhecido pelo seu canal “Estevam pelo Mundo”, ao trocar a previsibilidade do CLT por uma rotina que o permitisse viajar para qualquer lugar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, aos 35 anos, Estevam já visitou 96 países e foi além: se tornou um dos maiores influenciadores digitais do Brasil do ramo de viagens e milhas, com mais de 2 milhões de inscritos no YouTube, 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 590 mil no TikTok.

Mas se engana quem pensa que o seu sucesso veio da noite para o dia. Pelo contrário: foram anos fazendo “bicos” aqui e ali até conquistar sua comunidade e independência financeira.

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Estevam nos conta como chegou onde está hoje, dá conselhos para quem deseja se tornar influenciador digital e, claro, compartilha dicas de ouro para ajudar a viajar. Confira:

Lucas Estevam em passeio em de safari em Moçambique, em março de 2026 - Imagem: Reprodução/Instagram
Lucas Estevam em passeio em Moçambique, em março de 2026 - Imagem: Reprodução/Instagram

Ele tinha um plano, R$ 1.500 na conta e um sonho: como tudo começou

Natural de Campinas, filho de mãe professora e pai militar, Estevam sempre foi curioso. Aos 12 anos, pediu de aniversário um curso de japonês, motivado pelo seu gosto em ler mangás e assistir animes. Ainda adolescente, estudou espanhol e alemão sozinho. Mais tarde, se dedicou ao francês. Sem contar o inglês, que aprendeu com a ajuda de sua mãe.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E até viver de viagens, Estevam seguia o caminho tradicional de um jovem de classe média. Estudou, se se formou em Administração e Marketing pela ESAMC, e depois conquistou um emprego formal. E não foi em qualquer empresa: Lucas trabalhou 1 ano na IBM, na área de contato e suporte ao cliente, e depois quase quatro anos na alemã Bosch, na área de marketing.

Leia Também

CINGAPURA REDESCOBERTA

Cingapura: as compras, a gastronomia e o novíssimo lado cool que o turismo (ainda) desconhece

CHINELO DO FUTURO

Havaianas quer ir além do chinelo e lança calçado híbrido (meio chinelo, meio mule) impresso em 3D

Até aí, pode-se dizer que o paulista alcançou o sonho de qualquer jovem: um cargo CLT em uma multinacional, que inclusive, o permitia viajar para a Alemanha a trabalho.

Mas não era isso que brilhava seus olhos. Pelo contrário: o que ele mais gostava de fazer era escrever sobre viagens no blog que criou em 2011, na plataforma Fotolog, enquanto ainda trabalhava na Bosch.

Enquanto muitos encaravam o blog como passatempo, Estevam encarava como uma oportunidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Primeiro, porque seus leitores começaram a relatar que seguiam seus roteiros de viagem. E segundo, porque Lucas enxergava o crescimento dos blogs de moda e beleza - tendência que, para ele, logo chegaria ao turismo.

“Eu sabia que se eu me mantivesse na multinacional, eu não conseguiria me dedicar 100% ao blog. Então, com 22 anos, pedi demissão para tentar realizar esse sonho. Saí com uma mão na frente e outra atrás, e com apenas R$ 1.500 na conta. Dois meses depois, já estava descapitalizado”, conta Estevam.

A jornada do Estevam pelo Mundo

Lucas Estevam - Imagem: Reprodução/Instagram
Lucas Estevam em um dos 30 países que viaja por ano, em média - Imagem: Reprodução/Instagram

Há 15 anos atrás, ser blogueiro estava longe de ser considerado como uma profissão de fato. Inclusive, o termo “influenciador digital” nem existia na época.  Por essa razão, quase ninguém compreendeu a decisão de Estevam – e o potencial que isso poderia tomar no futuro.

“Meu pai falava: ‘Filho, concurso público ou multinacional é a única garantia que você vai ter na vida. Agora esse negócio de internet?’ Ele tinha uma certa insegurança”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E não era por acaso. No início, a rotina de Estevam estava longe de qualquer glamour. Com apenas R$ 1.500 na conta (dinheiro que usou para investir no blog e pagar custos como hospedagem do site, design e desenvolvimento), Lucas precisou arrumar “bicos” para se sustentar nesse período.

Assim, durante o dia, começou a dar aulas de idiomas. À noite, se dedicava ao blog e aos seus primeiros vídeos no YouTube, que ele mesmo gravava e editava.

Sem muito dinheiro, as viagens eram feitas como dava: de ônibus e com roteiros enxutos pelo Brasil. Foi nesse período que ele começou a estudar milhas aéreas, enxergando ali uma forma de viabilizar o próprio conteúdo.

E foram anos até que o projeto se tornasse sustentável

Em 2012, primeiro ano do blog, a monetização do conteúdo mal pagava um almoço. “Eu ganhava de R$ 15 a R$ 20 por mês nos primeiros meses”, conta Lucas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A virada começou a acontecer em 2014, quando a produção constante de conteúdo começou a ganhar tração. “Em 2015, eu já vivia do blog, do YouTube e das publicidades – e não precisava de mais nenhum trabalho paralelo”.

Hoje, o que era um blog evoluiu para todo um ecossistema. Além do site e do YouTube, o canal Estevam Pelo Mundo está no Instagram, no TikTok e conta com uma equipe própria. No ano, o influenciador viaja para até 30 países, na média, para criar conteúdo.

O negócio se tornou rentável, lucrando não só por meio das visualizações e da publicidade, como também escalou a nível educacional ao criar o primeiro curso de milhas do Brasil, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Lucas Estevam deitado viajando na classe executiva dentro de avião
Lucas Estevam ensina a viajar na classe executiva usando milhas - Imagem: Reprodução

Ainda dá tempo de se tornar influenciador ou o mercado já saturou?

A “Creator Economy”, termo que se refere às formas de monetização digital (como publicidade e parcerias), já movimenta mais de US$ 250 bilhões no globo, de acordo com o Creator Earnings Report 2025 elaborado pelo Influencer Marketing Hub.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar disso, ainda existe uma percepção de que esse mercado já está saturado. Mas Estevam discorda: “o mercado está cheio de pessoas que vendem a mesma coisa”.

Na prática, isso significa que ainda há espaço para novos criadores — desde que tragam autenticidade no conteúdo e consistência nas publicações, fatores subestimados por muitos que estão começando.

“Eu fiquei anos falando sozinho e postando até realmente ter engajamento”, relembra Lucas. “O maior problema hoje é o imediatismo. A pessoa posta oito, dez vídeos e acha que não deu certo.”

Lucas Estevam na neve
Imagem: Reprodução

Pensando em largar o emprego? 3 dicas para quem deseja seguir carreira como influenciador digital

Com o avanço das redes sociais, viver de internet vem se tornando uma carreira cada dia mais considerada pelos jovens. Segundo dados da Morning Consult de 2025, 44% da geração Z afirmam que gostariam de se tornar influenciadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número está alinhado com uma geração que valoriza cada vez mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Por exemplo, pesquisas como a Deloitte Global Gen Z & Millennial Survey mostram a gen z está mais interessada em um trabalho flexível e alinhado com seu propósito do que em um cargo de liderança no mundo corporativo.

E para quem cogita trocar o emprego tradicional por uma carreira no digital, Lucas Estevam compartilhou algumas dicas de quem está há 15 anos nesse mercado. Confira:

1. Se planeje antes de pedir demissão

A boa notícia é que o caminho está mais fácil para quem quer viver de internet nos dias de hoje, segundo Lucas Estevam. E com um bom planejamento, é possível desenhar uma transição de carreira de uma forma mais suave e menos arriscada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por exemplo, é possível se inspirar na trajetória de outros creators e traçar uma estratégia de conteúdo conforme o funcionamento de cada rede. Ele explica:

“Hoje, sabemos que plataformas como YouTube e Facebook monetizam por visualização. Portanto, dá para começar a postar conteúdo antes de pedir as contas, e assim, já ter um dinheirinho entrando na conta”.

2. Tenha mais de uma fonte de renda

“A melhor dica que eu posso dar é você ter mais de uma fonte de renda para poder mergulhar de vez no digital”, aconselha Estevam.

Afinal, pode levar um tempo até que seu perfil ganhe tração e comece monetizar. Além disso, a renda no digital é volátil. Mesmo criadores consolidados enfrentam oscilações relevantes, especialmente quando dependem de publicidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É aí que entra um dos grandes erros: a ideia de que basta um conteúdo viral ou um primeiro contrato de publicidade para pedir demissão e achar que a vida na internet está garantida.

“Não é todo mês que você consegue fechar publicidade. Tem mês que entra muito dinheiro, já outros que não entram nada”, expõe o influenciador.

A recomendação, portanto, é evitar depender de uma única fonte de renda, especialmente no início.

3. Para quem não quer largar tudo, o meio do caminho existe

Especialmente depois da pandemia, o avanço do home office e do modelo híbrido de trabalho ampliaram as possibilidades para quem quer ter mais liberdade, mas sem romper com o modelo tradicional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse cenário, o modelo híbrido pode ser o mais acessível para a maioria das pessoas, permitindo encaixar viagens ao longo do ano e manter uma fonte de renda estável.

Já para quem deseja se tornar um nômade digital, a alternativa é buscar trabalhos 100% remotos, que o permitam trabalhar e viajar o mundo ao mesmo tempo.

Nesse cenário, não importa a profissão: o conhecimento de milhas pode ajudar a todos que sonham em viajar mais gastando menos. Especialista em milhas aéreas, Lucas Estevam compartilhou duas dicas com Seu Dinheiro que podem te ajudar nesse quesito: 

  • Não dependa apenas do cartão de crédito para juntar milhas

“Um bom cartão de crédito vai te dar de 5 a 10% das suas milhas. O ideal é focar em compras bonificadas com seus próprios gastos do dia a dia, por exemplo, com mercado, Uber, roupa e gasolina”, explica o influenciador. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio de programas de recompensa, como a Livelo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Foque em apenas um ou dois bons Programas de Fidelidade

“Muitos começam a acumular milhas em vários Programas de Fidelidade (como Latam Pass, Smiles, Tudo Azul). No final do dia, o ideal é você juntar suas milhas em um ou dois programas de fidelidade”.

Lucas Estevam viajando de classe executiva com milhas aéreas - Imagem: Reprodução/Instagram
Lucas Estevam viajando de classe executiva com milhas aéreas - Imagem: Reprodução/Acervo
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Airbnb agora permite locação de veículos pelo app 1 de outubro de 2026 - 10:30
Novo ranking de países para se aposentar considera critérios como qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, processo de residência e custos 30 de setembro de 2026 - 15:40
Novo Corolla será inspirado em um protótipo apresentado durante a Japan Mobility Show de 2025 e chegará ao Japão em outubro 30 de setembro de 2026 - 11:30
Colagem de Ronaldo Nazario acenando e Simulação de Reserv Beach Club ao fundo 30 de setembro de 2026 - 8:16
Obra anti-brexit de Banksy vai a leilão no Reino Unido 29 de setembro de 2026 - 16:50
Daniel Vorcaro, Paulo Gonet e outras autoridades se reuniram no George Club, em Londres, para noite regada a uísque e charuto 29 de setembro de 2026 - 9:16
Spa Desert Rock, na Arábia Saudita, ganhou prêmio de melhor design de spa em 2026 28 de setembro de 2026 - 16:41
Avião da Singapore Airlines voando acima das nuvens sob céu azul. 28 de setembro de 2026 - 13:15
Herengracht, um dos canais de Amsterdã; à frente, batatas do Fabel Friet 28 de setembro de 2026 - 8:16
Várias panelas de fondue sobre mesa de madeira 26 de setembro de 2026 - 10:00
Punta Del Este, vista aérea 26 de setembro de 2026 - 8:00
Montagem ao fundo mostra símbolos de fabricantes de veículos e a bandeira da China. Em primeiro plano, um homem grisalho e de barba. Ao lado dele, a pergunta: Adeus Fiat e Volkswagen? 25 de setembro de 2026 - 12:15
Novo tênis da Gucci não é produzido na Itália 25 de setembro de 2026 - 9:16
Organic Festival acontece em setembro em Trancoso, na Bahia 25 de setembro de 2026 - 8:16

GASTRONOMIA LOCAL

Organic Festival: em Trancoso, a comida vira conversa sobre o futuro

25 de setembro de 2026 - 8:16
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar