O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em entrevista ao Seu Dinheiro, diretora de marcas da Reserva revela a estratégia de expansão da empresa em 2026, com uso de IA e parcerias com clubes brasileiros
Dentro do organograma da Azzas 2154 (AZZA3), a Reserva deixou de ser apenas uma unidade de moda para atuar como o principal pilar de rentabilidade do grupo. No terceiro trimestre de 2024, a divisão masculina entregou um salto de 19,2% no faturamento líquido. No mesmo período em 2025, uma nova alta, agora de 23%. O crescimento sólido superou as projeções de analistas e trouxe tração para a holding em um momento de ajustes internos.
O movimento ocorre sob o comando de Joana Bittencourt, executiva que soma oito anos de casa. Foi ela, aliás, a arquiteta de verticais estratégicas, como a Reserva Go e a linha infantil. Com a transição da antiga liderança consolidada, a meta para 2026 é testar a capilaridade da marca em escala nacional, mas preservando margens brutas que se mantêm no patamar de 60%.
Essa trajetória de expansão se pavimentou ao longo de quase uma década, transformando a etiqueta carioca em uma plataforma multissetorial.
O caso de maior sucesso é justamente a Reserva Go, a divisão de calçados que hoje movimenta R$ 300 milhões anuais e abocanha inclusive cerca de um quinto da receita total da marca. Joana, que liderou a criação desta vertical antes de assumir a diretoria-geral, aponta que o movimento validou a elasticidade do portfólio.

"A Reserva Go provou que o nosso DNA é escalável para novas categorias, desde que operemos com processos rigorosos e autonomia criativa", explica a executiva.
Para evitar que a identidade da marca se dilua dentro de uma estrutura corporativa de grande porte, a estratégia central foi a internalização da comunicação. A Reserva mantém um departamento de marketing próprio com 80 profissionais, eliminando, portanto, a dependência de agências externas.
Leia Também
Segundo Joana, essa autonomia é o que garante a velocidade de resposta da marca. O resultado veio, por exemplo, em 54 campanhas no último ano (uma média superior a uma ação por semana). "O marketing in-house nos permite manter o que chamamos de Efeito Reserva: a entrega de diferenciais claros em cada produto para proteger o valor de mercado e evitar a comoditização", afirma.

Essa engrenagem se sustenta sobre uma cultura de alinhamento constante, onde cada sessão de trabalho reforça os pilares da empresa. O objetivo é garantir que a agilidade de execução não se perca na burocracia da holding. Joana recorda que a primeira unidade focada apenas em calçados saiu do papel em apenas 30 dias.
"Manter essa mentalidade de agilidade é o que nos permite reagir às tendências em tempo real, mesmo dentro de uma estrutura de capital aberto", pontua.
Onipresente no eixo Rio-São Paulo, a Reserva ainda lida com uma forte concentração regional, com 70% das vendas vinculadas ao Sudeste. Para nacionalizar a operação até 2026, a empresa identificou no futebol a ferramenta ideal de penetração.

Por meio de acordos com 12 clubes brasileiros, a marca utiliza o engajamento das torcidas para entrar em praças como Bahia e Goiás. Para a gestora, a lógica é de eficiência financeira. "O clube funciona como um embaixador orgânico, reduzindo o custo de aquisição de clientes (CAC) em regiões onde ainda estamos buscando tração", analisa Joana.
No mix de produtos, por outro lado, a aposta recai sobre a linha Sprint, voltada ao vestuário esportivo de uso casual (athleisure), e na expansão do projeto "Faça Você".
O serviço de personalização agora ganha espaço físico por meio de quiosques em shoppings, um formato de baixo investimento fixo e retorno acelerado. Joana Bittencourt destaca que o foco no longo prazo também é alimentado pela infantil Reserva Mini, revelando um dado estratégico de retenção.

"Hoje, 80% do nosso público infantil permanece fiel à marca ao atingir a idade adulta, o que garante uma perenidade importante para o faturamento", diz.
A tecnologia é o que viabiliza o crescimento sem sacrificar o lucro líquido. A inteligência artificial, aliás, foi integrada ao fluxo de trabalho, desde o detalhamento técnico das coleções até o suporte ao varejo.
No canal digital, que responde por mais de 30% do negócio, sistemas automatizados aceleram a vitrine virtual. Já no segmento de atacado, por outro lado, a tecnologia reduziu drasticamente o tempo de elaboração de catálogos de vendas.
"O que antes exigia uma semana de trabalho manual, hoje a IA resolve em menos de cinco minutos", detalha a executiva.
Na linha de frente, as lojas utilizam o ReGBT. Trata-se um assistente virtual via WhatsApp que entrega argumentos de venda e sugestões de estilo aos vendedores em tempo real.
"O nosso foco é consolidar a perenidade do lucro dentro do portfólio da Azzas 2154, utilizando a tecnologia como o principal alicerce de escala", afirma.
A atual posição da Reserva no mercado de capitais remete à sua fundação em 2004. Na época o modelo de negócio foi validado a partir de um estoque reduzido de bermudas e camisetas.

A escalada operacional chamou a atenção dos investidores em 2020, quando a Arezzo&Co efetuou a compra do ativo por aproximadamente R$ 715 milhões.
Naquele momento, transição foi lida como um movimento estratégico para diversificar o portfólio da família Birman. Era, então, o alicerce fundamental para a posterior fusão que originou a Azzas 2154.
Historicamente, o diferencial da marca residiu na capacidade de monetizar comportamento, transformando o vestuário em uma plataforma de comunicação. Com a integração à holding, porém, o desafio migrou para a transposição desse patrimônio intangível para uma estrutura de governança de capital aberto.
O retrospecto de lançamentos, que abrange desde a bem-sucedida vertical infantil até vitrines focadas em diversidade, agora serve de parâmetro para a expansão em novas frentes. Sob a liderança de Joana Bittencourt e a estrutura da Azzas, a Reserva deixa o posto de grife carioca para se consolidar como uma operação de varejo de precisão, respondendo a metas trimestrais agressivas enquanto preserva sua relevância de marca.
Considerado o chocolate mais caro (e raro) do mundo, produto é de marca sul-americana e feito com apenas dois ingredientes
Sabores brasileiros e aposta na filosofia “bean to bar” marcam as novidades da temporada de chocolates deste ano; confira os melhores
Marcas de automóveis de luxo suspendem os envios de carros para o Oriente Médio; região é uma das mais rentáveis no segmento
Sophie Grenier de Warrens, líder em estratégia e inovação na agência francesa extreme agency, conta em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro como funciona seu trabalho de “rastreadora” de tendências
No SXSW 2026, uma mudança definitiva na forma de ler insights; no Brasil, uma fórmula de sucesso no entretenimento ao vivo
Novo Challenger 100 acontece no Jockey Club de São Paulo; torneio recebe “lendas do tênis” em partidas amistosas e brasileiros na chave principal
Em segunda rodada do Masters 1000 de Miami, brasileiro de 19 anos enfrenta pela primeira vez o espanhol Carlos Alcaraz, de 22; veja onde assistir e estimativas de quem pode ganhar a partida
Mariana Poli, gerente de comunicação da Flash, conferiu de perto a edição histórica do South by Southwest; ao Seu Dinheiro, ela conta como festival ajustou o foco para a importância do elemento humano na tecnologia e nas relações
Além de não exigir visto para brasileiros, o real é mais forte que a moeda tailandesa
Após marcar presença no The Town, Backstage Mirante estreia no Lollapalooza com experiência de acesso exclusivo, vista privilegiada e open bar/open food
Conversamos com Marcelo Beraldo, diretor artístico do Lollapalooza Brasil, para entender como a forma de fazer festivais mudou na última década – e como isso afeta os artistas que você vai assistir neste fim de semana
Do jogo de mesa à sobremesa, detalhamos as experiências gastronômicas na primeira classe da AirFrance, Emirates e mais
Relógios usados por Kumail Nanjiani, Zendaya, Ryan Coogler e Timothée Chalamet estão entre os mais caros da premiação; veja modelos e preços
Rótulo especial “Adote o Black” é um vinho que promove a ONG Adote Dog e se junta às boas novidades do menu da casa paulistana
Braço premium do grupo Chery, chinesa Jetour aposta em design robusto, motorização híbrida plug-in e preços acessíveis
Após dois anos de pausa, John Galliano volta à ativa no mundo da moda – dessa vez, assinando coleções sazonais da Zara
‘Santo Graal’ para colecionadores, par de barris do whisky Karuizawa são vendidos a preço recorde em leilão (e talvez, pela última vez); mas por que o destilado é tão valioso?
Casio G-SHOCK nano DWN-5600 tem 1/10 do tamanho, mas mantém funções do modelo original; aos detalhes
Do driver ao codec, explicamos os features indispensáveis em um over-ear e indicamos os melhores modelos para comprar em 2026
Relógios de Wagner Moura e Gabriel Leone foram avaliados pela imprensa internacional entre os melhores da premiação; atriz Maria Fernanda Cândido também se destacou com joias Tiffany