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Valorização no preço dos imóveis ficou bastante acima da inflação, com metro quadrado chegando a R$ 14 mil na capital mais cara

Os preços de venda dos imóveis residenciais no Brasil encerraram 2025 com a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos. Segundo o Índice FipeZAP, a alta acumulada no ano foi de 6,52%, atrás apenas de 2024 (+7,73%).
O resultado ficou acima do desempenho do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a prévia oficial da inflação do país. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o índice avançou 4,41%.
O índice oficial de inflação do país, o IPCA, será divulgado na próxima sexta-feira (9). A projeção do mercado é de que o indicador tenha fechado 2025 com alta de 4,31%.
O aumento consolida mais um ano de ganho real para o setor. Quer se confirme ou não, a variação nos preços de venda dos imóveis ainda terá superado a inflação do país com ampla margem.
A economista do Grupo OLX, Paula Reis, afirma que a economia brasileira como um todo deve fechar 2025 com bons resultados. O mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego nas mínimas históricas, é um dos principais propulsores do mercado imobiliário, devido ao ganho de renda da população.
O levantamento da FipeZAP mostra que o movimento de valorização no preço de venda dos imóveis aconteceu em todas as 56 cidades acompanhadas pelo índice ao longo do ano.
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Entre as capitais, o maior destaque foi Salvador, com alta de 16,25%. Na sequência aparece João Pessoa, com avanço de 15,15%, e Vitória, com 15,13%.
Em mercados mais maduros, como São Paulo, a alta chegou a 4,56%, mais em linha com a inflação. No Rio de Janeiro o avanço dos preços foi um pouco mais além, chegando a 5,21%.
Quando se olha para o preço por metro quadrado (m²), a posição das capitais muda um pouco. Vitória sai do terceiro lugar e vai para o primeiro, com um custo médio de R$ 14.108 por metro quadrado. Depois vem Florianópolis, com R$ 12.773 por m² e São Paulo, com R$ 11.900/m².
Em dezembro, o preço médio nacional de venda de imóveis residenciais foi de R$ 9.611 por metro quadrado. Unidades de um dormitório apresentaram o maior valor médio (R$ 11.669/m²), enquanto as de dois quartos tiveram o menor (R$ 8.622/m²).
A desaceleração observada em dezembro sugere, segundo a FipeZap, um ajuste natural após dois anos de forte alta — 2024 e 2025. No entanto, Reis não vê, ao menos por ora, alguma reversão de tendência de aumento de preços.
Para a economistas, esse desempenho diante de uma taxa de juros tão alta mostra que o imóvel segue como um dos ativos mais resilientes do mercado brasileiro, preservando valor mesmo em cenários desafiadores.
| Capital | Variação acumulada em 2025 (%) | Preço médio dez/2025 (m²) |
|---|---|---|
| Salvador (BA) | 16,25 | R$ 7.972 |
| João Pessoa (PB) | 15,15 | R$ 7.970 |
| Vitória (ES) | 15,13 | R$ 14.108 |
| São Luís (MA) | 13,91 | R$ 8.617 |
| Fortaleza (CE) | 12,61 | R$ 8.963 |
| Belo Horizonte (MG) | 12,03 | R$ 10.642 |
| Belém (PA) | 11,75 | R$ 8.341 |
| Natal (RN) | 9,26 | R$ 6.146 |
| Curitiba (PR) | 9,08 | R$ 11.686 |
| Florianópolis (SC) | 8,65 | R$ 12.773 |
| Índice FipeZAP | 6,52 | R$ 9.611 |
| Cuiabá (MT) | 6,41 | R$ 6.801 |
| Teresina (PI) | 6,26 | R$ 5.789 |
| Maceió (AL) | 6,18 | R$ 9.836 |
| Porto Alegre (RS) | 5,39 | R$ 7.505 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 5,21 | R$ 10.830 |
| Campo Grande (MS) | 5,2 | R$ 6.330 |
| Recife (PE) | 4,57 | R$ 8.446 |
| São Paulo (SP) | 4,56 | R$ 11.900 |
| Manaus (AM) | 4,29 | R$ 7.189 |
| Brasília (DF) | 4,05 | R$ 9.754 |
| Goiânia (GO) | 2,55 | R$ 8.139 |
| Aracaju (SE) | 2,23 | R$ 5.282 |
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