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Reajuste de 3,9% vale para aposentadorias e benefícios acima do salário mínimo; veja regras, datas e quem chega no teto

Todo início de ano traz reajuste, conta nova e dúvida velha. Quanto dá para receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) agora? Em 2026, o teto previdenciário voltou ao centro da conversa depois que o governo atualizou os valores pagos pelo instituto.
Desde 1º de janeiro, os benefícios pagos pelo INSS acima do salário mínimo foram reajustados em 3,90%, percentual equivalente ao INPC. Com isso, o teto previdenciário passou a ser de R$ 8.475,55, segundo a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro.
O teto do INSS é o valor máximo que um segurado pode receber em aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo regime geral da Previdência.
Não importa quanto a pessoa ganhava no auge da carreira: ninguém recebe acima desse limite pelo INSS.
Em 2026, esse valor máximo ficou em R$ 8.475,55, após o reajuste de 3,9%.
O teto não é para muitos, mas também não é exceção. Hoje, mais de 12,2 milhões de benefícios pagos pelo INSS têm valor acima do piso nacional. São segurados que:
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Esses segurados começam a receber os valores corrigidos a partir de 2 de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.

Para quem ganha o valor mínimo, a regra é outra. O piso previdenciário acompanha o salário mínimo nacional, que em 2026 passou a ser de R$ 1.621,00.
Esse grupo é maioria: cerca de 21,9 milhões de pessoas recebem exatamente o piso.
Os pagamentos com o novo valor ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o número final do benefício (sem considerar o dígito após o traço).
A portaria também atualizou os chamados valores de referência, usados nos cálculos previdenciários:
Na prática, isso define quanto o trabalhador pode contribuir e até onde essa contribuição conta para o futuro benefício.
As faixas de contribuição ao INSS também foram atualizadas para empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. As alíquotas seguem progressivas, como no Imposto de Renda:
Essas contribuições incidem sobre os salários de janeiro, mas só são recolhidas em fevereiro, já que o pagamento sempre ocorre no mês seguinte.
Além das aposentadorias, alguns benefícios também tiveram valores atualizados:
Quem começou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio a partir de 1º de janeiro de 2025 não recebe o reajuste cheio. Nesse caso, o aumento é proporcional, conforme o mês de concessão do benefício.
Para quem já contribuía antes da reforma da Previdência, as regras de transição continuam avançando e ficaram um pouco mais duras neste ano:
O segurado pode conferir tudo sem sair de casa pelo Meu INSS: site ou aplicativo (meu.inss.gov.br), com login gov.br, ou pela Central 135: atendimento gratuito, de segunda a sábado, das 7h às 22h. Basta informar o CPF e confirmar alguns dados cadastrais.
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