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Órgãos do Reino Unido emitem alerta sobre casos de doença grave e mortes possivelmente associadas a medicamentos para emagrecimento e diabetes

A popularidade das 'canetas emagrecedoras', como o Ozempic, o Wegovy e o Mounjaro, disparou nos últimos anos, com milhões de pessoas recorrendo às injeções para emagrecimento ou controle da diabetes tipo 2.
No Reino Unido, cerca de 1,6 milhão de pessoas usaram injeções para perda de peso em 2024, segundo a pesquisa mais recente do University College London.
Mas a Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), a agência reguladora de medicamentos no Reino Unido, fez um alerta: há relatos suficientes de pancreatite grave e até mortes em pessoas que usaram esses medicamentos, o que levou as autoridades a emitirem um alerta público de segurança.
A pancreatite é uma inflamação no pâncreas que pode ser extremamente dolorosa e potencialmente fatal. Em quadros mais severos, a inflamação pode levar à necrose de tecidos, falência de órgãos e morte.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa no abdômen que pode irradiar para as costas, náuseas e vômitos, sinais que exigem atendimento médico imediato.
Segundo os dados compilados pela MHRA, órgão equivalente à brasileira Anvisa, ao longo dos últimos anos:
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No mesmo período, cerca de 25 milhões de embalagens desses medicamentos foram dispensadas no Reino Unido.
Um ponto fundamental é que não existe, até agora, evidência científica definitiva de que esses medicamentos causem a pancreatite. O que foi observado são relatos suficientes para gerar preocupação e monitoramento mais atento.
Os medicamentos em questão (Wegovy, Mounjaro e outros) atuam como antagonistas de receptor GLP-1, influenciando hormônios ligados a apetite e glicemia. Eles são amplamente prescritos para controle de diabetes tipo 2 e, em doses maiores, para tratamento de obesidade.
O sinal de alerta existe porque, em termos clínicos, o pâncreas é um órgão sensível e inflamações ali podem progredir rapidamente. Quando a ocorrência dessas inflamações aparece em um número acima do esperado em usuários de um mesmo medicamento, os órgãos de saúde precisam investigar.
Ainda assim, tanto a MHRA quanto fabricantes como Novo Nordisk e Eli Lilly enfatizam que esses medicamentos continuam considerados seguros quando usados sob prescrição médica e monitoramento adequado, e que os benefícios geralmente superam os riscos para a maioria dos pacientes.
A Dra. Alison Cave, diretora de segurança da MHRA, afirmou que “a segurança do paciente é a principal prioridade da MHRA e monitoramos continuamente a segurança e a eficácia de todos os medicamentos licenciados.”
Pacientes com uso desses medicamentos devem procurar atendimento médico imediato se apresentados sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou vômitos.
Médicos devem monitorar cuidadosamente quaisquer sinais que possam indicar inflamação pancreática.
“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados.”
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