O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
A MRV (MRVE3) tirou do papel a maior operação individual do plano de desenvestimento da Resia, subsidiária norte-americana que vinha sendo o calcanhar de Aquiles da construtora mineira.
Em documento divulgado na noite de ontem (30), a companhia informou que vendeu o empreendimento Tributary por US$ 72 milhões. O ativo é composto por 433 unidades e está localizado em Geórgia, nos Estados Unidos.
A divisão norte-americana, que constrói imóveis para locação, vem pesando nos balanços da MRV nos últimos anos, por conta do ciclo de aumentos dos juros nos EUA. Com o cenário mais restritivo por lá, os investidores passaram a exigir mais retorno para comprar imóveis, derrubando o valor dos ativos residenciais.
Em 2025, a construtora decidiu colocar um ponto final no sonho americano, retirando a Resia da estrutura societária do conglomerado mineiro. Segundo a MRV, o plano de desinvestimento prevê aproximadamente US$ 800 milhões em vendas até o fim deste ano.
Com a operação, somada às vendas dos terrenos Marine Creek e Tucker já divulgadas anteriormente, o total de ativos vendidos pela companhia no primeiro trimestre de 2026 já alcançou US$ 91,5 milhões, equivalente a cerca de R$ 480 milhões.
Leia Também
Já o total das vendas realizadas desde o início do plano de desinvestimento da Resia alcança cerca de US$ 241 milhões. Ainda falta vender ativos no valor total de US$ 559 milhões, de uma meta de US$ 800 milhões.
Para o Citi, a venda do projeto Tributary reforça o foco estratégico da MRV, que volta a realocar capital e atenção da gestão para seu principal negócio de habitação popular no Brasil.
Apesar das implicações construtivas da redução do endividamento, os analistas da instituição financeira destacam que o preço da transação é marginalmente negativo.
Segundo o Citi, a operação implica uma taxa de capitalização estimada em cerca de 6%, acima da taxa média de 5,3% anteriormente assumida pela empresa na época em que a baixa contábil foi divulgada.
Já o BTG Pactual avaliou que, embora a aceleração do desinvestimento seja positiva, ainda é difícil avaliar com precisão o que o negócio significa em termos de valor, já que há poucos dados operacionais dos ativos da Resia.
Os analistas do banco também destacaram que a MRV admitiu que consideraria vender alguns ativos abaixo da taxa de capitalização implícita em sua última baixa contábil, a fim de otimizar o momento.
Além disso, na visão do BTG Pactual, é necessário reduzir a alavancagem da construtora de forma mais significativa.
Apesar disso, o banco manteve a recomendação de compra para as ações da MRV devido ao momento positivo para o mercado de habitação de baixa renda e o "significativo potencial de valorização caso os resultados se normalizem no futuro", disse em documento.
O Itaú BBA também sugere cautela até que haja uma redução mais significativa do endividamento da empresa, embora avalie a operação como positiva para o grupo. Os analistas da instituição mantiveram recomendação neutra (market perform) para as ações MRVE3.
A venda do empreendimento Tributary já estava no radar dos mercados, já que a MRV vinha preparando o terreno da operação há meses. Na prévia operacional do quarto trimestre de 2025, a construtora mineira comunicou aos investidores que o empreendimento estava pronto para ser colocado à venda.
No início deste mês, durante o MRV Day, a gestão informou que avaliava uma alternativa para separar a Resia do restante do grupo. “Ela continuará existindo, mas em outro modelo societário. Vai chegar uma hora em que o acionista da MRV deixará de ter os ativos dela”, destacou Rafael Menin, CEO do grupo.
Segundo o executivo, a saída pode ocorrer por diferentes caminhos, como a entrada de um investidor parceiro na operação nos EUA, a venda total do negócio ou uma cisão — separação de parte do negócio para outra empresa.
Já o CFO da construtora, Ricardo Paixão, afirmou que a MRV ainda pode manter algum tipo de relação com a operação, participando de projetos específicos como parceira ou investidora. Assim, a companhia poderia continuar ganhando com alguns ativos remanescentes, sem assumir diretamente os riscos da construção.
Porém, antes de avançar no plano, o foco da construtora segue sendo a venda dos ativos da companhia lá fora, perseguindo a meta de US$ 800 milhões.
*Com informações da Broadcast
Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado
Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3
O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast
Bancos credores e os detentores de títulos de dívida estão entendendo que segregar os negócios de usinas e os de distribuição de combustíveis pode ter um sentido econômico relevante para todos
Principalmente pequenos comerciantes reclamavam que a empresa estava retendo recursos de vendas feitas em suas maquininhas de cartão. Alguns lojistas fizeram reclamações na internet de perdas de mais de R$ 100 mil em vendas feitas e não recebidas
Para quem investe em ITUB4, o anúncio é neutro no curto prazo. O banco destacou que a reorganização não terá impacto financeiro.
O Banco do Brasil anunciou a indicação de três novos nomes e o rodízio de outros 9 diretores; entenda a estratégia que deve ajudar o BB a bater as metas de 2026
No acumulado de 2026, o rali das ações da estatal é impressionante, com PETR 3 e PETR4 superando os 60% de valorização
Executivo deixa o posto por razões pessoais, enquanto conselho aciona headhunter para encontrar sucessor
O foco do investidor continua na dívida da empresa, a reestruturação da estrutura de capital e o resultado potencial para os acionistas minoritários
BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado
A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil
Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa
Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário