Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por menos da metade do que pagou há alguns anos
Ano novo, vida nova. Muitos iniciam esse período fazendo uma boa limpeza na casa e se livrando do que não é mais necessário ou não funciona mais. A Dasa (DASA3) fez exatamente isso.
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, além da empresa Neuro Imagens. Vendeu ainda a São Domingos Real Estate para a Venire Participações.
As companhias vendidas atuam na a prestação de serviços de atendimento médico hospitalar, oncologia, ambulatorial e prestação de serviços clínicos, assim como a prestação de serviços de medicina diagnóstica por imagem na região metropolitana de São Luis, no estado do Maranhão.
O comprador foi o antigo controlador do ativo, que desembolsou metade do que havia ganhado alguns anos antes. O Hospital São Domingos, localizado no Maranhão, havia sido adquirido em 2021 por cerca de R$2,5 bilhões, sendo R$400 milhões pagos em caixa e o saldo liquidado por meio da emissão de 12,5 milhões de ações da DASA aos antigos proprietários.
Essas três vendas foram avaliadas em R$ 1,2 bilhão, segundo fato relevante divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no dia 30 de dezembro. De acordo com relatório o BTG Pactual, esses ativos representam cerca de 21% do valor de mercado da companhia.
O BTG tem perspectiva neutra para as ações e preço-alvo de R$ 2,50. Hoje, os papéis são negociados a R$ 4,73, alta de aproximadamente 4,20% por volta das 10h30. Na bolsa, as ações da Dasa encerraram o ano em forte valorização. Em 2025, DASA3 acumulou alta de 138,95%.
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Reforço de caixa
A maior parte desse dinheiro será paga à vista; R$ 100 milhões serão embolsados em três parcelas até 2031, corrigidas pelo CDI. Essa entrada de capital pode ajudar no endividamento da empresa.
A operação está alinhada à estratégia da companhia de reduzir riscos de execução no processo de reestruturação.
Em setembro, a companhia já havia vendido suas operações na Argentina, que comprometiam a sua saúde, por R$ 704,8 milhões.
Segundo analistas, as vendas ajudaram na simplificação do portfólio e na redução do nível de endividamento da companhia.
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