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“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC
O início da Berkshire Hathaway surgiu há mais de 180 anos. Nas mãos do megainvestidor Warren Buffett, já são 60 anos. Mas ela poderá estar por aqui pelos próximos 100, diz o bilionário, que a transformou em um conglomerado que vale US$ 1,07 trilhão.
Ele afirmou que a companhia está mais bem posicionada do que qualquer outra empresa para perdurar no próximo século, ao passar as rédeas de CEO para seu sucessor, Greg Abel, a quem endossou fortemente.
"Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar", disse Buffett em entrevista à CNBC, trechos da qual foram exibidos nesta sexta-feira (2). A entrevista completa irá ao ar no dia 13 de janeiro.
Segundo Buffett, Abel vive uma vida considerada normal, e provavelmente os vizinhos do novo CEO não desconfiam que ele acaba de se tornar o maior responsável pelas decisões de uma companhia com quase 400 mil funcionários.
"A empresa espera viver por mais 50 ou 100 anos, e ninguém sabe o que vai acontecer, mas a Berkshire Hathaway tem mais chances de estar por aqui em 100 anos do que qualquer empresa que eu consiga pensar", afirmou o investidor.
Buffett entregou oficialmente o cargo de CEO a Abel na quinta-feira, dia 1º, encerrando uma trajetória de seis décadas no comando.
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O novo CEO, de 63 anos, assumirá o cargo no início do ano que vem, substituindo Buffett, de 95 anos, enquanto o megainvestidor permanecerá como presidente do conselho da companhia. Buffett possui cerca de US$ 149 bilhões em ações da Berkshire.
O conglomerado teve suas origens em uma empresa têxtil fundada em 1839 por Oliver Chace, mas a forma moderna da holding surgiu em 1955 com a fusão de duas companhias têxteis (Berkshire Fine Spinning e Hathaway Manufacturing), e Warren Buffett assumiu o controle em 1965.
Desde então, transformou uma fábrica têxtil em dificuldades em um conglomerado trilionário, com investimentos voltados para o longo prazo e abrangendo seguros, ferrovias, serviços públicos e marcas de consumo.
Com Estadão Conteúdo
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