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ALUGAR, VENDER OU... INVESTIR?

Salas comerciais estão em alta, e aluguel sobe mais de 10% — mas ainda perdem para a Selic

Na avaliação individual por localidades, os maiores valores médios de aluguel foram São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis

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Imagem: Canva Pro

Se você tem uma sala comercial dando sopa, é hora de colocá-la no mercado. Os preços de locação desses imóveis seguem avançando em ritmo acelerado, ultrapassando os valores de venda. Mesmo assim, o retorno do investimento ainda é inferior à Selic na comparação anual.

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Segundo o Índice FipeZAP, que acompanha a variação dos preços no setor, o aluguel de salas e conjuntos corporativos de até 200 metros quadrados subiu, em média, 0,89% em março. Já os valores de venda avançaram 0,30% no mesmo período.

O movimento coloca a locação praticamente em linha com a variação da inflação oficial medida pelo IPCA, que foi de +0,88% no mês, e acima do IGP-M, que registrou alta de 0,52%.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a diferença entre os dois mercados fica ainda mais evidente: enquanto os preços de venda subiram 0,58%, os de aluguel registaram ganhos de 3,26%.

Já no acumulado de 12 meses, os valores de venda de imóveis comerciais exibiram um aumento médio de 2,16%, enquanto os de aluguel cresceram 10,23%.

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Para efeito de comparação, os índices de referência registraram variações de +4,14% (IPCA) e -1,83% (IGP-M) no mesmo período.

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Retorno da locação de salas comerciais ainda perde para aplicações financeiras

Ainda segundo o índice, a rentabilidade média da locação comercial (rental yield) subiu para 7,35% ao ano até março, acima do retorno visto nos imóveis residenciais, que foi de 6,05%.

Apesar da melhora, o indicador ainda fica abaixo do ganho de aplicações financeiras consideradas conservadoras, que segue elevado em meio ao ambiente de juros altos. A Selic está em 14,75% ao ano. Portanto, uma aplicação conservadora no Tesouro Selic já renderia mais ao investidor.

Considerando as dez localidades em que os preços de imóveis comerciais são acompanhados pelo Índice FipeZAP, as taxas de retorno foram as seguintes:

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  • Salvador (10,73% ao ano);
  • Campinas (8,74%);
  • Rio de Janeiro (7,61%);
  • Brasília (7,53%);
  • São Paulo (7,24%);
  • Niterói (6,76%);
  • Florianópolis (6,73%);
  • Belo Horizonte (6,54%);
  • Porto Alegre (6,44%);
  • e Curitiba (5,96%).

De cidade em cidade: o preço por metro quadrado

Ainda de acordo com o Índice FipeZAP, o preço médio de salas e conjuntos corporativos foi de R$ 8.709 por metros quadrados para venda enquanto para a locação foi de R$ 51,63 por metros quadrados, em março.

Na avaliação individual por localidades, os maiores valores médios de vendas foram observados em São Paulo (R$ 10.491/m²), Curitiba (R$ 9.039/m²) e Florianópolis (R$ 8.894/m²).

Já no aluguel, os mais elevados foram registrados em São Paulo (R$ 60,31/m²), Rio de Janeiro (R$ 53,22/m²) e Florianópolis (R$ 51,37/m²).

Entre as cidades monitoradas pelo índice, a variação de preços apresentou comportamentos bem distintos em março. Na locação, os destaques ficaram com Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro, onde os valores avançaram 3,70%, 1,97% e 1,55%, respectivamente.

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Já nos preços de venda, a alta foi mais contida, com Porto Alegre (+0,87%), Curitiba (+0,66%) e Campinas (+0,61%) liderando a aceleração.

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