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A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

Após quase cinco anos da desestatização da refinaria de Mataripe, a Petrobras (PETR4; PETR3) voltou a colocar a unidade na mira. Em comunicado divulgado na noite de ontem (24), a estatal afirmou que avalia uma eventual compra da refinaria, que estaria entre as oportunidades de investimento e negócios analisados continuamente pela empresa.
A declaração é uma resposta ao questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou na última sexta-feira (20) que a Petrobras poderia recomprar o ativo.
“Eles venderam a refinaria na Bahia. Nós vamos comprar de novo. Pode demorar um pouquinho, mas vamos recomprar”, disse Lula em evento em Betim (MG).
Porém, segundo o documento divulgado pela Petrobras, a avaliação sobre o eventual negócio já havia sido informada no passado, em meio a estudos para uma parceria com o Mubadala. O projeto incluía a compra de participação acionária em Mataripe e em projeto de biorrefino.
A estatal ainda afirmou que não há “informações relevantes adicionais a serem divulgadas”.
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Antiga refinaria Landulpho Alves (RLAM), o ativo de Mataripe foi o primeiro a ser construído no país, em 1950, antes mesmo da criação da Petrobras.
A refinaria está localizada em São Francisco do Conde (BA) e possui capacidade de processar até 300 mil barris por dia de petróleo. Além disso, ela é responsável por 14% do refino de todo o país.
Porém, durante o governo de Jair Bolsonaro, a estatal vendeu o ativo. Ela realizou um acordo com o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre um programa de desinvestimento de ativos que não faziam parte da estratégia operacional da empresa.
O programa incluía oito refinarias, e a primeira a ser privatizada foi a Landulpho Alves, em dezembro de 2021. Ela foi vendida para o Mubadala Capital por US$ 1,65 bilhão (R$ 10 bilhões à época). O fundo faz parte do Mubadala Investment Company, um dos maiores fundos soberanos de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com mais de US$ 300 bilhões em ativos sob gestão globalmente
Já em maio de 2024, com Lula de volta ao Palácio do Planalto, o governo conseguiu um acordo com o Cade que desobrigava a gestão de vender as cinco refinarias restantes.
Além disso, desde a troca da gestão da Petrobras, em 2023, a direção da empresa manifesta interesse em recomprar a refinaria. A estatal já chegou a abrir um procedimento interno para avaliar a compra do ativo, enquanto a Controladoria-Geral da União (CGU) afirmou ter encontrado “fragilidades” na venda.
*Com informações da Broadcast.
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