Mais uma companhia aérea corta refeições na classe econômica e passa a cobrar por elas
Cortes no serviço de bordo de mais uma companhia aérea refletem mudanças no modelo de negócios do setor

Não é novidade que as companhias aéreas vêm reduzindo cada vez mais o seu serviço de bordo. Snacks industrializados e de baixa qualidade nutricional passaram a substituir os lanches. Já a variedade de bebidas se limita, muitas vezes, apenas a um copo de água.
Essa mudança ficou evidente nos voos domésticos brasileiros no decorrer dos últimos, mas também ocorre no cenário internacional. O caso mais recente envolve a Hawaiian Airlines, que anunciou o fim das refeições gratuitas na classe econômica em voos do Havaí para a porção continental dos Estados Unidos a partir de 1º de julho.
Mas isso não significa que os passageiros passarão fome. Isso porque eles poderão comprar as suas refeições em um cardápio de pré-venda. Os preços variam entre US$ 10 a US$ 17 e a refeição pode ser escolhida de duas semanas até 20 horas antes do voo.
Segundo a companhia, a medida integra um novo serviço a bordo, oferecendo aos viajantes uma maior escolha, melhor qualidade e conexão mais profunda com o Havaí. Mas será que é só isso que está por trás da decisão da Hawaiian Airlines?
A justificativa da Hawaiian
A cobrança de refeições de bordo, a qual a companhia se refere como o seu “novo programa gastronômico”, é uma parceria entre a Hawaiian e o Chef Simeon, um chef amplamente conhecido em Maui.
Segundo a empresa, o cardápio é elaborado e, ancoradas na cultura havaiana, as refeições são preparadas com ingredientes locais frescos até 12 horas antes de cada voo. Ao longo do ano, os itens serão revezados para introduzir novos pratos e manter a sazonalidade das opções.
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Seria uma forma de não só demonstrar hospitalidade, mas também de atender às preferências e necessidades alimentares dos clientes. A empresa também diz visar à sustentabilidade, uma vez que a produção sob demanda reduziria o desperdício de alimentos e embalagens.
Caso não queiram investir na experiência, serão servidos para os passageiros da classe econômica uma bebida de “boas-vindas”, biscoitos amanteigados, doces e chips de cebola havaianos.
Não integrarão o programa os voos de Nova York para o Havaí — com cerca de 10 horas de duração —, nos quais os passageiros receberão refeições de cortesia no primeiro trecho da viagem. No entanto, em voos com conexão, essa exceção deixará de valer.
Um movimento do setor todo
A Hawaiian Airlines não é a primeira a eliminar a oferta de alimentos gratuitos. A companhia australiana Virgin Australia e a americana Delta, por exemplo, também fizeram o mesmo, reduzindo drasticamente o serviço de bordo.
No Brasil, não há regulamentação específica sobre o tema, o que desobriga as companhias aéreas de fornecer alimentação em voos nacionais e internacionais.
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*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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