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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Petrobras (PETR4) puxa nova frente de minerais estratégicos em acordo com governo e BNDES

Iniciativa assinada nesta segunda-feira (22) prevê cooperação em pesquisa e análise de cadeias produtivas ligadas à transição energética

Assinatura de parceria foi realizada durante evento que contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante
Assinatura de parceria foi realizada durante evento que contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante - Imagem: Divulgação/BNDES

O Brasil deu mais um passo na agenda energética nesta segunda-feira (22). Durante um evento no Rio de Janeiro, a Petrobras (PETR4) firmou uma parceria voltada ao desenvolvimento de minerais críticos e estratégicos, com foco em inovação e novas cadeias produtivas.

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assinaram um protocolo de intenções para uma iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor.

O acordo entre o BNDES e a Petrobras prevê a troca de informações e análises sobre lacunas produtivas e tecnológicas relacionadas a projetos nas cadeias desses minerais, com atenção especial à transição energética e à descarbonização.

Petrobras e BNDES avançam em agenda de minerais críticos

“Os minerais críticos e estratégicos têm papel central para viabilizar tecnologias fundamentais à segurança energética e à transição energética justa”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

”Por meio dessa parceria com o BNDES, poderemos estudar oportunidades de sinergias com nossas atividades de óleo e gás e contribuir para o desenvolvimento de tecnologia e conhecimento, auxiliando o Brasil a se inserir nessa nova frente com protagonismo e competência, levando a um futuro de baixo carbono”, completou

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Mercadante também destacou a iniciativa ao lado do centro de pesquisas da estatal.

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“Estamos assinando um acordo junto com o Cenpes [o principal centro de inovação da Petrobras], e nós queremos também estender isso depois de uma parceria com a Vale [VALE3], para estudar minerais críticos”, disse.

Governo vê setor como estratégico para a indústria do futuro

Em outra frente, o presidente do BNDES afirmou que mapear a capacidade produtiva desses insumos é um passo estratégico. "Nenhum país vai liderar a indústria do futuro sem dominar o conhecimento sobre seus recursos estratégicos e tecnologias aplicadas.”

“Analisar a capacidade produtiva de minerais críticos é o primeiro passo para desenvolver oportunidades de investimento, agregar valor às nossas riquezas naturais e posicionar o Brasil nas cadeias globais de maior conteúdo tecnológico“, completou.

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O Brasil aparece entre os principais players globais em diferentes minerais estratégicos, sendo o terceiro maior produtor mundial de alumina, com a quarta maior reserva de estanho, a segunda maior reserva de grafite natural e presença entre os cinco maiores produtores de lítio.

O país também detém a quarta maior reserva de manganês e a terceira maior de níquel.

Leilão do ProFloresta+ prevê mobilizar R$ 450 milhões

O anúncio ocorreu durante a celebração dos 74 anos do BNDES e incluiu ainda os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta do banco e da Petrobras voltada à compra de créditos de carbono de alta integridade gerados a partir da restauração de áreas degradadas na Amazônia.

Foram selecionadas três empresas para fornecer cinco milhões de créditos de carbono, oriundos de projetos de restauração com espécies nativas no bioma amazônico.

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A iniciativa deve mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e permitir a captura de 5 milhões de toneladas de carbono.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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