Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

CEO CONFERENCE 2026

Até onde a Selic pode cair? BTG projeta cortes totais de 3 pontos nos juros este ano; questão fiscal é o principal risco

Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
10 de fevereiro de 2026
18:32
selic ação fundo imobiliário fii taxa de juros
Selic - Imagem: Rmcarvalho/iStock - Montagem: Giovanna Figueredo

Desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 15% mas sinalizou que o ciclo de flexibilização da política monetária pode começar em março, o mercado passou a se perguntar: até onde vão os cortes de juros ao longo do ano?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Tiago Berriel, sócio e estrategista-chefe do BTG Pactual, o cenário-base aponta para um corte total de 3 pontos percentuais em 2026 e, mais adiante, para uma redução acumulada de até 4,5 pontos percentuais na taxa básica de juros.

A avaliação foi feita durante um painel mediado por Stefanie Birman, sócia e estrategista do BTG Pactual, na CEO Conference 2026, nesta terça-feira (10). Segundo Berriel, a incerteza é elevada porque o país atravessa um ano eleitoral — um fator que, historicamente, aumenta a volatilidade.

“É muito difícil prever a trajetória dos juros este ano porque tem muita coisa acontecendo. Se a gente parar para pensar, a gente nunca teve, em ano eleitoral, uma perspectiva de ciclo tão grande”, afirmou.

Na visão do estrategista, o Banco Central deve começar de forma cautelosa. “A ideia é não acelerar muito. Eu acho que começa com 50 bps [0,5 ponto percentual, pp]. A gente vai ter algum desenvolvimento no cenário eleitoral, vai ter a definição de candidatos e, em geral, a gente pode ter ou não uma volatilidade cambial”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se as eleições de outubro ocorrerem sem grandes surpresas, Berriel vê espaço para uma aceleração maior no ritmo de cortes.

Leia Também

Mas ele ressalta que isso depende de algumas condições:

  • ausência de uma política fiscal mais expansionista;
  • ausência de novidades na linha de aumento de gastos;
  • indicadores de atividade sem surpresas fortes;
  • ausência de evento extremo no câmbio.

“A preço de hoje, isso significa que a gente não vai ter uma política fiscal muito mais expansionista, nem eventos cambiais extremos — ou seja, uma eleição calma, que não tenha tanto impacto no mercado”, disse.

Nesse cenário, a leitura é de que as próximas reuniões do Copom serão decisivas. “A gente tem nessas próximas duas reuniões um cenário mais claro. Corta os primeiros 100 bps e tem tempo para aprender um pouco mais sobre essa incerteza”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O alerta fiscal para o próximo governo

No mesmo painel, Mansueto Almeida, sócio e economista-chefe do BTG Pactual, chamou a atenção para a situação das contas públicas e defendeu a necessidade de controle de gastos, independentemente de quem venha a ocupar a Presidência da República.

Segundo ele, o atual governo precisou aumentar a arrecadação porque as despesas cresceram muito. “Para se ter uma ideia, o crescimento do gasto público federal nos últimos oito anos foi de 9%. A gente vai terminar esse governo com o gasto público federal em quatro anos subindo 20%”, disse.

Para Almeida, esse aumento de despesas ajuda a explicar o patamar elevado dos juros no país. “Como o governo gastou muito, levando a inflação para cima, o Brasil hoje tem a maior taxa de juros do mundo”, afirmou.

O economista destacou ainda que o país deve encerrar o ano com um déficit nominal médio de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — nível que considera elevado em comparação internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“França, Inglaterra e EUA, que têm um problema fiscal, têm déficit nominal de 5% a 6% do PIB”, disse.

Ele também relativizou a melhora recente de alguns indicadores. “Alguém pode falar: ‘mas a economia melhorou’. Na verdade, a melhora que a gente teve na inflação no ano passado em relação a este ano — a gente espera uma inflação de 4,5% neste ano — decorre, novamente, da maior taxa de juros do mundo”, afirmou.

VEJA TAMBÉM: Ibovespa nas máximas — bolsa já deu o que tinha que dar ou fluxo vai continuar?

Além disso, Almeida citou a desvalorização do dólar como outro fator, mas destacou que isso não veio de avanços internos.

“Não foi porque nós avançamos em reformas no Brasil. Foi o medo das políticas erráticas nos EUA que levou ao movimento de rotação de carteira e trouxe um fluxo muito grande de dinheiro estrangeiro para o Brasil”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, repetir a estratégia recente não é viável. “Não dá para repetir nos próximos quatro anos o que foi feito nos últimos quatro. Necessariamente, quando se fala em ajuste fiscal no próximo governo, tem que ser pelo lado da despesa, tem que segurar a despesa”, afirmou.

Crescimento do Brasil: limites à frente

Almeida também fez um alerta sobre as perspectivas de crescimento. Segundo ele, os fundamentos da economia brasileira não são favoráveis e será difícil repetir o desempenho dos últimos anos.

“O ciclo de crescimento do Brasil pós-pandemia partiu de um ponto em que o desemprego era 12%, havia muita gente que podia ser trazida de volta ao mercado de trabalho. Agora não: o desemprego no Brasil é de 5,1%”, disse.

Na avaliação do economista, o crescimento potencial do PIB é baixo. “Quando a gente discute qual é o crescimento do PIB potencial, temos muita dificuldade para ver um número acima de 1,5%, porque a força de trabalho do Brasil cresce 0,8% ao ano e a produtividade — se você for muito otimista — pode crescer 1%. Ou seja, crescer 2% já vai ser difícil”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem um ajuste fiscal pelo lado das despesas, o cenário fica ainda mais complicado. “Se a gente não melhorar o fiscal controlando a despesa, mesmo que seja um ajuste gradual, a gente não vai ter espaço para reduzir juros, a dívida vai continuar crescendo muito rápido e, em algum momento, isso será um enorme problema”, alertou.

EUA, Fed e o debate sobre juros

Quando o assunto é política monetária, os olhares também se voltam para os Estados Unidos. Eduardo Loyo, sócio do BTG Pactual, defendeu uma postura mais “hawkish” por parte do Federal Reserve (Fed).

“Para a política monetária norte-americana, na minha visão, seria mais adequado uma abordagem com mais disposição para viabilizar a desinflação que ainda está por fazer — a chamada ‘última milha’ — e também reduzir a chance de a inflação permanecer acima da meta de 2% do Fed, mesmo correndo o risco de que, por algum tempo, a inflação fique abaixo dos 2%”, afirmou.

Segundo ele, apesar desse argumento, quase todos querem ver os juros norte-americanos caírem. Atualmente, a taxa por lá está na faixa entre 3.50% e 3,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O governo norte-americano quer que os juros caiam, mas sem desagradar o mercado. E o mercado quer que os juros caiam, mas sem parecer que isso está sendo feito só para agradar o governo. Praticamente todo mundo quer que os juros caiam”, disse.

Loyo vê um cenário bem mais complicado para cortes nos EUA quando comparado ao Brasil. “As condições para cortar juros nos EUA são muito mais desfavoráveis do que no Brasil”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Mudanças na CNH

CNH se adapta à era dos carros elétricos: projeto de lei autoriza habilitados na categoria B a conduzirem automóveis mais pesados do que antes

25 de março de 2026 - 15:20

Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH

ISSO NUNCA ACONTECEU

‘Pix suspenso’ é fake news; o que acontece quando você não consegue transferir ou pagar pelo seu banco

25 de março de 2026 - 15:05

Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso

TOUROS E URSOS #264

Tinha uma guerra no meio do caminho: é hora de adequar a carteira ao ciclo de queda da Selic?

25 de março de 2026 - 14:30

Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais

DINHEIRO PARA EXPORTAR

R$ 15 bilhões na mesa: governo reforça crédito para empresas exportadoras em meio à tensão global e guerra no Irã

25 de março de 2026 - 11:28

Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)

NA MIRA

Fraudes de até R$ 500 milhões: PF mira CEO da Fictor em operação contra esquemas milionários — e ligação com Comando Vermelho entra no radar

25 de março de 2026 - 10:33

Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos

PRESSÃO DE LULA?

Petrobras (PETR4; PETR3) avalia recomprar refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala; entenda o que está em jogo

25 de março de 2026 - 10:13

A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia