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Mesmo com um ciclo de corte de juros, Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, e Laís Costa, analista da Empiricus Research, avaliam que a renda fixa não vai perder o brilho neste ano
Com a Selic a 15% ao ano, os investidores mantiveram os pés muito bem fincados na renda fixa durante 2025 — e viram os retornos chegarem à carteira.
Quem aplicou em títulos pós-fixados, que são os investimentos mais conservadores, surfaram, por exemplo, o retorno de 14,3% que o CDI (taxa de juros próxima da Selic) acumulou no ano passado.
Já na reta final do ano, o mercado começou a sinalizar que 2026 seria um ciclo diferente. A perspectiva de de novas altas nos juros ficou para trás, e os juros futuros responderam com fechamento da curva, valorizando os preços de mercado de títulos prefixados e indexados à inflação.
Com isso, os títulos prefixados saíram na frente e venceram a batalha da renda fixa. Os títulos públicos Tesouro Prefixado, por exemplo, chegaram a ter altas de 20% no ano. Já os papéis indexados à inflação ficaram um pouco para trás. Os títulos Tesouro IPCA+ tiveram altas no máximo em torno de 10% em 2025.
Em 2026, a expectativa do mercado é de cortes na taxa Selic até a casa dos 12% no fim do ano. Mesmo com a queda, porém, a taxa de juros seguirá em patamar restritivo. Ou seja, a renda fixa tende a continuar atrativa.
Porém, perseguir a rentabilidade de 1% ao mês pode ser uma tarefa mais desafiadora. Afinal, 2026 será um ano marcado pela volatilidade por conta das eleições presidenciais, que ocorrem em outubro.
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Para você conseguir manter a carteira equilibrada e seguir com bons retornos, Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, e Laís Costa, analista de fundos e renda fixa da Empiricus Research, indicam onde estarão as oportunidades — e os riscos — na renda fixa neste ano.
Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir em 2026. Eis a lista completa:
Historicamente, os ativos de renda fixa pós-fixados perdem apelo quando o Banco Central inicia cortes na taxa Selic. Em 2026, o cenário não deve ser diferente, sendo marcado por uma redução natural da atratividade desses títulos.
Porém, isso não quer dizer que é hora de se desfazer dos ativos. Os analistas avaliam que os papéis continuarão sendo essenciais para a carteira dos investidores, oferecendo uma rentabilidade ainda atrativa e com menor volatilidade.
Por isso, a recomendação é que os investidores não zerem suas posições. Até porque, é nos investimentos indexados à Selic e ao CDI que deve permanecer investida a sua reserva de emergência.
Enquanto isso, a disputa pela rentabilidade ficará mesmo para os prefixados e os indexados à inflação, ou seja, os títulos IPCA+. Laís Costa, analista da Empiricus, antecipa: nesse ano, será “uma boa briga” entre os ativos.
Ela observa que existe uma assimetria positiva nos prefixados, já que o mercado está precificando um cenário conservador em relação aos cortes na Selic.
A avaliação de Costa e Catalan é de que o Banco Central pode ter uma posição mais agressiva do que o mercado espera, o que poderia valorizar esses papéis ainda mais em 2026.
Porém, desta vez, quem se mostra mais atrativo mesmo são os títulos indexados à inflação, como o título público Tesouro IPCA+. Isso porque, embora possam render mais em certos períodos, os ativos prefixados carregam um risco maior.
E, em ano eleitoral, a questão fiscal pesa sobre esses papéis, já que, caso os gastos públicos saiam do controle, a queda da Selic seria restringida, e o investidor poderá ter perdas severas.
Enquanto isso, os ativos indexados à inflação estão pagando retornos em níveis historicamente elevados, chegando a IPCA + 8% no Tesouro Direto, após um 2025 de oferta recorde de títulos Tesouro IPCA+, o que "espremeu" os rendimentos.
Vale lembrar que, em 2025, o Tesouro Nacional realizou a segunda maior emissão de NTN-Bs (nome técnico do Tesouro IPCA+) já registrada, e o mercado de crédito privado também bateu recordes de emissão de títulos indexados à inflação.
Agora, a aposta para 2026 é que o juro real deve convergir para patamares mais normalizados, entre 5% e 6%, gerando ganho de capital para quem carregar títulos IPCA + 7% ou 8%.
Por isso, para esses papéis, os especialistas recomendam vencimentos mais longos, como 2050. Já para os prefixados, a indicação sobre onde investir em 2026 é dar preferência para vencimentos intermediários, por volta de 2030.
Não foram só os títulos prefixados que se destacaram em 2025. O investidor de crédito privado viveu um ano de fortes emoções, marcado por uma demanda colossal, impulsionada por um certo sentimento de FOMO (Fear Of Missing Out ou Medo de Ficar de Fora).
Isso porque, no início de 2025, a possibilidade de que ativos isentos de imposto de renda passassem a ser tributados entrou no radar dos investidores através da Medida Provisória (MP) 1.303.
A nova tributação pouparia os títulos emitidos anteriormente. Então, para garantir a isenção de IR por prazos longos, o mercado correu para o crédito privado incentivado, caso das debêntures de infraestrutura.
Porém, essa onda de investidores teve seu preço: o excesso de procura comprimiu os spreads (os prêmios pagos pelo emissor sobre os retornos dos títulos públicos equivalentes), que chegaram a patamares até negativos em alguns casos.
Apesar disso, os especialistas que participaram do painel de renda fixa do Onde Investir 2026 avaliam que a classe ainda é indispensável para quem busca rentabilidade e eficiência fiscal.
Com a MP tendo caducado em outubro do ano anterior, o fluxo de investidores deve se normalizar neste ano, mas o atrativo principal permanece: a isenção de imposto de renda para a pessoa física.
Além disso, embora o spread esteja baixo, os investidores seguem se beneficiando dos patamares elevados das taxas indexadoras, como a Selic e o IPCA.
Apesar do otimismo, os especialistas fazem um alerta em relação à sobrealocação em crédito privado, sugerindo que o investidor diversifique a carteira conforme os juros caiam.
Lais Costa prevê que os investidores inclusive diminuam a sobrealocação em crédito privado neste ano e recomenda que não se invista excessivamente nesta classe de ativo em 2026.
Além disso, para quem deseja manter a exposição às debêntures incentivadas, a recomendação é clara: prefira os fundos listados em bolsa aos fundos abertos tradicionais.
Como não permitem resgates, os fundos de debêntures incentivadas listados em bolsa não ficam sujeitos a ondas de resgates por parte dos investidores, que precisam vender suas cotas a outros investidores quando desejam sair do investimento.
Assim, os gestores não precisam vender ativos às pressas e a preços eventualmente baixos para honrar resgates, podendo manter o plano original de investimento de longo prazo nos títulos selecionados para a carteira.
Laís Costa, analista da Empiricus Research, recomenda os seguintes fundos listados: o Kinea Infra (KDIF11), o Sparta Infra (JURO11), o Itaú Fundo de Investimento Financeiro Classe de Investimento em Cotas de Fundos (IFRA11), o Capitânia FI-Infra (CPTI11), e o BTG Pactual Dívida FI-Infra (BIDI11).
2026 começou com fortes emoções no cenário geopolítico, porém, a boa notícia para os investidores brasileiros é que esses eventos externos não devem fazer pressão sobre o nosso cenário de juros.
A notícia ruim é que a renda fixa será fortemente influenciada pelos fatores domésticos, o que pode dificultar a busca por bons rendimentos. O principal obstáculo já está no radar: as eleições presidenciais.
A incerteza sobre qual será a política econômica do próximo governo e quais serão as diretrizes macroeconômicas para os quatro anos seguintes geram cautela no mercado.
Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, observa que a pressão sobre a curva de juros deve se intensificar no final de março, quando as candidaturas e os arranjos partidários serão oficializados. A definição das posições do jogo político costuma gerar volatilidade tanto no câmbio quanto nos juros, especialmente na parte mais curta da curva.
Há também o risco de que o equilíbrio nas contas públicas seja negativamente afetado já em 2026, em razão da corrida eleitoral, situação em que o governo incumbente tende a aumentar gastos de olho na reeleição. Isso também pode impactar a intensidade do ciclo de cortes na Selic.
Outro ponto que pode limitar a queda dos juros, mudando o cenário para a renda fixa, é a resiliência do mercado de trabalho, que vem registrando desemprego em mínimas históricas e ganhos saudáveis de renda.
Embora a projeção seja de uma inflação controlada em 2026, esse cenário pode gerar uma inflação persistente, limitando o espaço e o tamanho do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central.
Assim, se os juros caírem menos que o esperado em razão de todos esses fatores de risco, os pós-fixados continuarão ganhando, ao passo que títulos atrelados à inflação e especialmente os prefixados poderão ter um desempenho ruim.
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