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Crédito privado volta a ganhar fôlego, mas confiança ainda não retornou aos níveis do início de 2026

Recuperação dos ativos atrelados ao CDI impulsiona fechamento dos spreads, enquanto o segmento de infraestrutura continua exigindo prêmio adicional

Um home de terno preto e camisa branca segura uma placa escrita "Private lenders"
Imagem: iStock/Ildo Frazao

O mercado de crédito privado voltou a dar sinais mais claros de recuperação em maio. Depois da volatilidade que marcou os meses anteriores, os ativos indexados ao CDI retomaram força e registraram uma compressão relevante dos spreads, indicando uma melhora na percepção de risco por parte dos investidores.

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O principal destaque veio do IDA-DI, índice que acompanha debêntures atreladas ao CDI. O spread médio encerrou o mês em CDI+1,37%, com duration de 2,8 anos, o que representa um fechamento de 20 pontos-base em relação ao fim de abril.

Na prática, os investidores passaram a exigir um prêmio menor para carregar esses papéis, refletindo uma demanda mais consistente pelo segmento.

Apesar desse movimento, é importante notar que os spreads ainda permanecem acima dos níveis observados no início de 2026. Isso sugere que, embora o mercado tenha recuperado parte do terreno perdido, ainda não retornou ao nível de confiança que predominava no começo do ano.

A recuperação não foi uniforme

Enquanto os ativos indexados ao CDI apresentaram uma melhora mais evidente, o mercado de debêntures de infraestrutura seguiu uma trajetória diferente.

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O IDA-IPCA Infra registrou abertura de dois pontos-base frente às NTN-Bs ao longo de maio, encerrando o período com spread de 47 pontos-base. O movimento pode parecer pequeno em magnitude, mas reforça uma dinâmica que vem se consolidando nos últimos meses: os investidores continuam exigindo uma remuneração maior para ativos de prazo mais longo e maior sensibilidade às condições macroeconômicas.

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Essa diferença de comportamento entre os dois segmentos ajuda a explicar o atual momento do mercado de crédito. Em um ambiente ainda marcado por incertezas, o apetite por risco voltou a crescer, mas de forma gradual e seletiva.

Prêmio ainda atrativo

Mesmo com o fechamento observado em maio, os níveis atuais de spread continuam atrativos quando comparados ao histórico recente. Isso significa que o investidor ainda encontra remunerações interessantes, especialmente quando consideradas as características de risco e prazo dos ativos disponíveis no mercado.

Ao mesmo tempo, a manutenção de prêmios mais elevados em infraestrutura mostra que a busca por qualidade e previsibilidade continua sendo um fator importante na alocação de recursos. O mercado parece disposto a assumir risco, mas não a qualquer preço.

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O comportamento dos spreads em maio deixa uma mensagem clara: a recuperação do crédito privado está em curso, mas longe de ser indiscriminada.

O fechamento dos prêmios nos ativos atrelados ao CDI indica uma melhora das condições de mercado, enquanto a resistência observada no segmento de infraestrutura revela que os investidores seguem atentos aos riscos de longo prazo.

Em outras palavras, o mercado voltou a premiar o crédito, mas continua cobrando disciplina na precificação do risco.

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