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Veja o que BB Investimentos, BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos recomendam comprar na renda fixa em maio, especialmente entre os ativos isentos de IR
Os principais bancos e corretoras que costumam recomendar ativos de renda fixa mensalmente já divulgaram suas indicações para maio, de olho na mudança de expectativa em relação à taxa Selic que ocorreu em abril.
Com uma maior expectativa de recessão global após o tarifaço de Trump, o que contribuiria para esfriar a atividade e aliviar a inflação por aqui, os juros futuros caíram, e os economistas de mercado passaram a ver uma Selic terminando o ano abaixo dos 15% ao ano.
Há inclusive quem já fale na possibilidade de cortes na taxa básica de juros já a partir do último trimestre de 2025.
Outro fator que contribuiu para este alívio nas taxas foi a saída de recursos dos Estados Unidos para o restante do mundo, incluindo países emergentes, o que ajudou para o alívio no câmbio, também benéfico para a inflação.
Com isso, os títulos de renda fixa com parte ou toda a sua remuneração prefixada viram uma valorização em abril, especialmente os títulos públicos Tesouro Prefixado, mais sensíveis a essas mudanças na curva de juros no curto prazo.
Para o Itaú BBA, porém, esse contexto continua compatível com as alocações que o banco já vinha recomendando na renda fixa, "especialmente diante da manutenção do discurso firme por parte do Banco Central e da incerteza persistente sobre o cenário fiscal", dizem os analistas.
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Eles acrescentam que, apesar da valorização recente dos ativos de renda fixa, seguem vendo espaço para ganhos adicionais, em especial na parte intermediária e longa da curva, isto é, em títulos de médio e longo prazo.
Apesar de o elevado risco fiscal persistir, a queda nas perspectivas de inflação, reforçada pelo cenário externo e a baixa no preço do petróleo, "o cenário de política monetária ultra restritiva pode começar a perder tração nos próximos meses", diz o BBA.
Para as instituições financeiras que recomendaram títulos públicos para maio, os papéis indexados à inflação de prazos médios e longos foram os preferidos.
Na seleção da XP Investimentos, eles são representados por títulos de médio prazo (parte intermediária da curva): o Tesouro IPCA+ 2028 e o Tesouro IPCA+ 2030.
Nenhum dos dois está disponível na plataforma do Tesouro Direto, sendo necessário investir neles diretamente por meio da mesa de operações da corretora. Ambos remuneram acima de 7% ao ano + IPCA.
Já o Itaú BBA gosta de um título mais longo: o Tesouro IPCA+ 2040, disponível no Tesouro Direto e que, nesta terça-feira (6) pagava 7,27% ao ano acima da inflação para quem o comprasse hoje e o levasse até o vencimento.
Na opinião do banco, os títulos indexados à inflação com prazos a partir de cinco anos seguem como a principal alternativa para capturar o processo de desinflação previsto para os próximos anos, sem abrir mão da proteção contra surpresas inflacionárias. Além disso, o risco fiscal já está precificado.
Beneficiados pela Selic elevada, os títulos pós-fixados seguem, é claro, entre as recomendações. O Tesouro Selic 2028 continua tanto na carteira da XP quanto na do Itaú BBA, com a função de prover liquidez à carteira e reduzir a volatilidade.
O Itaú BBA é a única instituição a recomendar um título prefixado: o Tesouro Prefixado 2028, disponível no Tesouro Direto e que, nesta terça, pagava 13,60% ao ano para quem o adquirisse hoje e o levasse até o vencimento.
Esta aposta "no meio da curva" se deve ao fato de que a Selic provavelmente manterá seu patamar elevado, porém em queda, no médio prazo. A recomendação deste título, diz o Itaú BBA, é para quem tem horizonte de investimento superior a dois anos.
Entre os títulos bancários de renda fixa, que contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a XP Investimentos fez três indicações: dois Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e uma Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), sendo esta última isenta de imposto de renda.
Entre os CDBs foram recomendados o do Agibank com vencimento em 2028, que está pagando 107% do CDI; e o prefixado da Facta Financeira com vencimento em 2027, que paga, 15,30% ao ano.
Lembrando que essas são as remunerações disponíveis na plataforma da XP, podendo variar a depender da instituição financeira por meio da qual você adquire o papel.
A LCA, por sua vez, é do Sicoob. Ela vence em 2028 e paga 91% do CDI, já sem IR.
Entre as instituições financeiras que sugeriram títulos de crédito privado isentos de imposto de renda, como debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), o grande destaque do mês ficou por conta dos CRAs da BRF.
O de código CRA020002H1 com vencimento em 2030 e retorno de 7,30% ao ano + IPCA apareceu nas recomendações do BB Investimentos e também do Itaú BBA, o qual recomendou ainda outro CRA da mesma empresa, o de código CRA0210013B, vencimento em 2031 e remuneração de 7,70% ao ano + IPCA. Ambos são para investidores qualificados, aqueles que têm pelo menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras.
A XP, por sua vez, indicou o CRA da BRF de código CRA0250020C, com vencimento em 2035 e rentabilidade de 7,60% ao ano + IPCA. Este é voltado para investidores profissionais, aqueles com no mínimo R$ 10 milhões em aplicações financeiras.
Outra "figurinha carimbada" nas carteiras de crédito privado de maio foram as debêntures da Intervias com vencimento em 2038 (IVIAA0), com retorno de 7,60% ao ano + IPCA, também para investidores qualificados. O papel é indicado pelo Itaú BBA e pelo BTG Pactual. Na plataforma do BTG, no entanto, mesmo o público geral consegue investir no papel.
Finalmente, a Eletrobras aparece com debêntures em duas carteiras. O BB Investimentos indica a debênture ELET14, com vencimento em 2031, e a XP indica a ELET16, com vencimento em 2034, ambas para o público geral. Veja a seguir a íntegra das indicações de títulos incentivados de cada casa para maio:
Em sua análise, o BB Investimentos lembra que o prêmio das emissões de crédito privado (retorno extra frente à remuneração dos títulos públicos equivalentes) continua comprimido para os títulos isentos de menor risco (high grade), em função de uma demanda resiliente.
Assim, destacam os analistas, se faz necessário ter seletividade e cautela diante de um contexto em que juros e inflação em patamares ainda elevados tendem a pressionar o custo de financiamento, especialmente de companhias mais alavancadas.
Tendo em vista esse risco aumentado no longo prazo, o BB Investimento prefere emissores de alta qualidade e ativos de prazos médios de até cinco anos, vinculados a setores com maior previsibilidade de geração de fluxo de caixa, como os setores elétrico e do agronegócio.
Para o mês de maio, foram excluídos quatro papéis que estavam presentes na carteira de renda fixa incentivada do banco no mês passado, mas não por uma recomendação de venda, e sim pela redução do estoque disponível.
São eles: as debêntures da Equatorial (EQUA11) e da Jalles (JALL13) e os CRAs da BRF (CRA0220079D) e do Grupo Cereal (CRA02400AHX). A recomendação para quem já os tinha na carteira, no entanto, é manter.
Foi incluída a debênture da Equatorial Goiás (CGOS16) pela relação risco-retorno atrativa e pela solidez do grupo Equatorial. Confira a lista completa de recomendações do BB para maio:
| Título | Data de vencimento |
|---|---|
| Debênture Equatorial Goiás (CGOS16)* | 15/03/2036 |
| Debênture Eletrobras (ELET14) | 15/09/2031 |
| Debênture Eneva (ENEV15)* | 15/06/2030 |
| Debênture Isa Energia Brasil (TRPLA4) | 15/10/2033 |
| CRA BRF (CRA020002H1)* | 15/07/2030 |
| CRA JBS (CRA022008N6) | 15/09/2032 |
| CRA Boa Safra (CRA02500001)* | 15/01/2030 |
O BTG Pactual realizou, em maio, três inclusões na sua carteira de renda fixa. A primeira foi um CRA da Armac, empresa do setor de logística, que embora tenha alavancagem elevada, ainda é menos endividada que seus pares, além de ter uma posição de caixa confortável e ser líder no seu setor.
A segunda foi um CRI da Rede D'Or, que vem apresentando uma redução da alavancagem, além de ter uma posição de caixa robusta, segundo o BTG.
A terceira foi a debênture da Hélio Valgas, projeto de energia solar da Comerc (sua principal acionista e fiadora), que agora se encontra 100% operacional. O rating do papel foi elevado para AAA após a aquisição da Comerc pela Vibra Energia.
Foram excluídos da carteira o CRI da JHSF (24J2539865) e a debênture da Equatorial Goiás (CGOS28), mas não por uma recomendação de venda, e sim porque a demanda por esses papéis foi grande, reduzindo o estoque. A recomendação para quem já os tinha na carteira, no entanto, é manter.
Veja as indicações válidas para o mês, com as rentabilidades pagas nesta terça na plataforma do BTG:
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| CRA Armac (CRA022007KH)* | 15/06/2029 | IPCA + 8,19% | AA- |
| CRI Cogna (22E1321749)* | 15/07/2029 | IPCA + 8,84% | AA+ |
| CRA Raízen (CRA022008NB)* | 16/08/2032 | IPCA + 7,64% | AAA |
| Debênture Hélio Valgas (HVSP11)* | 15/06/2038 | IPCA + 7,73% | AAA |
| Debênture Intervias (IVIAA0) | 15/08/2038 | IPCA + 8,11% | AA- |
| CRI Rede D'Or (21D0862572) | 15/12/2038 | ND | AAA |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS14) | 15/05/2043 | IPCA + 9,21% | AA+ |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15) | 15/02/2044 | IPCA + 9,10% | AAA |
| CRA Rede Sim (CRA02500MC) | 18/02/2030 | ND | ND |
Veja as indicações válidas para o mês, com as rentabilidades informadas pelo Itaú BBA:
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Rumo (RUMOA2) | 15/02/2029 | IPCA + 6,90% | AAA |
| CRA Atacadão (Carrefour Brasil) (CRA02300W3Q) | 15/01/2031 | IPCA + 7,60% | AAA |
| Debênture Taesa (TAEEC4) | 15/09/2038 | IPCA + 7,10% | AAA |
| CRA BRF (CRA020002H1)* | 15/07/2030 | IPCA + 7,30% | AAA |
| CRA BRF (CRA0210013B)* | 15/05/2031 | IPCA + 7,70% | AAA |
| Debênture Intervias (IVIAA0)* | 15/05/2038 | IPCA + 7,60% | AAA |
| Debênture Taesa (TAEE26)* | 15/05/2044 | IPCA + 7,10% | AAA |
Veja as indicações válidas para o mês, com as rentabilidades informadas pela XP:
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| CRA BRF (CRA0250020C)** | 16/04/2035 | IPCA + 7,60% | brAAA (S&P Global) |
| Debênture Eletrobras (ELET16) | 15/09/2034 | IPCA + 6,85% | AA(bra) (Fitch) |
| CRA CMAA (CRA0240099F)* | 16/10/2034 | IPCA + 8,50% | brAA (S&P Global) |
| Debênture Sabesp (SBSPE3)** | 15/01/2035 | IPCA + 6,80% | AAA.br (Moody’s) |
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