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Donald Trump se aproxima do centésimo dia de seu atual mandato como presidente com taxa de reprovação em alta e interesse na sucessão do papa Francisco
Donald Trump iniciou o último fim de semana com uma viagem transatlântica.
Ao lado de algumas dezenas de chefes de Estado, o presidente dos Estados Unidos esteve em Roma, no sábado (26), para os funerais do papa Francisco.
Se Donald Trump e Jorge Mario Bergoglio divergiam em praticamente tudo, o presidente norte-americano reservou palavras respeitosas na despedida do pontífice.
Agora as atenções se voltam para o conclave. E Trump está mais interessado na eleição papal do que muitos supõem.
Os católicos são uma minoria nos EUA, mas ocupam postos-chave no atual governo. O vice-presidente JD Vance é um caso. A primeira-dama Melania Trump é outro.
Durante a breve passagem de Donald Trump pelo Vaticano, deu-se bastante atenção à conversa privada que ele teve com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
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Em meio a tantas galeras e batinas cardinalícias, nem todo mundo se deu conta de um breve contato de Trump com o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova York.
O norte-americano está longe de figurar entre os favoritos apontados por vaticanistas para a sucessão de Francisco.
Durante o papado do argentino Jorge Mario Bergoglio, as alas progressista e moderada ganharam espaço no colégio cardinalício e alguns de seus representantes despontam como os mais prováveis sucessores.
As chances de Dolan são consideradas pequenas, mas isso não impede Trump de impor pressão sobre os outros campos. Sabe como é conclave. Qualquer coisa pode acontecer.
Os cardeais vão se fechar no Vaticano em 7 de maio.
Depois disso, é esperar a fumacinha branca sair pela chaminé para conhecer o resultado.
De volta aos Estados Unidos, Donald Trump anunciou no domingo (27) que prepara um pacotaço para marcar seu centésimo dia de governo, amanhã (29).
Trump enviará ao Congresso dos EUA uma série de medidas referentes a cortes de impostos, segurança nas fronteiras e reformas nos gastos públicos.
Enquanto os detalhes não vêm à tona, Trump se aproxima do centésimo dia com o governo reprovado por 61% da população norte-americana. Trata-se de uma alta de sete porcentuais na série da pesquisa Reuters/Ipsos.
Já a aprovação caiu três pontos, para 34%.
A sondagem mostra ainda que o atual inquilino da Casa Branca tem taxa de aprovação superior à de reprovação apenas entre a população branca (50% a 46%).
Entre os hispânicos, fundamentais para a vitória de Trump em novembro de 2024, a taxa de reprovação saltou e agora é a mesma da observada no eleitorado total.
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