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Bússola para a segunda maior economia do mundo, o plano quinquenal 2026-2030 mostra até onde Xi Jinping pode ir na busca pela supremacia chinesa
“Vale, vale tudo... vale o que vier, vale o que quiser”. Se houvesse uma música para embalar a entrada da China em 2026, certamente seria esse clássico de Tim Maia. A segunda maior economia do mundo tem uma missão hercúlea no próximo ano: estancar a desaceleração indicada pelos dados recentes — e se mostra disposta a muita coisa para isso.
O próximo ano é especial para Pequim, já que marca o início do 15º plano quinquenal. E a proposta é ambiciosa, como de costume. A ideia é que a China seja capaz de competir e inovar em áreas dominadas por países desenvolvidos.
Para isso, o governo vai usar armas conhecidas, mas outras inusitadas também. O incentivo ao consumo doméstico e a tributação de camisinhas aparecem na mesma lista de prioridades de Xi Jinping, que busca fechar de vez as rachaduras do setor imobiliário ao mesmo tempo em que tentar liderar o boom tecnológico promovido pela inteligência artificial (IA).
Via de regra, os planos quinquenais da China servem de bússola para a economia do país. É nele que estão orientações sobre investimentos públicos e privados, prioridades tecnológicas e a reorganização de cadeias produtivas, para citar alguns exemplos.
Desde 2017, os planos quinquenais chineses exploram o conceito do desenvolvimento de alta qualidade, criado por Xi. Na prática, isso significa que Pequim tem como meta desafiar o domínio tecnológico dos EUA, colocando os chineses na linha de frente do setor.
O avanço nessa frente pode ser visto com o TikTok, com a gigante de telecomunicações Huawei e com o sistema de inteligência artificial DeepSeek.
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Acontece que, até agora, o modelo do avanço tecnológico chinês dependeu muito das inovações norte-americanas, a exemplo dos chips fabricados pela Nvidia.
Por isso, um novo lema introduzido por Xi em 2023 aparece com força agora: novas forças produtivas de qualidade.
O plano que vai de 2026 até 2030 é baseado em três frentes amplas: tecnologia avançada e IA, transição energética e descarbonização, e segurança econômica. Entre os principais pilares dessa frente ampla, estão:
Segundo a Capital Economics, o investimento da China em IA terá um forte aumento no próximo ano, mas as exportações devem contribuir menos para o crescimento.
Na execução do plano, os gastos fiscais devem se recuperar no início do próximo ano, com aumento da emissão de títulos do governo central, ainda de acordo com a consultoria britânica.
“Isso deve ajudar a evitar o aprofundamento da recente desaceleração, mas o crescimento em 2026 como um todo provavelmente será pelo menos um pouco mais fraco do que em 2025”, diz a Capital Economics.
O Bank of America elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês para acima do consenso, e agora espera avanço de 4,7% em 2026 e 4,5% em 2027.
“Com sinais positivos surgindo das recentes negociações comerciais e com a implementação de estímulos, os riscos para nossa previsão estão inclinados para cima”, diz o BofA.
Leia também: O bilionário que tem mais de 100 filhos em 12 países diferentes — e que promete dividir sua herança com todos eles
O mercado imobiliário da China é um dos pontos mais críticos da economia, por isso, o plano quinquenal tem como foco a “implementação vigorosa da renovação urbana”, juntamente com esforços para estabilizar o mercado imobiliário, prevenir e neutralizar riscos e melhorar a oferta de moradias a preços acessíveis.
O setor imobiliário da China, que já foi um dos principais motores do crescimento, está em declínio persistente desde meados de 2021, apesar das repetidas promessas do governo de fortalecer o segmento.
As fracas vendas de casas e a queda dos preços afetaram a confiança dos consumidores e dos proprietários de imóveis, sendo que cerca de 70% da riqueza das famílias está ligada ao setor imobiliário.
E os sinais de alerta não param de chegar. Na segunda-feira (22), a incorporadora China Vanke obteve aprovação para estender o período de carência para o pagamento de um título de 2 bilhões de iuanes com vencimento em 15 de dezembro.
O banco central da China indica que, durante o período do 15º plano quinquenal, o sistema financeiro deverá intensificar o foco em estabilidade e prevenção de riscos. Entre as prioridades estão o fortalecimento do arcabouço macroprudencial e a ampliação da coordenação entre políticas monetária, fiscal e regulatória.
O PBoC também reforça que a política monetária continuará considerando como objetivos centrais a estabilidade do crescimento econômico e a recuperação gradual dos preços, buscando manter condições adequadas de liquidez e custos de financiamento em níveis baixos, de forma a apoiar a economia real sem comprometer a estabilidade financeira.
No mercado de câmbio, o BC reitera o compromisso com o papel decisivo do mercado na formação da taxa de câmbio, com manutenção da flexibilidade do iuane.
Segundo o PBoC, a orientação das expectativas seguirá como ferramenta-chave para evitar movimentos excessivos e preservar a estabilidade da moeda em patamares considerados razoáveis e equilibrados.
O BC afirma que seguirá apoiando áreas estratégicas do desenvolvimento econômico e social, ao mesmo tempo em que reforça a linha de defesa contra riscos financeiros sistêmicos, em um contexto de transformações estruturais mais intensas na economia.
Mas nem só de fomento à tecnologia, ao desenvolvimento econômico e ao mercado financeiro é feito o plano chinês para crescer.
De olho na taxa de natalidade, que vem caindo há três anos seguidos, o governo chinês decidiu reverter a política do filho único como medidas pouco ortodoxas: vai impor taxas de até 13% sobre anticoncepcionais, incluindo camisinhas, dispositivos e medicamentos pela primeira vez em três décadas.
E não para por aí. Para incentivar os chineses a terem mais filhos, o governo também lançou medidas de incentivo que barateiam os serviços de cuidados infantis, como creches e jardins da infância. As medidas entram em vigor em janeiro de 2026.
Apesar de inusitadas, as propostas têm fundamento: o governo chinês teme sentir os mesmos impactos econômicos de Japão e Coreia do Sul, que sofrem com o envelhecimento da população.
A China está entre os países mais populosos do mundo, com 1,4 bilhão de pessoas, mas dados do Banco Mundial mostram que a população deverá cair para 1,25 bilhão em 2050.
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