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Valor que já foi sinônimo de tranquilidade financeira, hoje exige estratégia, diversificação e disciplina para não virar ilusão
A marca de R$ 1 milhão costuma ser vista como um divisor de águas na vida financeira. É a quantia que, em tese, permitiria ao investidor viver de renda e garantir tranquilidade no futuro. Mas, em 2025, será que esse valor ainda garante independência financeira? Especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro dizem que não.
Isso não significa jogar um balde de água fria no sonho do primeiro milhão. O planejador financeiro Jeff Patzlaff explica:
“Esse número rompe uma barreira psicológica importante. A partir dele, mesmo investimentos conservadores já começam a gerar renda mais visível. Mas é preciso encarar como um marco no caminho, e não como um ponto final”, afirma.
A solução, portanto, depende de variáveis que vão além do saldo na conta. Para viver de renda com R$ 1 milhão, é preciso olhar para três fatores-chave:
Para as análises e cálculos desta reportagem, o Seu Dinheiro considerou que o montante de R$ 1 milhão já existe — não se trata de um planejamento de acúmulo de capital, mas de manutenção para garantir a rentabilidade mensal.
Os especialistas consultados foram Bruna Pacheco, planejadora financeira e sócia da GT Capital; Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos; e Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets.
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No Brasil, a principal referência de retorno para a renda fixa é o juro, por meio da taxa CDI. Se um investidor tivesse aplicado R$ 1 milhão em um título atrelado a essa taxa em agosto de 2024, o ganho acumulado até julho de 2025 teria sido de 10,88%.
Em números reais: R$ 108,8 mil no bolso em 12 meses — algo próximo de R$ 9 mil por mês.
Nas ações, a conta pode ser feita usando o Índice de Dividendos (IDIV) como referência. No mesmo período, a carteira de boas pagadoras de proventos rendeu 11,83%. Isso equivale a R$ 118,3 mil no ano, ou pouco menos de R$ 10 mil por mês.
Na prática, uma renda mensal entre R$ 9 mil e R$ 10 mil colocaria o investidor em uma faixa confortável no país. Estamos falando de três vezes a média de R$ 3.057 registrada pelo IBGE em 2024.
Mas há dois poréns importantes:
O exemplo de 2020 deixa isso claro. Naquele ano, a taxa de juros caiu para a mínima histórica de 2% ao ano, enquanto o Ibovespa valorizou 2,92% e o IDIV recuou 1%. Com isso, a rentabilidade anual mal chegava a R$ 20 mil em uma aplicação de R$ 1 milhão.
Foi um ano excepcional? Sim. Mas o futuro é imprevisível e a renda gerada por um patrimônio depende das condições de mercado.
E a primeira (des)ilusão no “sonho do milhão” é justamente essa: não existe garantia de um retorno fixo e permanente.
Primeiro, é preciso entender quanto vale R$ 1 milhão — nada de filosofia, matemática mesmo.
A inflação — o aumento contínuo dos preços de bens e serviços ao longo do tempo — diminui o valor do dinheiro: R$ 1 milhão há dez anos comprava muito mais do que hoje.
Dos anos 2000 até hoje, a inflação acumulada no Brasil foi de 530,73%, segundo dados do Banco Central. Isso quer dizer que R$ 1 milhão naquela época equivaleria a R$ 6.307.300 hoje.
Essa informação importa porque está diretamente ligada ao custo de vida de cada pessoa. Quando o salário de R$ 10 mil, que pagava todas as contas e ainda sobrava no ano X, deixa de cobrir os mesmos custos no ano Y, a culpa é da inflação.
Dados do portal Expatistan, que calcula o custo de vida em diferentes cidades a partir de preços informados por colaboradores, mostram que o custo mensal estimado para uma única pessoa morar em São Paulo em 2025 é de R$ 7.420.
Esse valor inclui alimentação, moradia, transporte, cuidados pessoais e lazer. Tudo está sujeito à inflação, que pode ser maior ou menor a depender da cidade. Em Salvador, por exemplo, o custo de vida mensal estimado é de R$ 5.299, segundo o portal.
A questão é que o custo de vida também não é fixo nem permanente — outra (des)ilusão no “sonho do milhão”.
“Uma projeção realista deve considerar um crescimento dos custos de 5% a 6% ao ano, porque algumas despesas crescem mais rápido que a inflação oficial do país”, diz Jeff Patzlaff.
Uma pessoa que pretenda viver de renda e retirar R$ 10 mil líquidos mensais (descontada a inflação) durante 30 anos precisaria ter um patrimônio financeiro de R$ 3,59 milhões em valores atuais.
A simulação, feita com a calculadora Viver de Renda, do Seu Dinheiro, considera uma rentabilidade acima da inflação de 4% ao ano.
Levando em conta a recomendação de Patzlaff e atribuindo uma inflação de 6% nos cálculos, o retorno nominal da carteira de investimentos teria que ser de 10% ao ano para sustentar essa renda mensal.
Atingir esses 10% de retorno anual depende muito das condições macroeconômicas do país em determinado período. Assim como o juro pode disparar a 15% ao ano e a bolsa render mais de 20% em 12 meses e alavancar os ganhos, retornos pífios também são possíveis.
Diante disso, os especialistas recomendam uma estratégia conservadora, para não correr o risco de perder o montante principal. Mas também orientam que o investimento — de R$ 1 milhão ou R$ 3,6 milhões — seja distribuído em diferentes ativos.
“A verdadeira segurança vem da diversificação da carteira e da disciplina de resgates, não de um ativo isolado”, diz Bruna Pacheco.
A planejadora avalia que a carteira precisa ter os principais ativos de renda fixa…:
… além de uma pequena parcela em ativos de risco, como ações, fundos imobiliários ou multimercados. “Precisa ter equilíbrio entre liquidez, preservação de capital e geração de renda”, afirma.
De forma geral, o portfólio precisa de ativos que performam de diferentes maneiras. Juros altos, por exemplo, favorecem a renda fixa, enquanto juros baixos impulsionam ações. Assim, um ativo pode compensar o outro e equilibrar a estratégia.
“Mais do que ter R$ 1 milhão, o que garante a rentabilidade é planejamento e estratégia inteligente. O número é importante, mas sozinho não sustenta a aposentadoria”, diz Pacheco.
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