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Desde sua estreia, o HABT11 acumula retorno de 78,3%, considerando valorização da cota e rendimentos distribuídos, o que equivale a IPCA +9,4% ao ano

A XP Investimentos manteve recomendação neutra para o fundo imobiliário Habitat Recebíveis Pulverizados (HABT11), ressaltando que a decisão está ligada à maior exposição do portfólio do FII a créditos considerados mais arrojados, o que exige cautela no atual ambiente macroeconômico.
Apesar de destacar o histórico de performance atrativo, o trabalho técnico da gestão e o forte desconto frente à cota patrimonial, a corretora avalia que o dividend yield (DY) elevado, de 16,3%, não compensa totalmente o risco quando comparado a alternativas disponíveis no mercado.
“Entendemos que o cenário de juros elevados por um período prolongado, aliado à desaceleração da atividade econômica, ainda exige cautela com créditos high yield”, pontua a casa em relatório.
Desde sua estreia, o HABT11 acumula retorno de 78,3%, considerando valorização da cota e rendimentos distribuídos, o que equivale a IPCA +9,4% ao ano.
“Esse resultado supera os principais referenciais e outros fundos high yield, evidenciando a atuação técnica e diligente da gestão frente aos pares, mesmo em situações adversas. Contudo, vem acompanhado de maior volatilidade”, afirma a XP.
A corretora ressalta que, embora parte relevante dos empreendimentos ligados aos CRIs apresente avanço médio de 83% nas obras e 79% nas vendas, o fundo segue bastante exposto a operações de multipropriedade (46%), loteamentos (31%) e incorporações verticais (20%), o que deixa a carteira com perfil arrojado.
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Além disso, cerca de 15,6% do patrimônio líquido (PL) está em séries subordinadas de CRIs e 2,9% em mezaninos — estruturas naturalmente mais arriscadas.
Atualmente, o HABT11 possui cerca de 60 mil cotistas e R$ 768 milhões em PL. Apesar da base de investidores relativamente pulverizada, o tamanho reduzido em relação aos principais FIIs do mercado limita a liquidez: a média diária gira em torno de R$ 780 mil, o que, de acordo com a XP, pode afetar preços de entrada e saída dependendo do volume das ordens.
O relatório ainda avalia que a gestão do fundo tem atuado de forma ativa na reciclagem do portfólio, com o objetivo de reduzir a exposição a operações com perspectivas menos favoráveis.
Entre as medidas adotadas, estão o encerramento das posições nos CRIs Lugano (4,8% do PL) e Allure (0,62%), no início de 2025, e Natural Ville e Cumaru SP (1,94%), em abril.
Ainda assim, a XP diz que, entre os pontos de atenção, 15,2% do PL seguem expostos a operações desenquadradas nas métricas de acompanhamento, que vêm sendo trabalhadas, mas ainda sem a recuperação esperada, embora tenham tendência positiva.
Além disso, outros 1,7% estão em CRIs com situação creditícia mais delicada.
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