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Apesar dos resultados desanimadores, nem tudo no balanço decepcionou; saiba se é a hora de colocar ou tirar os papéis da locadora de caminhões da carteira
A Vamos (VAMO3) passa pela temporada de resultados do primeiro trimestre de 2025 fazendo barulho. A companhia divulgou um balanço desanimador e os investidores reagem castigando as ações, que caem mais de 10% nesta quarta-feira (7).
A companhia de locação de caminhões apresentou lucro líquido de R$ 107,8 milhões nos primeiros três meses deste ano, o que representa uma queda de 45,6% na comparação anual.
Segundo a Vamos, o resultado foi pressionado pela alta taxa de juros no Brasil, que levou a um aumento das despesas financeiras. A empresa registrou um avanço de 33,9% nos gastos em relação ao primeiro trimestre de 2024.
Outro destaque negativo do balanço foi a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de venda de ativos usados, que ficou em 7% no primeiro trimestre de 2025.
“Uma margem surpreendentemente baixa”, afirmou o Itaú BBA em relatório. Isso porque, no mesmo período de 2024, a Vamos registrou uma margem Ebitda no segmento de 22,4%. E no trimestre anterior, de 18%.
Com os resultados do primeiro trimestre, os papéis da companhia caem 10,17%, negociados a R$ 4,33, por volta das 13h20.
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O lucro líquido estimado para o fim do ano está entre R$ 450 milhões e R$ 550 milhões. As estimativas do mercado eram de R$ 650 milhões.
Além disso, apesar de ter registrado alta de 10,1% no Ebitda, a R$ 886,7 milhões, a previsão também é de queda dessa linha do balanço até o fim do ano.
A Vamos estima que vai encerrar 2025 com um Ebitda entre R$ 3,85 bilhões e R$ 4,15 bilhões. Já o consenso era de R$ 4,15 bilhões.
Apesar dos resultados desanimadores, nem tudo no balanço decepcionou. A receita líquida consolidada da Vamos foi de R$ 1,33 bilhão, o que indica uma alta de 24% em relação ao mesmo período de 2024.
Além disso, a companhia encerrou o período com a alavancagem em 3,3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda. O resultado é inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2024, quando ficou em 3,6 vezes.
Para 2025, a empresa espera que a alavancagem caia ainda mais: a previsão é de 3,0 vezes a 3,2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.
E, embora investidores reajam negativamente aos resultados da Vamos no primeiro trimestre, o Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações que VAMO3.
E não é o único. O BTG Pactual e a XP Investimentos também recomendam a compra dos papéis da empresa.
Além da receita líquida e alavancagem, os analistas destacam como ponto positivo o fato de a Vamos ter registrado o menor nível de retomada de ativos dos últimos trimestres. A renovação de diversos contratos sem a necessidade de adquirir novos ativos também ajuda na tese positiva.
O BTG Pactual tem preço-alvo para VAMO3 de R$ 15 em 12 meses, enquanto o Itaú BBA fixou em R$ 11.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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