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Bruna Charifker Vogel

Bruna Charifker Vogel

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do Seu Dinheiro. Com mais de 15 anos de experiência em análise, fortalecimento e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, fez transição de carreira para o mercado financeiro, atuando nas áreas de comunicação interna, DEI, T&D, employer branding e cultura organizacional.

SOBE E DESCE DA SUSTENTABILIDADE

TIM (TIMS3) chega ao topo do ranking de sustentabilidade da B3; veja quem mais se destacou no ISE 2025

O índice da bolsa de valores agora reúne 82 empresas de 40 setores, mas nem todas elas se destacam

Bruna Charifker Vogel
Bruna Charifker Vogel
9 de maio de 2025
18:07 - atualizado às 18:13
ISE B3 índice de sustentabilidade
O questionário de avaliação das empresas é dividido em cinco dimensões que contemplam aspectos sociais, ambientais e de governança - Imagem: Montagem SD -

A TIM (TIMS3) atingiu a maior pontuação no ranking 2025 de desempenho geral das empresas participantes do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 — que utiliza informações dos questionários enviados às empresas no ano passado.

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Na comparação com o ranking de 2024, a empresa subiu da 4ª posição para o topo da lista.

A segunda posição ficou com a Neoenergia (NEOE3), que ocupava a 13ª posição no ano passado.

Lojas Renner (LREN3), que em 2023 figurava no topo do ranking, caiu para a 3ª posição.

Duas outras empresas se destacaram positivamente no ranking deste ano: Atacadão (CRFB3), que saltou da 42ª posição em 2024 para a 9ª posição neste ano; e Natura (NTCO3), que subiu 14 posições no período (da 20ª para a 6ª posição). 

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As top dez empresas no ranking de sustentabilidade da B3 são:

Leia Também

  1. Tim (TIMS3)
  2. Neoenergia (NEOE3)
  3. Lojas Renner (LREN3)
  4. Engie Brasil Energia (EGIE3)
  5. Ambipar (AMBP3)
  6. Natura (NTCO3)
  7. CPFL Energia (CPFE3)
  8. Bradesco (BBDC4)
  9. Atacadão (CRFB3)
  10. Cemig (CMIG3)

Na base do ranking de 2025 estão as empresas Wilson Sons (PORT3) — recém incorporada à carteira ISE —, Hypera (HYPE3) e Yduqs (YDUQ3).

Como é calculado o score do Índice de Sustentabilidade

O Score ISE B3 é calculado em duas etapas.

Na primeira, denominada de Score Base, é realizada a soma dos pontos que a empresa ganha em duas avaliações:

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  • Questionário ISE B3, que avalia aspectos ESG (ambientais, sociais e de governança)
  • Score CDP Climate Change, nota dada por uma organização internacional (CDP) que mede como a empresa lida com as mudanças climáticas em tópicos como transparência, gestão de riscos e redução de emissões, entre outros aspectos.

Depois de somar os pontos acima, esse total é ajustado por um fator qualitativo (FQ) que pode elevar ou reduzir o valor final do score com base em critérios adicionais, como transparência, governança ou práticas mais avançadas de sustentabilidade.

O questionário de avaliação das empresas é dividido em cinco dimensões: 

  1. Capital Humano
  2. Governança Corporativa e Alta Gestão
  3. Modelo de Negócios e Inovação
  4. Capital Social
  5. Meio Ambiente

Essas cinco dimensões são subdivididas em diversos temas e tópicos que orientam as perguntas a serem respondidas pelas empresas analisadas pela B3.

Na dimensão Capital Humano, por exemplo, são analisadas as práticas trabalhistas da empresa e questões sobre saúde e segurança do trabalhador (condições e formato de trabalho, qualidade de vida e benefícios, redução das desigualdades, proteção de dados de colaboradores e certificações, entre outros tópicos). 

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Além disso, o questionário contém perguntas sobre engajamento, diversidade e inclusão de funcionários que mensuram o compromisso e as ações da empresa com a promoção da diversidade e inclusão.

Na dimensão Governança Corporativa e Alta Gestão, os temas analisados referem-se a fundamentos de gestão da sustentabilidade empresarial, gestão de riscos, práticas de governança corporativa, ética nos negócios, manutenção do ambiente competitivo e gestão dos ambientes legal e regulatório. 

Entre os tópicos abordados estão questões sobre o alinhamento da empresa à Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS, práticas de remuneração e incentivo, gestão do engajamento com stakeholders, engajamento das lideranças com a sustentabilidade, integração da sustentabilidade na estratégia, combate à corrupção e diversidade no conselho de administração, entre outros.

Já na dimensão Modelo de Negócios e Inovação, são examinados fatores ligados aos temas sustentabilidade do modelo de negócio, design de produto e gestão do ciclo de vida, eficiência no suprimento e uso de materiais, gestão da cadeia de fornecimento e finanças sustentáveis

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O questionários contém perguntas relacionadas à estratégia de inovação da empresa, política de gestão de riscos sociais e ambientais na cadeia, verificação de conformidade na cadeia de fornecedores, consumo consciente e educação financeira, biodiversidade e mudança do clima, administração de recursos de terceiros e recursos próprios, entre outras.

Na dimensão Capital Social, são analisados oito temas: Direitos Humanos e relações com a comunidade, investimento social privado e cidadania corporativa, acessibilidade técnica e econômica, qualidade e segurança do produto, práticas de venda e rotulagem de produtos, bem-estar do cliente, privacidade do cliente e segurança de dados.

As perguntas giram em torno de tópicos sobre riscos para o consumidor ou para terceiros e uso de dados dos clientes/consumidores, entre outros.

Por fim, na dimensão que trata sobre meio ambiente, a pesquisa aborda os temas políticas e práticas de gestão ambiental, impactos ecológicos, gerenciamento de energia, gestão de água e efluentes líquidos, gestão de resíduos e materiais perigosos e qualidade do ar. São analisadas, por exemplo, as certificações da empresa e as práticas relacionadas a bem-estar, entre outros tópicos.

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Todas as perguntas do questionário são de múltipla escolha e as empresas podem responder, não responder ou indicar que a questão não se aplica ao negócio.

Por fim, para entrar na carteira do ISE B3, as empresas devem cumprir seis requisitos:

  • Ter score ISE B3 igual ou maior que a nota de corte geral aplicável a cada ciclo anual de seleção;
  • Pontuação maior ou igual a 0,01 ponto por tema do questionário ISE B3
  • Pontuação qualitativa mínima de 70 pontos percentuais;
  • Índice de risco reputacional (RepRisk Index - Peak RRI) igual ou inferior a 50 pontos;
  • Score CDP-Climate Change igual ou superior a "C";
  • Responder positivamente às perguntas do questionário classificadas como requisitos mínimos para o setor.

Mudanças na composição da carteira ISE 2025

A atualização da 20ª carteira do ISE, que entrou em vigor em 5 de maio de 2025, trouxe a inclusão de nove empresas que demonstraram avanços significativos em suas práticas ESG, segundo critérios estabelecidos pela Bolsa de Valores.

As empresas novatas na carteira ISE 2025 são: Equatorial (EQTL3), 3Tentos (TTEN3), Lojas Quero-Quero (LJQQ3), Sabesp (SBSP3), Hidrovias (HBSA3), OceanPact (OPCT3), Odontoprev (ODPV3), Portobello (PTBL3) e Wilson Sons (PORT3).

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Três empresas, no entanto, saíram do índice em 2025: Suzano (SUZB3), Dasa (DASA3) e Grendene (GRND3).

Na comparação com a carteira de 2024, houve um aumento no número total de companhias no índice: de 76 para 82, representantes de 40 setores da economia nacional.

As informações completas sobre a carteira ISE B3 e os questionários enviados às empresas podem ser acessadas neste link: https://iseb3.com.br/carteiras-e-questionarios

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