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O índice da bolsa de valores agora reúne 82 empresas de 40 setores, mas nem todas elas se destacam
A TIM (TIMS3) atingiu a maior pontuação no ranking 2025 de desempenho geral das empresas participantes do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 — que utiliza informações dos questionários enviados às empresas no ano passado.
Na comparação com o ranking de 2024, a empresa subiu da 4ª posição para o topo da lista.
A segunda posição ficou com a Neoenergia (NEOE3), que ocupava a 13ª posição no ano passado.
Já Lojas Renner (LREN3), que em 2023 figurava no topo do ranking, caiu para a 3ª posição.
Duas outras empresas se destacaram positivamente no ranking deste ano: Atacadão (CRFB3), que saltou da 42ª posição em 2024 para a 9ª posição neste ano; e Natura (NTCO3), que subiu 14 posições no período (da 20ª para a 6ª posição).
As top dez empresas no ranking de sustentabilidade da B3 são:
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Na base do ranking de 2025 estão as empresas Wilson Sons (PORT3) — recém incorporada à carteira ISE —, Hypera (HYPE3) e Yduqs (YDUQ3).
O Score ISE B3 é calculado em duas etapas.
Na primeira, denominada de Score Base, é realizada a soma dos pontos que a empresa ganha em duas avaliações:
Depois de somar os pontos acima, esse total é ajustado por um fator qualitativo (FQ) que pode elevar ou reduzir o valor final do score com base em critérios adicionais, como transparência, governança ou práticas mais avançadas de sustentabilidade.
O questionário de avaliação das empresas é dividido em cinco dimensões:
Essas cinco dimensões são subdivididas em diversos temas e tópicos que orientam as perguntas a serem respondidas pelas empresas analisadas pela B3.
Na dimensão Capital Humano, por exemplo, são analisadas as práticas trabalhistas da empresa e questões sobre saúde e segurança do trabalhador (condições e formato de trabalho, qualidade de vida e benefícios, redução das desigualdades, proteção de dados de colaboradores e certificações, entre outros tópicos).
Além disso, o questionário contém perguntas sobre engajamento, diversidade e inclusão de funcionários que mensuram o compromisso e as ações da empresa com a promoção da diversidade e inclusão.
Na dimensão Governança Corporativa e Alta Gestão, os temas analisados referem-se a fundamentos de gestão da sustentabilidade empresarial, gestão de riscos, práticas de governança corporativa, ética nos negócios, manutenção do ambiente competitivo e gestão dos ambientes legal e regulatório.
Entre os tópicos abordados estão questões sobre o alinhamento da empresa à Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS, práticas de remuneração e incentivo, gestão do engajamento com stakeholders, engajamento das lideranças com a sustentabilidade, integração da sustentabilidade na estratégia, combate à corrupção e diversidade no conselho de administração, entre outros.
Já na dimensão Modelo de Negócios e Inovação, são examinados fatores ligados aos temas sustentabilidade do modelo de negócio, design de produto e gestão do ciclo de vida, eficiência no suprimento e uso de materiais, gestão da cadeia de fornecimento e finanças sustentáveis.
O questionários contém perguntas relacionadas à estratégia de inovação da empresa, política de gestão de riscos sociais e ambientais na cadeia, verificação de conformidade na cadeia de fornecedores, consumo consciente e educação financeira, biodiversidade e mudança do clima, administração de recursos de terceiros e recursos próprios, entre outras.
Na dimensão Capital Social, são analisados oito temas: Direitos Humanos e relações com a comunidade, investimento social privado e cidadania corporativa, acessibilidade técnica e econômica, qualidade e segurança do produto, práticas de venda e rotulagem de produtos, bem-estar do cliente, privacidade do cliente e segurança de dados.
As perguntas giram em torno de tópicos sobre riscos para o consumidor ou para terceiros e uso de dados dos clientes/consumidores, entre outros.
Por fim, na dimensão que trata sobre meio ambiente, a pesquisa aborda os temas políticas e práticas de gestão ambiental, impactos ecológicos, gerenciamento de energia, gestão de água e efluentes líquidos, gestão de resíduos e materiais perigosos e qualidade do ar. São analisadas, por exemplo, as certificações da empresa e as práticas relacionadas a bem-estar, entre outros tópicos.
Todas as perguntas do questionário são de múltipla escolha e as empresas podem responder, não responder ou indicar que a questão não se aplica ao negócio.
Por fim, para entrar na carteira do ISE B3, as empresas devem cumprir seis requisitos:
A atualização da 20ª carteira do ISE, que entrou em vigor em 5 de maio de 2025, trouxe a inclusão de nove empresas que demonstraram avanços significativos em suas práticas ESG, segundo critérios estabelecidos pela Bolsa de Valores.
As empresas novatas na carteira ISE 2025 são: Equatorial (EQTL3), 3Tentos (TTEN3), Lojas Quero-Quero (LJQQ3), Sabesp (SBSP3), Hidrovias (HBSA3), OceanPact (OPCT3), Odontoprev (ODPV3), Portobello (PTBL3) e Wilson Sons (PORT3).
Três empresas, no entanto, saíram do índice em 2025: Suzano (SUZB3), Dasa (DASA3) e Grendene (GRND3).
Na comparação com a carteira de 2024, houve um aumento no número total de companhias no índice: de 76 para 82, representantes de 40 setores da economia nacional.
As informações completas sobre a carteira ISE B3 e os questionários enviados às empresas podem ser acessadas neste link: https://iseb3.com.br/carteiras-e-questionarios
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