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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

GOVERNANÇA

Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3

A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros

Camille Lima
Camille Lima
31 de março de 2025
9:34 - atualizado às 0:36
Grupo Pão de Açúcar GPA PCAR3
Fachada de loja do Pão de Açúcar - Imagem: Jacques Lepine / Estadão Conteúdo

A trama envolvendo o empresário Nelson Tanure e o Pão de Açúcar (PCAR3) acaba de ganhar um novo capítulo — agora, com o potencial de virar de cabeça para baixo o alto escalão do GPA. 

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A varejista afirmou que convocará uma assembleia geral extraordinária (AGE) após um dos acionistas minoritários, o Saint German FIM, fundo da Trustee DTVM controlado por Tanure, solicitar a reunião.

De acordo com o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a gestora quer propor mudanças no conselho de administração da gigante do varejo alimentar em busca de uma “maior eficiência e redução de custos”. 

“Esperamos contribuir com o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que temos feito em outras companhias. A acolhida por parte dos demais acionistas foi das mais encorajadoras desde o primeiro momento e não temos dúvida de que há muito a realizar e a conquistar nos próximos anos”, disse Tanure, em nota enviada ao Seu Dinheiro.

Vale lembrar que Tanure é conhecido por desempenhar uma gestão ativa nas companhias nas quais é acionista. 

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Em seu rol de participações, figuram desde casos de sucesso empresarial como o turnaround na Prio (PRIO3), como também questões mais controversas, como a disputa societária na Gafisa (GFSA3) e uma suposta posição relevante na Ambipar (AMBP3).

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O fundo da Trustee atualmente detém mais de 3% do capital social do Pão de Açúcar. De acordo com a Exame, se considerada a posição em derivativos e a participação de 5,7% em ações, a Trustee possui em torno de 10% da empresa.

As ações do Pão de Açúcar operam em forte alta no pregão desta segunda-feira (31). Os papéis fecharam o dia com alta de 13,6%, liderando a ponta positiva do Ibovespa, a R$ 3,09. No acumulado do ano, a valorização chega a 19%.

As propostas do fundo ligado a Tanure para o Pão de Açúcar (PCAR3)

Uma das propostas da Trustee é a destituição integral do atual corpo administrativo do Pão de Açúcar (PCAR3) para a eleição de novos membros.

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A gestora também quer discutir a reestruturação do colegiado, fixando em nove cadeiras o número de conselheiros — a mesma quantidade atualmente em vigor — para um novo mandato unificado de dois anos. 

Hoje, o estatuto do Pão de Açúcar determina que o conselho seja composto por no mínimo três conselheiros e possa atingir, no máximo, 12 membros.

Para a eleição do conselho de administração, o fundo da Trustee também propõe que seja realizada pelo sistema de chapas. A proposta da gestora é a seguinte:

  • Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira (Presidente)
  • Cristophe José Hidalgo (Vice-Presidente)
  • Marcelo Pimentel
  • Helene Esther Bitton (membro independente)
  • Rodrigo Tostes Solon de Pontes (membro independente)
  • Pedro de Moraes Borba (membro independente)
  • Líbano Miranda Barroso (membro independente)
  • Eliana Ambrósio Chimenti (membro independente)
  • Sebastián Dario Los (membro independente)

Nos termos da proposta, o novo conselho terá dois representantes indicados por Nelson Tanure: Pedro de Moraes Borba e Rodrigo Tostes Solon de Pontes.

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Assim, apenas três membros seriam mantidos no conselho da varejista. Um deles é o atual CEO do GPA, Marcelo Pimentel.

Os outros dois são acionistas de referência do Pão de Açúcar. A proposta prevê que Ronaldo Iabrudi seria indicado ao cargo de presidente do conselho (chairman). Enquanto isso, Cristophe Hidalgo ocuparia a posição de vice-presidente do colegiado.

"Nelson Tanure acredita que a maximização do valor e do retorno aos acionistas deve ser o objetivo central. E vislumbra imenso potencial nesta direção", disse a assessoria, em nota.

O Pão de Açúcar confirmou que convocará a AGE “dentro do prazo legal”.

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Por trás da proposta

De acordo com a carta enviada à administração do GPA, o fundo da Trustee não pretende “alterar substancialmente o direcionamento geral dos negócios sociais”.

Porém, o Saint German avalia que o foco da varejista deveria ser a geração de valor e retorno aos acionistas e hoje “há um considerável potencial para essa maximização”, especialmente por meio de práticas focadas na eficiência e redução de custos.

Tanure afirma que a nova estratégia deve operar em três níveis:

  • Redução do nível de endividamento;
  • Avaliação de riscos, com redução de potenciais contingências legais, fiscais e trabalhistas;
  • Redução de custos e despesas e garantir a qualidade do atendimento e serviços aos clientes.

Segundo o fundo controlado pelo empresário, a sustentabilidade financeira da varejista “depende diretamente da sua capacidade de gerenciar e reduzir suas obrigações financeiras”. 

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É por isso que a redução significativa no nível geral de endividamento atual do Pão de Açúcar deveria ser um “objetivo prioritário da administração”, para não comprometer a liquidez e a capacidade do GPA de investir em oportunidades de crescimento, segundo a Trustee. 

No fim do quarto trimestre, o Pão de Açúcar apresentava uma dívida líquida de R$ 1,3 bilhão, com uma alavancagem de 1,6 vez.

Uma das estratégias propostas pela gestora ligada a Nelson Tanure para reduzir ainda mais esse patamar é a venda de ativos “não essenciais”, além da reavaliação e priorização dos investimentos e otimização do capital de giro. 

“O foco em um balanço sólido permitirá que a companhia tenha mais flexibilidade em suas operações e uma maior capacidade de crescimento”, avaliou a gestora.

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*Com informações do Pipeline e da Exame Insight.

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