Santander rebaixa Even (EVEN3) e JHSF (JHSF3) e eleva Cyrela (CYRE3) a favorita do setor; o que o banco espera para construtoras em 2025
Cenário é desafiador, mas analistas acreditam que a força do programa Minha Casa Minha Vida e o valuation atrativo são fatores que criam oportunidades na construção civil

O cenário de inflação e juros altos no Brasil pode afastar alguns investidores do mercado de construção civil – no entanto, analistas acreditam que ainda existem boas oportunidades neste setor da bolsa. É o caso da Cyrela (CYRE3), eleita a melhor construtora para investimento agora, na visão do Santander.
Segundo relatório divulgado na última segunda-feira (3), a Cyrela negocia a um valuation atrativo e tem potencial para entregar bons resultados a seus investidores mesmo em meio à turbulência econômica do país.
De acordo com as estimativas do banco, é possível que as ações CYRE3 valorizem até 72%, com um preço-alvo de R$ 36. Há pouco, os papéis negociavam a R$ 20,88 na bolsa.
LEIA MAIS: Ibovespa pode alcançar até 142 mil pontos este ano, aponta EQI – veja os investimentos mais promissores para 2025, segundo a corretora
Já entre as construtoras de baixa renda, os analistas do Santander destacam dois players: Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3). Segundo o relatório, a liquidez dos papéis e o balanço patrimonial sólido de ambas as empresas são os fatores que garantem a recomendação do banco.
O banco também rebaixou para neutro a recomendação de duas construtoras: Even (EVEN3) e JHSF (JHSF3), e você pode entender melhor o porquê abaixo.
Leia Também
Cenário é desafiador
Na opinião dos analistas, a forte e rápida deterioração observada nas principais variáveis macroeconômicas pode tornar 2025 um ano desafiador para as construtoras brasileiras.
Entre os pontos negativos, eles destacam a desvalorização do real, que deve, em algum momento, pressionar ainda mais a parte de matérias-primas do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
“Nos últimos 12 meses, o principal fator que pressionou a inflação da construção foram os custos de mão de obra, que aumentaram 9% em relação ao ano anterior (até janeiro de 2025)”, escrevem no relatório.
O Santander ainda dá destaque para o aumento dos custos de financiamento, tanto para empréstimos corporativos quanto para pessoas físicas.
Mas esses três motivos justificam a visão do ‘copo meio cheio’
Ainda assim, o Santander acredita que nem tudo está “perdido” no mercado imobiliário brasileiro em 2025. E os baixos níveis de estoque na cidade de São Paulo são um fator positivo.
“Em 2024, a combinação de forte demanda e atrasos no processo de aprovação de alguns projetos no primeiro semestre — após a implementação do novo plano diretor de São Paulo — levou os níveis de estoque de unidades de média/alta renda na cidade a começar 2025 em condições saudáveis”, explicam.
LEIA TAMBÉM: as principais decisões de Trump em seus primeiros 100 dias na Casa Branca
Já no caso do setor de baixa renda, em termos absolutos, o estoque de unidades está elevado em comparação com os padrões históricos – mas isso está diretamente relacionado ao forte crescimento do programa Minha Casa Minha Vida. “Por esse motivo, não vemos isso como um risco”, justifica o Santander.
E por falar em MCMV: 2025 deve ser mais um ano positivo para as empresas do programa. As sólidas condições de acesso e a manutenção de um orçamento robusto para financiamento de habitação popular são os dois principais motivos.
“Vale destacar que o orçamento que financia o programa MCMV vem do FGTS e que as empresas listadas não têm exposição ao que chamamos de Minha Casa Minha Vida FAR, cujo orçamento vem das contas fiscais do governo brasileiro”, ressaltam.
Por fim, o Santander também lembra que a regulamentação sólida deste setor abre pouco espaço para um aumento nos cancelamentos de vendas em 2025, o que aconteceu em outros períodos desafiadores (como na recessão econômica de 2014-16).
Dito isso, em quais construtoras investir agora?
A Cyrela (CYRE3) foi eleita “top pick” do Santander entre as construtoras brasileiras.
“Acreditamos que os níveis atuais de valuation já refletem uma grande desaceleração nas operações, mesmo com um sólido momento de crescimento dos lucros”, justificam os analistas, que estimam um potencial de expansão do ROE para cerca de 19% em 2025 (vs. 17,5% nos últimos 12 meses).
VEJA MAIS: México e Canadá já foram taxados, qual país é o próximo na lista de Trump?
Eles também destacam o preço descontado da ação, negociada a 0,8x P/VP (preço sobre valor patrimonial) e 4,3x P/L (preço sobre lucro) para 2025.
Vale relembrar que o preço-alvo estimado para as ações CYRE3 é de R$ 36, o que significa uma alta potencial de até 72%, considerando o preço atual (R$ 20,88).
Na baixa renda, foco em Direcional e Cury
“Quando tudo está descontado, vá para a qualidade”: é assim que os analistas indicam Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) como as ações preferidas no segmento de baixa renda.
O banco reconhece o prêmio de valuation que Direcional e Cury apresentam em relação aos pares, com base em múltiplos de negociação.
No entanto, a recomendação de ambas reflete uma combinação de valuation atrativa (em termos absolutos), maior retorno de dividendos, liquidez de ações acima da média e balanços patrimoniais sólidos.
Entre MRV (MRVE3), Tenda (TEND3) e Plano&Plano (PLPL3), o Santander mantém preferência pela terceira, devido ao forte rendimento de dividendos e ao balanço patrimonial.
“Esperamos que tanto a MRV quanto a Tenda continuem no caminho da recuperação da rentabilidade em 2025, mas ainda vemos algum nível de riscos de queda nas estimativas de consenso para ambas as empresas, refletindo, por exemplo, elevados níveis de endividamento”, explicam.
VEJA TAMBÉM: Você pode ganhar o equivalente a um salário de ‘executivo suíço’ sem sair do Brasil; entenda como aqui
Além disso, o banco reitera sua recomendação para Moura Dubeux (MDNE3), baseada em uma avaliação atraente, com P/L estimado para 2025 de apenas 3,7x, combinada com a diversificação de seu pipeline e um cenário competitivo saudável na região Nordeste.
As construtoras para para deixar de lado, na opinião do Santander
Os analistas rebaixaram Even (EVEN3) e JHSF (JHDF3) para neutro, principalmente por conta do potencial limitado de valorização, em relação ao preço-alvo estabelecido com base em fluxo de caixa descontado, além de balanços relativamente alavancados em um cenário de Selic elevada.
A construtora Eztec (EZTC3) também foi mantida com recomendação neutra, pelo Santander, “refletindo o ambiente incerto para lançamentos, além de seu momento mais fraco de resultados e ROE em comparação com a Cyrela”.
Por fim, a recomendação de venda foi mantida para Tecnisa (TCSA3). Na opinião dos analistas, seu balanço patrimonial alavancado, o banco de terrenos limitado para apoiar lançamentos e o potencial de queda, em relação ao preço-alvo do banco, fundamentam a tese.
SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?