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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Quando o CEO precisa visitar a floresta: o segredo do sucesso, segundo conselheiros do Magalu (MGLU3) e da Suzano (SUZB3)

Do chão da fábrica às salas de conselho, lideranças defendem que ouvir pessoas e praticar governança é o caminho para empresas sustentáveis no futuro

David Feffer, presidente do conselho de administração da Suzano (à frente, na primeira posição), e Marcelo Silva, vice-presidente do conselho de administração do Magazine Luiza (na segunda posição). Hara Fotografia - Imagem: Hara Fotografia

O CEO também precisa andar na floresta para fazer o negócio dar certo. É isso que defende David Feffer, presidente do conselho de administração da Suzano (SUZB3) — até porque, a matéria-prima essencial para a companhia vem justamente de lá, com as plantações de eucalipto e pinus. 

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Ele participou, nesta quarta-feira (8), do 26º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em um painel sobre liderança estratégica e o papel das pessoas na transformação das empresas para o futuro bem turbulento que as espera. Com ele, esteve Marcelo Silva, vice-presidente do conselho de administração do Magazine Luiza (MGLU3).

Para os dois executivos, é essencial que as altas lideranças das empresas estejam atentas não só às necessidades dos clientes, mas também às das pessoas que compõem a corporação. E esse é justamente o segredo para uma empresa de sucesso na visão de Feffer e Silva.

“O maior inimigo de uma empresa ou organização é o próprio sucesso. Ele sobe à nossa cabeça e nos achamos infalíveis. É o olhar complementar de cada um que nos permite ter uma visão mais ampla e holística, fazendo com que a gente avance. Por isso, temos que fazer perguntas para todos, inclusive os que estão na fábrica ou plantando as árvores”, afirma Feffer.

Ele ainda destaca que: “para uma empresa dar certo, o entorno precisa dar certo. Nosso trabalho não é só gerar valor para os acionistas, mas também para os stakeholders”. E para ele, isso é impossível sem uma boa governança nas companhias. 

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Segundo Silva, essa ideia pode ser resumida em sua busca pessoal em sempre ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante — ou seja, ser alguém que ajuda a empresa a alcançar seu objetivo, sem necessariamente levar todo o destaque.

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O segredo de uma empresa de sucesso 

Para os dois conselheiros, quase tudo irá mudar no mundo nos próximos cem anos, mas algumas coisas não: o desejo das pessoas de serem respeitadas, de sentir empatia e de crescer é uma delas.

“As pessoas querem ser reconhecidas e ter uma vida melhor, mas não há como alcançar isso sem um alicerce. Percebemos, muito antes de existir o termo sustentabilidade, que para a empresa ser competitiva e produzir bastante, as árvores precisam estar saudáveis (porque trabalhamos com seres vivos). Essa saúde gera recursos para investir em inovação, continuar a crescer, gerar emprego e renda, e desenvolver novas tecnologias sem comprometer o futuro. Em resumo, sustentabilidade”, afirma Feffer.

Para Silva, em uma empresa bem sucedida, primeiro vêm os valores, e o resultado é uma consequência. Se o foco for primeiro nos resultados, os valores serão negligenciados. 

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“Da mesma forma, digo: primeiro os colaboradores, para que a excelência no atendimento aos clientes seja uma consequência. Tenho 40 mil colaboradores e 40 milhões de clientes. Não é a diretoria que fará com que os colaboradores atendam bem os clientes; isso só é possível através dos 40 mil colaboradores. Essa confiança e integridade nas ações devem começar do topo, da liderança — como o maestro que comanda a orquestra”, ressaltou o vice-presidente do conselho do Magalu.

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