🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tatiana Vaz

DE OLHO NELAS

Private Equity em 2025: quais tipos de empresas estão na mira de investimentos dos gestores da Spectra, Advent e Warburg

Henrique Muramoto, head da Warburg Pincus no Brasil, Ricardo Kanitz, sócio fundador da Spectra Investimentos, e Wilson Rosa, diretor de operações da Advent, responderam a essa pergunta durante o evento da UBS

Tatiana Vaz
29 de janeiro de 2025
15:17 - atualizado às 15:22
Imagem: Pexels

Já não há dúvida no mercado de que o cenário macroeconômico será desafiador em 2025. Mas, como também já é sabido para quem investe em um país marcado por crises, é em tempos mais nebulosos que oportunidades de novos caminhos surgem. E é nesta linha de pensamento que seguem agora alguns dos maiores investidores de private equity do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tá bem, mas em busca de quais tipos de empresas e outros ativos esses gestores estão neste momento?

Henrique Muramoto, head da Warburg Pincus no Brasil, Ricardo Kanitz, sócio fundador da Spectra Investimentos, e Wilson Rosa, diretor de operações da Advent, responderam a essa pergunta durante evento promovido pela UBS na manhã desta quarta-feira (29) em São Paulo.

Ainda que tenham suas particularidades, as três gestoras têm sob sua gestão bilhões de dólares que são dispostos em private equity de formatos, volumes e setores tão díspares quanto imóveis, empresas familiares e startups. E nenhuma delas parece preocupada com a falta de oportunidades que qualquer situação adversa trará ao país.

“Nos últimos quinze anos, vemos que as oportunidades se adaptam a qualquer grande mudança de cenário. Ainda há muito capital indo para venture capital, por exemplo, mas por outro lado há uma miríade de segmentos, dentro do micro, com oportunidades muito interessantes”, afirmou Kanitz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma dessas oportunidades, apontam os gestores, é investir em empresas de tecnologia, em especial as de software, que estão com boa liquidez e, principalmente, fornecem soluções para clientes de nichos, que são outras empresas segmentadas. O potencial de crescimento de negócios destas fabricantes de software para B2B, afirmam, é imenso.

Leia Também

“Temos em nossa carteira empresas líderes de softwares para conversão de WhatsApp para vendas, setor de turismo e em outros segmentos bem nichados… portanto, são empresas que perdem poucos clientes porque eles dependem dela e vemos um crescimento exponencial muito grande nesses tipos de ativos”, contou Muramoto.

O crescimento e dependência da tecnologia pelos brasileiros, tantos pelos consumidores como pelos negócios, potencializa a confiança de investir em ativos do tipo. “Também é uma forma de diluir o impacto da valorização cambial em empresas que crescem bem e organicamente e  que podem gerar retorno em dólar para nossos clientes adequados para investimentos em private equity”, diz ele. 

Seguros, empresas de serviços, empresas que são líderes em seus setores que atuam muito via M&A, também estão no portfólio da Warburg. “Mas, como falei, software, tecnologia e dados são o nosso alvo principal hoje”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto Advent quanto Spectra concordam com essa estratégia e admitem ter em suas carteiras ativos similares, até como proteção, pensando em empresas que vão se valorizar mais do que o mercado, independentemente do que aconteça no ambiente macro.

A avaliação dessas empresas, enfatiza Kanitz, leva em conta principal o ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), a maneira como é gerado caixa com a venda de software para segmentos de agências de viagens, mecânicos e educação, por exemplo.

Private Equity: prioridades do mercado secundário

Ainda no mercado secundário de private equity, de compra de participação em companhias, os três gestores acreditam que há sim boas oportunidades, principalmente em empresas que já estavam bem preparadas em liquidez para atravessar o momento atual.

Em um período em que empresas brasileiras bateram recordes de emissões de dívidas, novos investimentos podem ser feitos por esses fundos em negócios que mostram resiliência e um olhar mais estratégico no cenário atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porque, pensando racionalmente, talvez este pode ser um bom momento, por exemplo, para abrir unidade em lugares que eram desejados, mas eram caros. Ou para comprar rivais ou até expandir a produção de algo que já se provou rentável.

“Claro que, o que temos em comum para todos os negócios que investimos hoje é a cautela. Se for possível esperar para fazer novos investimentos em seis meses, esperamos. Mas ainda assim sempre com decisões pensadas para acelerar o crescimento”, disse Wilson, da Advent.

Os três também falaram sobre o fato de alguns negócios terem colocado os pés no chão com relação aos seus valores reais.

Se antes, em 2021 e 2022, a euforia do mercado pós-pandemia muita gente fugiu da realidade com um otimismo exacerbado, o último ano foi de um tempo mais racional do ponto de vista tanto de investimentos quanto de auto reconhecimento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque os fundadores de algumas dessas empresas, alvo de fundos de private, tendem naturalmente a encararem os próprios negócios sendo mais valorosos do que realmente são, até mesmo por olharem muito para dentro da operação e, algumas vezes, pouco para concorrência ou mudança de comportamento dos clientes. 

Agora, contou Muramoto, está mais palpável explicar para algumas delas que o foco não pode ser só crescer, é necessário pensar na rentabilidade, aliado ao futuro.

“Mas ainda temos alguns projetos no portfólio principalmente em 2025 que precisam encontrar melhorias no balanceamento entre crescimento e eficiência”, afirmou Muramoto.

“Acho que o mercado investiu muito com foco em crescimento a qualquer custo e essa não é a nossa filosofia. A nossa é o foco maior em rentabilidade e não só em crescimento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há também outras regras na busca de ativos, no caso da Warburg, que quase não investe em empresas que não tem um ou mais compradores estratégicos para aquele mesmo ativo, assim como não focam em negócios que não contam com a participação acionária dos fundadores.

“Um dos aspectos é o alinhamento, temos que ver se há uma direção comum, ter isso muito bem conversado antes. Há negócios que deixamos de fazer por isso, porque falta pensarmos em uma estratégia conjunta”, afirmou Henrique.

Outros tipos de ativos: Search Funds em alta 

Ainda sobre os tipos de investimentos na carteira da Spectra, Kanitz falou da relevância que investimentos em Search Funds têm ganhado nos últimos dois anos.

Esses são tipos de negócios com potencial de crescimento, sejam familiares ou startups, que são geridos por jovens talentos, recém-formados em MBAs da Stanford ou outras universidades de peso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A busca por esses talentos se deve ao fato de que eles receberão da gestora um recurso para um, dois anos de salário, enquanto tocam o negócio que, se der fruto, seguirá sendo gerido por ele e recebendo investimentos do fundo.

Fora do país, conta o sócio-fundador da Spectra, esse tipo de investimento é muito comum e pelo retorno que tem dado tem muito o que crescer também no Brasil. “São empresas de seis vezes o ebitda, na média, que demandam aporte baixo, temos muita esperança de que isso é um setor interessante”.

Ele dá o seguinte exemplo: pense que você investiu em uma empresa que pode vir a ter US$ 5 bilhões de valor de mercado, mas no caminho você descobre que esse valor pode ser muito maior. Sendo que o risco pelo investimento sai muito em conta.

“Search funds é uma opção muito barata para se investir, basicamente o salário de duas pessoas. Na prática são dois anos de busca que serão a entrevista de emprego neste talento, sendo que você pode descobrir algo bem maior”, contou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mesma linha de pensamento é hoje aplicada na busca por imóveis residenciais (de altíssimo padrão, no caso dos private equity). “A visão de valuation [para search funds] é parecida quando analisamos imóveis residenciais”, afirmou Kanitz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EFEITO DOMINÓ

S&P acende sinal amarelo após rebaixamentos da Raízen (RAIZ4) e muda perspectiva da Cosan (CSAN3) para negativa

12 de fevereiro de 2026 - 17:50

Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora

PRESSÃO NA CARTEIRA

A inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3) subiu — e Novonor, ex-Odebrecht, é responsável por R$ 3,6 bilhões, diz site

12 de fevereiro de 2026 - 17:07

Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times

PROVENTOS NO RADAR

Ambev (ABEV3) sobe mais de 4% apesar do lucro menor no 4T25; dividendos entram na conta. Vale comprar agora?

12 de fevereiro de 2026 - 16:10

Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço

MELHOR ANO DA HISTÓRIA

Riachuelo (RIAA3): Após números do 4T25 baterem expectativas, é hora de comprar?

12 de fevereiro de 2026 - 16:07

As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda

TROCA DE MÃOS

Petrobras decide não exercer direito de preferência pela Braskem (BRKM5): quem é a IG4, nova controladora da petroquímica

12 de fevereiro de 2026 - 15:05

A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação

A FATURA DA CRISE

A conta do Master chegou: Banco do Brasil (BBAS3) vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor

12 de fevereiro de 2026 - 14:31

FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB

VEM A VIRADA?

Esqueça o ROE de 20%: “Sabíamos que seria impossível”, diz diretor do Banco do Brasil (BBAS3) — ele também afastou o sonho de dividendos extraordinários

12 de fevereiro de 2026 - 13:51

Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista

ARMAS DO SOFTWARE

Totvs (TOTS3) luta contra o Armageddon com novo programa de recompra de ações e lançamento em IA

12 de fevereiro de 2026 - 12:53

A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente

AGORA VAI?

Petrobras (PETR4) decide que não vai se envolver na venda das ações da Braskem (BRKM5) para o IG4 — o que acontece agora?

12 de fevereiro de 2026 - 11:40

A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio

PAIXÃO NACIONAL

‘Veio da Havan’ faz investida milionária na Globo após anos de boicote e se explica; veja o que Luciano Hang disse

12 de fevereiro de 2026 - 11:04

Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência

SUPERMERCADO DIGITAL

Ganha-ganha: Mercado Livre (MELI34) venderá e produtos do Assaí (ASAI3) — veja por que parceria pode ser boa para ambos

12 de fevereiro de 2026 - 11:01

Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco

UNIÃO DE FORÇAS

BTG Pactual conclui transação para adquirir até 48% da fintech meutudo e reforça aposta no varejo

12 de fevereiro de 2026 - 10:30

Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital

MOMENTO DE VIRADA?

Ação do Banco do Brasil salta apesar de ceticismo do mercado após lucro e ROE turbinados no 4T25. Por que BBAS3 ainda divide opiniões?

12 de fevereiro de 2026 - 10:00

Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo

ESTIMATIVAS REVISADAS

A Vale (VALE3) vem com tudo? Após surpreender na produção, saiba o que esperar dos resultados financeiros da mineradora

12 de fevereiro de 2026 - 7:15

Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda

EM GRANDE ESTILO

De roupa nova na bolsa, Riachuelo (RIAA3) bate expectativas em 2025 e registra melhor ano da série histórica

11 de fevereiro de 2026 - 20:04

Empresa fechou o último ano com recordes de lucro e Ebitda e surpreende o mercado com resultado acima do consenso

DESTRAVANDO VALOR

A maior transação da história da LOG (LOGG3) foi fechada por R$ 1 bilhão. Para onde vai a grana?

11 de fevereiro de 2026 - 19:57

O esquema de pagamento antecipa caixa relevante para a companhia de galpões logísticos, mas mantém parte da exposição ao ativo por meio das cotas

HORA DA VERDADE

A Vale (VALE3) ainda vale a pena? Bradesco BBI eleva preço-alvo em R$ 19; descubra se é hora de comprar

11 de fevereiro de 2026 - 19:31

Banco elevou preço-alvo da VALE3 para R$ 102 — o que significa um potencial de valorização de cerca de 13%, mesmo após alta recente da ação

NA CONTA DOS INVESTIDORES

Após surpreender no 4T25, Banco do Brasil (BBAS3) abre os cofres e anuncia R$ 1,2 bilhão em JCP. Quem tem direito à bolada?

11 de fevereiro de 2026 - 19:23

Lucro acima do esperado dá fôlego à distribuição de proventos; confira o valor por ação e quem entra na lista

O TEMIDO RESULTADO

Banco do Brasil (BBAS3) deixou o pior para trás? Lucro vai a R$ 5,7 bilhões e ROE chega a 12,4% no 4T25

11 de fevereiro de 2026 - 18:26

Após um ano pressionado por inadimplência e provisões elevadas, BB encerra o 4T25 com resultado acima do esperado; veja os principais números do balanço

PRESSA NA RECUPERAÇÃO

Por unanimidade, Cade aprova investimento da United Airlines na Azul (AZUL53), com regras para proteger concorrência

11 de fevereiro de 2026 - 16:31

A Azul alertou ao Cade que o atraso na saída do Chapter 11 traz “graves riscos” à saúde financeira e à própria continuidade operacional da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar