O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar da faixa 4 trazer benefícios para as construtoras no curto prazo, o Itaú BBA também vê incertezas no horizonte
O governo Lula quer aumentar a popularidade e, em meio a tentativas, estuda criar uma nova faixa do Minha Casa Minha Vida (MCMV), voltada para a classe média.
Se os esforços do petista vão levar a uma melhora na avaliação, ainda é preciso esperar para ver, porém a medida já vem animando um outro setor: o mercado financeiro.
Na visão do Itaú BBA, as novas regras trazem impactos positivos no curto prazo para as construtoras, uma vez que devem aumentar a demanda para as empresas.
A medida pode criar a faixa 4 do MCMV, que deve atender famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Até o momento, o grupo não é contemplado, já que o teto estabelecido é de R$ 8 mil.
A estimativa do banco é que a nova faixa possa gerar aproximadamente 2 milhões de novas unidades no programa. Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a projeção é de 500 mil unidades.
Além disso, segundo o Itaú BBA, o subsídio no financiamento pode fortalecer a demanda pelos imóveis, o que reflete em um fluxo mais rápido de vendas e margens brutas maiores.
Leia Também
Apesar de enxergar um impacto no segmento das construtoras, o Itaú BBA avalia que a mudança no programa Minha Casa Minha Vida vai fazer as ações da Cury (CURY3) e da Direcional Engenharia (DIRR3) brilharem na bolsa brasileira.
Segundo o banco, ambas já possuem uma alta porcentagem dos negócios voltados para o MCMV atualmente. O relatório indica que a Cury possui 70% de exposição ao programa, enquanto a Direcional tem cerca de 80%.
Com a faixa 4, o Itaú BBA estima que as empresas possam expandir essa exposição, passando para 95% ou até 100%.
Além disso, a criação da faixa 4 visa a compensar a falta de financiamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Para 2025, a Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) estima que as concessões de crédito apoiadas pela poupança vão reduzir de R$ 187 bilhões para R$ 160 bilhões.
Considerando que a Cury e a Direcional possuem em torno de 30% e 20%, respectivamente, de exposição ao SBPE, a possibilidade de aumentar o percentual direcionado ao MCMV permite que ambas empresas se beneficiem da mudança na dinâmica de financiamento.
Assim, na avaliação do banco, a implementação da faixa 4 pode levar a uma revisão de até 10% nos lucros de 2026, “impulsionando a continuação do rali das ações”.
Para financiar a faixa 4 do MCMV sem comprometer os recursos do FGTS, o governo estuda utilizar o Fundo Social.
O Fundo Social foi criado em dezembro de 2010 e atua como fonte de recursos para o desenvolvimento social e regional a partir de um percentual dos recursos obtidos com a exploração de petróleo na região do Pré-Sal.
O governo federal planeja direcionar cerca de R$ 15 bilhões do fundo para o Minha Casa Minha Vida já em 2025. Segundo estimativas do Itaú BBA, o montante pode financiar cerca de 30 mil unidades habitacionais.
Além disso, a Caixa Econômica Federal (CEF) pode complementar esses recursos por meio da emissão de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), elevando o valor total disponível para o MCMV para cerca de R$ 30 bilhões.
A expectativa do banco é que a faixa 4 ofereça taxas de juros em torno de 10% ao ano. A porcentagem seria mais atrativa em comparação com as praticadas pela Caixa para financiamentos de imóveis mais caros.
Atualmente, a Caixa possui uma taxa de aproximadamente 12% para propriedades com valores abaixo de R$ 1,5 milhão.
Apesar da faixa 4 trazer benefícios para as construtoras no curto prazo, o Itaú BBA vê incertezas no horizonte.
Entre as preocupações do banco está o uso do Fundo Social para subsidiar o novo grupo incluso no programa. Isso porque, apesar da medida provisória recente ter permitido o uso dos recursos para habitação, essa destinação não é permanente, como ocorre com o FGTS.
O Itaú BBA ressalta que, historicamente, a verba do Fundo Social foi utilizada para diversas finalidades, como pagamento de dívidas e educação.
Além disso, os mecanismos de controle do Fundo Social ainda estão sendo estabelecidos, o que é um ponto de atenção para o banco, já que traz uma dificuldade para entender as condições futuras do financiamento e o deixa sujeito aos interesses de cada governo.
A instituição ressalta ainda que, por ter a exploração do petróleo como fonte, os recursos estão sujeitos a flutuações nos preços e futuras transições energéticas.
Apesar disso, o Itaú BBA avalia que, no curto prazo, a utilização de R$ 15 bilhões do fundo para o Minha Casa Minha Vida é viável, considerando o saldo atual do fundo e a previsão de receita para 2025.
Segundo estimativas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as petroleiras vão pagar R$ 100 bilhões de royalties e participações especiais em 2025, o que deve render R$ 36 bilhões para o Fundo Social.
Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica
Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento
Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil
As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios
Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda
Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo
Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro
A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento
Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação
Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace
Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas
Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa