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No sábado, o bilionário anunciou que pretende criar o Partido América com foco nas eleições de meio de mandato nos EUA
Se no começo do ano Elon Musk mergulhou de cabeça na política ao lado de Donald Trump, com a meta de “tornar a América grande de novo”, os acionistas da Tesla parecem querer que quem volte aos tempos áureos seja a própria empresa.
As ações da companhia estão desabando quase 8% na Nasdaq por volta das 10h45 desta segunda-feira (7), após o bilionário anunciar, no último sábado (5), que pretende criar o Partido América para rivalizar com Republicanos e Democratas nos EUA.
O envolvimento do bilionário na política tem sido um ponto de discórdia para os investidores. Ainda no sábado, a Azoria Partners decidiu adiar o lançamento de um fundo atrelado à Tesla.
O CEO da gestora, James Fishback, cobrou explicações de Elon Musk sobre suas ambições políticas e afirmou que a criação do novo partido mina a confiança dos acionistas de que ele manteria o foco nas empresas — como havia prometido ao se afastar do governo.
Em uma publicação em sua conta no X, o bilionário que o novo partido já deve mirar as eleições legislativas e estaduais de 2026, as midterms, quando 33 assentos do Senado e todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados serão eleitos.
Além disso, 36 estados e outros cargos das esferas judicial e legislativa a nível estadual também serão disputados.
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"Uma forma de colocar isso em prática seria focar com precisão cirúrgica em apenas 2 ou 3 cadeiras no Senado e de 8 a 10 distritos da Câmara. Dadas as margens legislativas extremamente apertadas, isso já seria suficiente para exercer o voto decisivo em leis polêmicas, garantindo que elas realmente reflitam a vontade do povo", afirmou Musk.
O recado veio depois de o Congresso norte-americano aprovar a Big Beautiful Bill, pacote orçamentário promovido por Trump que prevê uma série de investimentos de peso e de mudanças fiscais. Basicamente, uma carta branca para o governo gastar e cumprir promessas de campanha.
Cabe lembrar que Musk havia sido contratado para enxugar as contas do país no Departamento de Eficiência Governamental (Doge). Ele critica abertamente o projeto, afirmando que o pacote aumentaria exponencialmente a dívida pública do país.
Esse, inclusive, foi um dos motivos por trás do desentendimento aberto entre o bilionário e o presidente. A briga entre os dois fez com que a Tesla perdesse bilhões em valor de mercado.
O bilionário passou a enfrentar pressão direta de Trump, que já cogitou expulsá-lo dos Estados Unidos e prometeu cortar bilhões em subsídios federais destinados às suas empresas.
No último domingo (6), Trump chamou a decisão de Musk de formar um partido político de “ridícula”, acrescentando que o chefe da Tesla havia “saído completamente dos trilhos”.
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